Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Novo visual!


E eu amei!

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Um lugar inspirador



Não é nenhuma novidade o meu gosto por mostrar minha cidade aqui no Prisma. Por mais que ela seja considerada, ainda, um lugar provinciano e pouco conhecido, eu sempre me encanto com as paisagens que meus olhos descobrem.

As fotos acima foram tiradas da janela do prédio onde eu trabalho. Tenho o privilégio de me deslumbrar com essa vista todos os dias. Na primeira foto, a Terceira Ponte liga Vitória a Vila Velha, minha terrinha que aponta tímida por trás das montanhas verdes ao longe.

A segunda foto mostra a parte mais à direita, um espaço destinado a eventos que se chama Praça da Paz. Gosto bastante de passear por ali no horário do almoço. Lá no final, a praça se debruça sobre o mar em forma de deck com bancos de madeira onde podemos nos assentar e ficar apreciando as ondas que se desfazem de encontro às pedras logo abaixo dos nossos pés. O som das águas soa como uma música dos céus.

Para mim este é um lugar muito inspirador. Inspira minhas orações. Sempre vou ali para conversar com Deus, o Criador dessa natureza O revela tão perfeito e tão grandioso!

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Bioagradável?


Passei uma semana bem “ruinzinha” com a gripe que não me poupou. Mas já estou nova em folha outra vez, pronta para curtir o feriadão a parir de manhã. :)
***

Estava lendo o blog Coisas Frágeis e me deparei com a sugestão: “Seja Bioagradável”. O texto dizia sobre pessoas que são capazes de expressar atenção, amor, solidariedade e respeito pelos outros.

A princípio, pode-se pensar que esta é uma postura comum à maior parte das pessoas, mas, na prática, não é. A maioria delas vive tão centrada em si mesma que ao menos ser gentil e amável com os outros se torna algo dispensável, e nos admiramos quando encontramos alguém com tais características.

Esse texto me fez lembrar de uma situação vivida há poucos dias. Fui com o Nil levar meu pai ao hospital para fazer a troca da sonda uretral que ele usa há mais de um ano. Esse é um processo repetitivo e extremamente desconfortável para o papai. Nessas situações é comum encontrarmos “profissionais” que são incapazes de esboçar um sorriso a um senhor de quase oitenta anos que se submete todos os meses a esse procedimento desagradável.

Nesse dia, ao contrário do que é comum, papai foi atendido por uma enfermeira muito simpática. Ela conversou com ele durante todo o tempo fazendo-o se sentir mais à vontade, utilizou de recursos a fim de minimizar ao máximo o desconforto do procedimento, sempre sorridente e cuidadosa, atenciosa não apenas com ele, mas comigo e meu marido em nos explicar formas mais adequadas para mantê-lo confortável mesmo usando a sonda e livre de possíveis infecções. Ao final, nos acompanhou até o carro e se despediu.

Eu e Nil chegamos a comentar o comportamento dela, tão incomum em outras situações semelhantes. Interessante é que incomum deveria ser a costumeira falta de amabilidade, gentileza e respeito que vemos frequentemente. A esse tipo de comportamento infelizmente já nos habituamos e, muitas vezes, até o exercemos.

Considero essa enfermeira um exemplo do que é ser uma pessoa “bioagradável”, e incentivo não só aos que lerem este post, mas a mim mesma, a demonstrar mais atenção aos outros e faze-los se sentirem como nós nos sentimos com o tratamento dela: valorizados.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Gripada...


Depois de anos de folga, ela me pegou de jeito.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Leitura e festa!


"Mack ficou ali sentado em silêncio, com o vazio do lugar invadindo sua alma.
Todas as perguntas sem respostas e as acusações dolorosas se acomodaram no chão ao lado dele e, lentamente, se transformaram num poço de desolação. A Grande Tristeza se apertou ao redor e ele quase gostou da sensação esmagadora. Esta dor
ele conhecia. Estava familiarizado com ela, era quase uma amiga."


Acabei de ler o livro A cabana, cujo trecho cito acima. Classifico-o como um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Trata-se de um homem que viveu uma experiência trágica e profundamente traumática em relação a sua filha de seis anos e, a partir de então, sua relação com Deus se torna fria e distante. Certo dia ele recebe um bilhete de alguém que marca um encontro com ele na cabana, o cenário de sua dor. Quem poderia ser? O que essa pessoa desejaria levando-o aquele lugar de pavor? Ele não faz idéia, mas decide ir e, então, sua tragédia pessoal toma um rumo em direção à cura.

É um livro para se ler de capa a capa sem ter vontade de parar. Por vezes me emocionei e invejei Mack, desejando viver momentos de ternura e aconchego descritos ali. Ainda que se trate de mera ficção - ou não -, o livro me fez rever convicções e certezas arraigadas em mim até então. Para quem gosta de desafiar os próprios "conhecimentos", A Cabana é um prato cheio!

***
Gente, minha negligência com esse bloguinho chegou ao cúmulo! Acreditam que ele completou seu segundo aniversário em 9 de março e eu não lembrei de comemorar??? Que blogueira de meia tigela sou eu, hehe! Mas, antes tarde do que nunca, né?

E para essa comemoração atrasada, deixo para vocês o bolo da Geórgia, que me encheu de orgulho e alegria! Eu postei outro dia sobre o bolo de fubá que preparei e coloquei a receita no Livro. Não é que ela fez e saboreou minha sugestão de delícia? E ainda me mandou fotos da gostosura. Geórgia, você é um doce!

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Movimento Natureza


Não consegui plantar uma árvore, como é a proposta do projeto Movimento Natureza, nem consegui postar sobre assuntos de responsabilidade social, como eu havia programado, por causa da confusão que está sendo minha nova rotina. Pois bem, deixo aqui a foto da folhagem que estou cultivando na minha varanda. Outro dia ela floresceu, mas não consegui uma foto legal para postar. Nunca me interessei muito pelo cultivo de plantas, mas ultimamente tenho sentido o desejo de humanizar mais a minha casa trazendo um pouco de verde para dentro dela. Como não tenho quintal, necessito de espécies do tipo arbusto. É um começo. O próximo passo é uma mini-horta.
Não sei o nome dessa planta, alguém sabe?
Update: Graças a Laura do blog Coisas Frágeis, descobri o nome da minha plantinha: Lírio-da-paz! Não é lindo?

Domingo, 5 de Abril de 2009

Finalmente, de volta ao trabalho!

Depois de quatro longos meses vivendo na pele da Amélia, estou de volta à ativa. Mas, sabe que às vezes eu até me identifico com a figura da mulher de verdade? Acho que se o cenário aqui em casa fosse diferente do atual, eu arriscaria em ficar um pouco mais sem me preocupar com a vida profissional. Quem sabe até me habilitaria à maternidade...

Uma coisa eu confesso: esse tempo à toa me fez pensar muito seriamente em algumas situações. Valores, comportamentos, rotina, atitudes, tenho questionado a mim mesma sobre tudo isso e analisado alguns processos de mudança. Mas isso é planejamento para o médio prazo. No momento, meu lema é T-R-A-B-A-L-H-O!

Sábado, 28 de Março de 2009

Comida & Projeto


Este foi o resultado da minha desconcentração total: bolo de fubá para o café da tarde. E, modéstia à parte, ficou muito bom!

Com essa receitinha fácil, fácil, ressuscito meu Livro de Receitas. Caso alguém se habilite...


A Geórgia me convidou a participar do projeto Movimento Natureza. Confesso que ainda não sei como dar minha participação. Existem muitas coisas que me incomodam no tratamento do homem em relação à natureza, não exclusivamente por causa dela, mas por causa do próprio homem.

Não creio em nenhuma filosofia que pregue que a salvação do planeta está em nossas mãos. Não penso numa eternidade terrestre, pois creio que tudo que tem começo tem fim, e a Terra chegará naturalmente ao seu pós lúdio. Mas defendo e acredito em práticas que promovam vida e bem estar ao ser humano e também creio que o fim não precisa chegar pelas mãos do próprio homem, se é que isso seja possível.

Por enquanto, estou tentando encontrar um equilíbrio entre a positividade do projeto e minhas próprias contradições do assunto para conseguir contribuir com uma participação eficiente. Por hora, me veio à mente postar sobre comportamentos da população em relação à natureza que interferem em seu próprio bem-estar. E sobre sustentabilidade, algo que considero bem racional.

As idéias estão em construção. Aguardem novos posts!

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Está difícil me concentrar!

Estava aqui tentando estudar e matutando: é incrível como, com o passar do tempo, manter a dinâmica do pensamento é cada vez mais difícil. Há algum tempo atrás, quando iniciei um curso de inglês, me deparei com um adolescente cuja velocidade de raciocínio estava anos-luz à frente do meu, aos trinta e poucos anos. “Puxa, eu já fui assim...”, pensei.

Ultimamente tenho tido tantas coisas na cabeça que tem sido quase impossível me concentrar em tudo que preciso. Tenho me preparado para um concurso desde o fim do ano passado, cuja prova acontecerá em abril, e também tenho participado de um extenso processo seletivo para um novo trabalho, algo que me é bastante urgente e desejado. Tenho tentado vender minha antiga casa, coisa que também ocupa boa parte dos meus pensamentos, além de uma estupenda mudança que ocorreu na nossa rotina e está mexendo com a minha cabeça, mas sobre a qual falarei em outra ocasião.

Tudo isso me deixa a mil por hora e fica complicado manter a concentração, por exemplo, nos estudos. Tenho diante de mim uma infinidade de leis das quais preciso absorver o máximo possível, mas está complicado. Tenho vivido sob intensa pressão de mim para comigo a fim de dar conta de tudo que é preciso. Mas devo admitir que este tem sido um momento dinâmico, cheio de dúvidas, mas também de boas expectativas.

Bom, já que não consigo estudar agora, algo diferente me passou pela cabeça. Acho que vou me distrair, ali na cozinha... O resultado desta fuga estará no próximo post!

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Mais da minha terra

Dias atrás o Nil precisou ir ao interior do estado resolver uns assuntos de trabalho e me levou com ele. Fomos a Cachoeiro de Itapemirim, uma cidade distante da capital uns 140 quilômetros.

Ao contrário do que se espera de uma cidade interiorana, ela é até bastante desenvolvida, bem populosa, com comércio abundante, extensa rede bancária e centro bem movimentado. Grande parte desse desenvolvimento se deve à exploração de granito, mineral abundante na região. Muitas empresas de nome apostam no local, algumas fixando sede por lá e levando nossas pedras à Europa, EUA e Ásia. Acontece nessa cidade uma feira de proporções internacionais relacionada a essa atividade. No entanto, o seguimento anda bastante afetado pela crise. Podemos notas várias marmorarias fechadas ao longo no percurso. É a recessão mundial afetando também nossa economia.
Considerando que estamos falando de uma cidade do interior e elas sempre se nos revelam encantadoras e bucólicas, Cachoeiro de Itapemirim não tem grandes encantos. É uma cidade comum sem atrativos ou paisagens exuberantes. No entanto, enquanto estávamos a caminho pela auto-estrada, próximo à cidade de Vargem Alta, deparei-me com uma imagem linda e encantadora: “O Frade e a Freira”. Só então me dei conta de que não levei a câmera... :(
O Frade e a Freira é uma formação rochosa granítica de quase 700 metros de altura. A impressão de vermos nas pedras a imagem nítida de um frade e uma freira se olhando, não só deu nome à rocha, como também suscitou uma lenda a respeito de sua origem. Dizem que um frade e uma freira que trabalhavam na catequização dos índios da região se apaixonaram perdidamente, mas, obviamente, não podiam se render a esse amor por causa de seus votos religiosos. Compadecido por seu sofrimento, Deus os permitiu transformarem-se em pedra, um diante do outro, para que pudessem eternizar seu amor e contemplarem a beleza um do outro eternamente.

Eis a foto (daqui) da pedra maravilhosa de se ver, especialmente ao vivo.

Obs.: Nova reflexão do Convicções aqui.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Blogagem "O livro da minha vida"

Logo que vi a chamada para essa blogagem, percebi que queria participar. Isso porque, coincidentemente, outro dia mesmo estava me lembrando desse livro, que foi o primeiro que eu li completo, logo depois de ser alfabetizada. “No Reino Perdido do Beleléu” de Maria Heloísa Penteado, esse era o seu nome.

A fábula diz que tudo que se perde vai parar nesse tal de Beleléu, um lugar que não existe nos mapas e, como não pode ser encontrado, a única forma de se chegar a ele é... se perdendo! Mesmo tendo lido há tantos anos e logo depois tendo perdido o livro, não consigo me esquecer dos personagens. O principal, Zé Leu, um menino que perdia T-U-D-O; Valdomira sua irmã, era uma menina cuidadosa, ao contrário dele; a rainha Maria Porunga III, a toda poderosa do reino e até o Orangotango, serviçal da rainha.

Eu li várias vezes e pude aprender cedo que devemos ser cuidadosos com nossos pertences. Ah, que saudade...! Sempre penso em comprar de novo o livro, mas não o encontro nas livrarias e, na internet, sempre que verifico, não está disponível, nem mesmo na sua editora, a Ática.

Todas as crianças deveriam ter acesso a esse tipo de leitura, que auxilia no desenvolvimento do lado criativo e na imaginação delas, coisa que faz tanta falta quando, adultos, temos que assumir determinadas funções que exigem tais habilidades. Além, é claro, de ser diversão garantida e saudável.

Esse é um dos livro da minha vida, especialmente por ser aquele que me abriu as portas para o encantamento da leitura. Encantamento que permanece até hoje!

Esta blogagem foi proposta pela Vanessa do Blog Fio de Ariadne, a quem eu agradeço imensamente pela gosotosa nostalgia que ela me permitiu viver.



***************************************************************

Amanhã comemoro o meu aniversário! É, trinta e três aninhos, mas a carinha e o corpinho continuam sendo de vinte e poucos. A propósito, com cinco quilos a menos... kkkkkkkkk!

Brincadeiras à parte, fico muito feliz em comemorar mais um aniversário e ainda, de estar chegando à dita "idade de Cristo", a idade em que ele morreu. Não, não há nenhum sentimento mórbido nessas palavras, mas, sim, uma metáfora cheia de significados. Meu desejo para mim mesma é que nessa nova etapa possam morrer antigos vícios e costumes, e ressurgir uma pessoa mais parecida com Jesus.

Como eu já postei hoje, não postarei amanhã. Fico aqui mesmo esperando os cumprimentos. ;-))

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Dúvida cruel


O antigo layout do Prisma faria um ano no próximo mês e eu já estava, há um tempinho, querendo mudar a cara dele, mas ainda não sei exatamente como. Além disso, não sou muito boa com a criação de imagens e, apesar de querer fazer algo criativo e original, me falta habilidade.


Motivada pelo desejo de mudança, criei a imagem acima. Mas, ainda que tenha gostado da idéia, não achei o trabalho bem acabado. Pena...


De qualquer forma deixo aí pra fazer um teste. Digam-me o que acham e se têm outras idéias legais para eu dar novos ares a este bloguinho. Aguardo sugestões!

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Novidades!

Ultimamente tenho tido necessidade de escrever mais sobre a minha fé e de expandir minha busca pelo conhecimento das coisas relacionadas a ela através da exposição das minhas impressões pessoais sobre a bíblia. Isso se dá também pelo desejo de compartilhar mais a respeito de Deus com outras pessoas.
Vez ou outra, escrevo sobre esses assuntos aqui, mas tenho tido vontade de intensificar esse hábito. Como não gostaria de mudar o tom deste blog, que trata de variedades, resolvi criar um novo espaço totalmente voltado para temas religiosos. Nele escreverei minhas próprias reflexões a partir de estudos bíblicos pessoais. Não deixarei de escrever sobre tais assuntos aqui, como já é meu costume, mas explorarei mais sobre eles por lá. E sempre que postar lá, deixarei uma chamadinha por aqui.
Apresento-lhes o blog Convicções Religiosas, que traz o mesmo título da categoria que intitula tais assuntos aqui no Prisma. Tem um link para ele na sessão "Escrevo aqui também", na barra lateral.
Ficarei feliz com a presença de todos nesse novo espaço!

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

De volta

Depois de pouco mais de um mês longe da blogosfera, resolvo voltar a escrever. E agradeço imensamente ao carinho de todos os comentários deixados no último post. Confesso ter sentido saudades daqui e dos blogs amigos, mas confesso também que o desânimo foi maior. Há momentos que não dá para insistir, o melhor é sair de cena até nos sentirmos resolvidos, ou pelo menos dispostos, então, aqui estou eu.

O ano de 2008 foi um dos mais difíceis que já vivi. Não vou dizer o pior ano porque esse foi um período de grande aprendizado e exercício espiritual, e isso é muito positivo para mim. Posso afirmar que, em alguns aspectos, hoje sou uma pessoa de mente e atitudes renovadas devido às experiências vividas neste ano que passou.

Tudo começou com a minha mudança no início do ano. Meus pais não aceitaram a idéia de eu estar mais longe deles (isso, por eu estar distante apenas uns 15 quilômetros) e, principalmente por causa da mamãe, tive muitos problemas devido à mudança. Depois veio a doença do papai, da qual já falei aqui e, na mesma época, mamãe começou a aparentar sinais de alzheimer, o que até hoje não foi confirmado pelos médicos, apesar de ser visível nela certo transtorno psicológico. Minha tendinite teve um agravamento profundo e nem mesmo o tratamento que fiz apresentou o resultado esperado. Também passamos por algumas turbulências em casa das quais apenas nossas paredes são testemunhas. E fechei o ano com “chave de ouro” perdendo meu emprego, pois minha empresa foi amplamente atingida pela crise mundial.

Nenhuma das situações citadas foi totalmente resolvida ainda. Algumas estão caminhando para uma solução; com outras aprendemos a lidar enquanto nada mais se pode fazer. Estou em busca de um novo trabalho e também retomando meus estudos que ficaram suspensos desde dezembro. Apesar de tudo, confio que os próximos dias nos tragam boas novas.

Voltar a blogar é como retomar parte da minha rotina, assim como voltar a estudar. Preciso disso para espantar o tédio, a indefinição profissional e as preocupações que vêm com ela. Apesar de tudo, tenho crescido muito em meio a essas dificuldades. Sei que há um propósito divino em todas as situações da vida, crer nisso é reconfortante para mim.

Minha intenção é voltar ao ritmo usual do blog, postando uma vez por semana e também visitando os blogs amigos semanalmente. Vamos ver se consigo. Outra preocupação é já começar a adequar minha escrita às novas regras gramaticais, o que acontecerá aos poucos. E eu, que já tinha meus problemas com a gramática antiga, com essa agora... Mudança mais besta! :(

É bom estar de volta!

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Por hora, fechado.


Caríssimos amigos!

Sinto que devo me recolher por algum tempo. Tempo esse que espero ser breve, mas suficiente para me reorganizar, transpor algumas situações e, então, voltar ao prazer e à espontaneidade de blogar. Não acho justo para com vocês, o “ficar enchendo lingüiça” e deixar de oferecer textos de qualidade como sempre foi minha prioridade neste blog. Porém, no momento não posso mesmo me dedicar a ele. Fica um grande abraço de estalar costelas em todos vocês e meu imenso desejo de logo retornar. Até mais!
Ah! Feliz natal e próspero ano novo a todos!

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Gosto X Não gosto

Hoje, sem mais nem menos, eu me vi pensando em situações que me provocam reações extremas: algumas que eu adoro, outras que eu odeio. Vou descrever o que lembrei. Mas isso não é um meme, e não vou passar a “tarefa” para ninguém, rsrs. Eu só quero mesmo compartilhar um pouco de mim com vocês. Caso alguém mais se habilite... Fique à vontade!

Eu amo sentir frio. Mas estando agasalhada, claro. Gosto da temperatura fria no quarto, mesmo estando sob um edredom bem fofinho. Amo sair de casa com aquele ventinho gelado batendo no nariz. Muito gostoso! Acho que é por isso que eu gosto tanto da região de montanhas capixabas.

Amo receber pessoas em casa para um jantar, um lanche ou qualquer coisa que envolva comida. Ou fazer uma comidinha só para mim e o Nil mesmo. Cozinhar é uma atividade que me dá um prazer imenso. E esse prazer começa no supermercado, enquanto escolho os ingredientes; passa pela minha cozinha, enquanto preparo o prato e termina na mesa, enquanto o degusto em companhia das pessoas queridas. Um verdadeiro ritual!

Adoro abraço! Não sei explicar direito a sensação que toma conta de mim durante esse contato. Não sei ao certo se é acolhimento, proteção ou simplesmente troca de carinho. Só sei que gosto muito de abraçar e ser abraçada.

Adoro massagem nos pés! Eu tenho um problema de dores nessa região que ainda não consegui diagnosticar. O tempo máximo que consigo ficar de pé de forma confortável é de uns 15 minutos, depois disso posso procurar um assento, rsrs. Por isso, quando Nil massageia meus pés é como se eu estivesse nas nuvens.

Mas... Há coisas que eu detesto na mesma intensidade dessas que gosto. Por exemplo, chuva. Como eu detesto chuva! Sei que é meio ridículo, que todos nós precisamos dela, que é Deus quem manda, blá, blá, blá, mas não posso fazer nada quanto a esse sentimento, é maior do que eu. Não suporto ter que sair de casa quando está chovendo, acho péssimo pisar em lugares molhados e enlameados e detesto me molhar, especialmente os pés - exceto quanto estou no banho ou lavando algo em casa, claro.

Sabe quando colocamos a mão em alguma superfície ou pegamos algo e ele está molhado? Arghhhh! Odeio! De vez em quando isso acontece comigo. Por exemplo, vou ao banheiro no escritório e quando pego na maçaneta para abrir a porta ela está molhada - porque o(a) bonito(a) que foi antes de mim não “pensou” em enxugar a mão antes de sair -. Eu sei que é só água, mas me dá um nojo!

Não suporto música alta. Primeiro, porque acho inadmissível estar num ambiente onde a comunicação fique prejudicada por causa de barulho excessivo e desnecessário. Por várias vezes fui à casa da minha irmã e ela não conseguia ouvir a campainha por causa do som, e eu ficava com cara de boba na porta. Segundo, porque em relação à música brasileira contemporânea não dá pra ouvir de tudo e há algumas “coisas” que não admito ouvir mesmo, justamente aquelas que meus antigos vizinhos me obrigavam a escutar. Então, se não quero ser obrigada a ouvir a música dos outros, creio que eles também não sejam obrigados a ouvir a minha.

Acho que eu quis escrever isso pela recente ocorrência de duas das situações que eu destaquei, uma positiva e outra negativa: umas comidinhas gostosas que tenho preparado aqui em casa – hummm! – e a chuva que tem castigado o Espírito Santo há duas semanas deixando muitos desabrigados e alguns mortos. Das comidinhas eu conto outra hora e, quem sabe, reativo meu Livro de Receitas que está esquecido há meses. Quanto à chuva, só temos que lamentar e aguardar que as comportas do céu se fechem.

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Um desejo do meu coração

Canção "Abraça-me" de David Quilan, com participação de Heloísa Rosa.

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Adoção, um ato de responsabilidade

Quando falamos em adoção, o que normalmente nos ocorre é a visão de um ato heróico, solidário, amável, altruísta. E realmente não deixa de ser. Mas, na maioria das vezes, nos falha a percepção de que essa é uma atitude que deve ser tomada com total consciência e com os pés bem cravados no chão. Antes de ser um ato de amor tão somente, deve ser um ato de extrema responsabilidade. Digo isso porque já tive um caso de adoção na família e que, infelizmente, não foi bem sucedido.

A visão um tanto romântica e a falta de informação e de pesquisa sobre o assunto, muitas vezes leva as pessoas a tomarem decisões sem antes refletir sobre elas. Isso aconteceu com uma das minhas irmãs. Ela e o marido acompanharam minha cunhada, que queria adotar uma menina, à casa de uma mãe que estava doando os quatro filhos. Chegando lá minha irmã viu um menininho de dois anos sentado embaixo da mesa comendo um prato de arroz com feijão. Num impulso, ela e o marido resolveram ficar com o menino. Até aí “tudo bem”. O problema é que eles não tinham perfil de pais adotivos. Nunca antes tinham falado a respeito, não planejavam isso e não estavam emocionalmente preparados para receber o menino. A adoção foi baseada num ato de piedade momentânea.

Em casa, a distinção entre o filho adotivo e o filho natural era evidente, por mais que não fosse intencional. Parte da nossa família rejeitou o menino pelo simples fato de ele ser negro. E finalmente, o casamento de minha irmã desmoronou e ela ficou com a responsabilidade exclusiva de criar uma criança que ela nunca quis de verdade. Tornou-se agressiva e intolerante com ele. Isso resultou na total insubordinação do menino e na sua saída de casa aos 15 anos. Hoje ele já é maior de idade e vive na criminalidade, como todos os seus irmãos biológicos que ele sequer conheceu. Uma catástrofe lamentável!

Infelizmente esse caso não é o único, conheço outras situações de adoção frustrada. E eu me pergunto: por que um ato tão sublime resultaria em experiências tão tristes? Posso citar pelo menos três razões. Primeiro, porque a responsabilidade do ato nem sempre é levada em conta. Muitas vezes falta ao casal pesar as conseqüências e se perguntar “realmente QUEREMOS adotar?”. Segundo, porque o preparo emocional e psicológico dos pais raramente faz parte do processo de adoção. Há que se considerar que haverá conflitos a serem geridos, especialmente se se tratar de uma criança já crescida e com uma vivência em ambiente problemático, isso requer maturidade e capacidade psicológica. Terceiro, porque a motivação para se adotar quase sempre é equivocada. O interesse em proporcionar um lar a uma criança está em quinto lugar na lista de motivações para a adoção. Em primeiro está a impossibilidade de se ter filhos naturais, ou seja, o que me motiva é a MINHA necessidade, prioritariamente. Muitos casais, se pudessem ter filhos, jamais adotariam um.

Ao contrário do que se possa imaginar, não sou contra a adoção, de forma alguma. Só quero deixar claro que nem todos estão prontos para ela, e romantizar pode ser um erro fatal. Eu vejo a adoção como um dom, uma capacidade toda especial de aceitar e lidar com o diferente. Apenas quem tem esse dom é capaz de ser feliz e realizado nessa empreitada. Filhos naturais terão o nosso sangue, os nossos genes, sairão a nós. Mas, e os adotivos? Por mais que se diga que importante é dar amor e educação, há uma herança genética que se manifestará todos os dias e trará à tona grandes diferenças, conflitos emocionais e pessoais e é aí que entra o dom de lidar com essas situações, amenizando-as e tornando-as um mero detalhe. Haverá a ausência de um referencial familiar a ser criado ou, pior, poderá haver um referencial destruído a ser reestruturado. Imagino não ser tarefa para qualquer um, apenas para pessoas muito especiais.

Costuma-se distinguir filhos naturais e adotivos como os da barriga e os do coração. Estes, além de filhos do coração deveriam ser chamados também de filhos da razão. Menos romântico, mas bem mais realístico.

***

Este post faz parte da Blogagem coletiva "Adoção, um ato de nobreza", proposta pela Geórgia e pelo Dácio.

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Meu momento

Estudando. Estudando muito. Isso é quase só o que tenho feito. Trabalhando também, mas em menor escala. Não por vontade própria, mas em razão de algumas circunstâncias alheias à minha vontade.

Vivendo uma fase de profundas transformações. Mudanças de valores, crenças, convicções. Analisando e conhecendo os outros e a mim mesma. Desejando algo antes indesejável. Inacreditável!

Conhecendo o cuidado de Deus de uma maneira que me era desconhecida. Pelo menos ao pé da letra. E ficando maravilhada com isso. E aprendendo a depender exclusivamente dEle.

Empenho. Desvelo. Dedicação. Esforço. Fé. Palavras que têm feito muita diferença nas minhas ações nos últimos tempos. Acho que nunca antes as entendi ou as pratiquei como agora.

Vivendo o hoje. Esperando ardentemente pelo amanhã.

Mudar. Essencial, mas tão dolorido!

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Mudando!


Lembram que eu escrevi há algum tempo sobre os meus medos? Nesse texto eu contei que um dos meus maiores pavores era o contato com animais, sobretudo com cachorro. Pois bem, esta foto acima é a prova de que até nossos maiores medos podem ser vencidos. Conheci o Nick na casa de uma amiga que freqüento há algum tempo e, desde então, fui me acostumando com a sua presença, sua aproximação, suas brincadeiras. Na última visita ele pulou no meu colo sem que eu esperasse... Fiquei meio que sem ação no primeiro momento, foi a primeira vez que isso aconteceu! Aí minhas amigas clicaram com o celular para registrar esse momento histórico, hehehe!

Pode parecer uma bobagem, mas estou muito feliz por isso! Sempre me senti muito constrangida com as situações causadas diante das pessoas pelo meu medo de cachorro. Nem sempre elas compreendiam, muitas pensavam ser “coisa de gente fresca”. É como se eu estivesse me livrando de um fardo que carreguei a vida toda.

E o Nick não é lindo?

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Rapidinhas


O Prisma se engajada em mais uma blogagem coletiva. A da vez é sobre adoção, um assunto interessantíssimo que devemos considerar, não apenas por ser um ato belíssimo de humanidade, mas também por se tratar de algo sério e de grande responsabilidade. Se você quiser participar é só acessar o blog da Geórgia ou do Dácio, que estão promovendo a blogagem, para se inscrever e saber mais informações. Ah! E não se esqueça de copiar o selo e divulgar em seu blog!

***

Sinto informar, mas meu projeto do livro online teve que ser adiado. Surgiu uma prioridade máxima que deverá ocupar TODO meu tempo livre por alguns meses. Fazer o que, né. O mais chato é que terei que corrigir todos os textos que já estão prontos conforme as novas regras gramaticais da língua portuguesa que passarão a vigorar no ano que vem. Chato demais isso...

***

Minhas amigas Lucy e Luciana (não são irmãs, os nomes são mera coincidência) acabaram de criar seus blogs! Passem por lá para dar as boas-vindas a elas, marinheiras de primeiríssima viagem a se aventurar pela blogosfera.

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

A beleza que se compra

Tudo bem, concordo que elas são lindas. Mas, depois de ver as fotos abaixo (que me mandaram por e-mail), vocês também hão de concordar que o tempo e “um pouco” de dinheiro ajudaram bastante! Nada contra pessoas que investem na aparência, minha intenção não é criticar. Só gostaria de mostrar que todas essas musas maravilhosas desejadas pelos homens e amaldiçoadas pelas mulheres são, na essência, tão comuns como a maioria de nós.
E pensar que esses corpinhos de modelo e as madeixas lisas e loiras seriam um presente da natureza... Doce ilusão...
Acho que naturalmente bonita, de verdade e sempre, só ela...

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Coisa feia

Tempos atrás, li uma história muito interessante num blog, descrevendo uma experiência pessoal hilária. Narrativa engraçadíssima! Li e deixei um comentário parabenizando o(a) blogueiro(a) por tamanho senso de humor ao escrever o artigo, elogio que ele(a) aceitou prontamente. Tempos depois, li outro texto assinado por outra pessoa contando a mesma história, exatamente como estava escrita no blog anterior. Mesmas palavras, mesmas vírgulas, mesmo tudo. Ops... Alguém copiou alguém, e agora imagino que nenhum dos dois seja o verdadeiro autor.

Infelizmente há pessoas que agem assim: publicam autorias alheias e não respeitam os direitos autorais, deixando de citar o autor. É bem verdade que alguns por ignorância, mas outros sabem exatamente o que estão fazendo. Nos casos de publicações de textos e fotos na internet, os quais na maioria das vezes não foram previamente registrados, é quase impossível manter a formalidade desses direitos, mas convenhamos, a informalidade de tais publicações não dá o direito a terceiros de tomá-las para si sem citar o verdadeiro autor, especialmente se tratando de uma criação tão primorosa como aquela que tive o prazer de ler. Isso se chama plágio. Infelizmente vivemos um tempo em que a ausência de provas suplanta a verdade. Exercer um bom caráter mesmo em situações ocultas parece algo totalmente fora de moda.

Vale lembrar que existem regras que regulam os direitos autorais. Trata-se da lei 9.610/1998. É bom sermos cautelosos em nos apropriar de criações alheias. Elas podem ter registro e os rigores da lei poderão ser amplamente aplicados ao infrator.

Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade...”.
(lei 9.610/1998, Art.108)

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Eu detesto política!

Quantas vezes ouvimos essa frase, ou mesmo dizemo-la, especialmente nestes tempos em que há tantos escândalos envolvendo o meio político. Mas essa postura estaria correta? O que vem a ser política, afinal?

A palavra “política” é derivada de politeía, termo do grego antigo que significava todos os procedimentos relacionados à polis, ou ao meio público e à sociedade inserida nesse meio. Considerando que o ser humano não vive de maneira isolada, mas em sociedade, surge a necessidade de um mecanismo que viabilize esse convívio, visto que todos somos seres distintos. Logo, a política é o recurso que possibilita o ajuste entre as partes harmonizando o todo.

Imagine o mundo por um prisma anarquista. Consideremos que cada indivíduo pensa de forma distinta, tem objetivos diferentes, o que é importante para um nem sempre o é para o outro, e no atual mundo pós-moderno tudo é relativo e todos têm razão. Nessa situação, um modelo de vida sem leis ou hierarquia seria, no mínimo, confuso. Podemos concluir, então, que essa pluralidade peculiar do ser humano é que faz necessário o exercício da política e que a finalidade desta é prover o bem estar do todo a partir de ações que minimizem ou tornem aceitáveis essas diferenças à vida comum.

Na prática, cabe às ações políticas estabelecer toda a garantia de vida à sociedade de forma igualitária, desde comida na mesa à segurança nas ruas. Sem essas ações não podemos viver dignamente. Independente do nosso descontentamento com o cenário político atual, é por existir um mínimo de administração pública que estamos aqui.

Vale lembrar que somos seres essencialmente políticos. Agimos politicamente em todas as nossas atividades cotidianas: ao participarmos de um grêmio estudantil, nas organizações profissionais ou esportivas às quais estamos inseridos, ao gerirmos nossos lares, ao evitarmos jogar lixo na rua ou mesmo quando compramos algo. Isto é senso político: fazer escolhas e executar ações que beneficiem o todo.

Não é correta a afirmação que intitula este texto. Podemos estar descontentes com pessoas que executam mal o poder político que lhes foi confiado, mas a visão política genuína é boa e necessária. Detestáveis são as manobras que promovem essa inversão de valores, infelizmente tão familiares nos nossos dias.

***

Texto escrito por mim e publicado em 28/09/08, domingo, no boletim informativo da minha igreja, último de uma série de textos educacionais sobre política.

Domingo, 28 de Setembro de 2008

6 anos

Hoje meu coração está em festa! São seis anos ao lado da pessoa mais linda que já conheci. Parece que tudo aconteceu outro dia e, ao mesmo tempo, parece que estamos juntos há séculos. O que sei é que fomos feitos um para o outro, sob medida, e isso se torna mais evidente a cada dia compartilhado.

Meu querido, te amo muito mais do que quando nos casamos e sei que esse sentimento continuará a crescer por quanto tempo mais permanecermos juntos. É um privilégio ser tua esposa!

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Notinhas

Fazendo minhas visitas virtuais na semana passada, percebi como há pessoas desistindo de seus blogs. Vários foram cancelados e outros tantos estão, há meses, sem manutenção. Creio que não acontece só comigo, muita gente tem sentido dificuldade em manter seus espaços atualizados. Posso apontar dois fatores principais para isso: falta de tempo e problemas do dia-a-dia que nos roubam a inspiração. De qualquer forma, é muito triste ver que tantos blogs legais e interessantes como alguns que eu tinha na minha lista, simplesmente deixam de existir da noite para o dia. Espero resistir a isso, mesmo quando for muito difícil vir aqui compartilhar minhas idéias com vocês.

*** *** ***

Desde que saí de férias em julho, venho respondendo aos comentários de forma coletiva. Quem já acompanha o Prisma há algum tempo sabe como eu gosto de responder de forma individual como uma maneira carinhosa de retribuir a participação de cada um, mas não tenho conseguido manter isso, não só por falta de tempo, mas por causa da minha tendinite. Tenho tido crises constantes de dor e inchaço e, por isso, preciso diminuir sempre que possível a digitação, causa principal do problema. Enquanto isso persistir, continuarei respondendo coletivamente, mesmo a contragosto. Espero que vocês me entendam. E me perdoem.

*** *** ***

Estou iniciando um novo projeto. Só iria contar aqui mais pra frente, mas vou abrir logo o jogo. Resolvi publicar alguns contos num livro online. Na verdade, isso é um ensaio para o livro que ainda pretendo publicar por vias convencionais, como vocês já sabem. Estou em fase de produção de textos. Logo mais, juntarei o que estou produzindo com o que já tenho na gaveta e farei uma seleção do que será registrado e, posteriormente, publicado. Estou ansiosa e muito contente com esse projeto e, desde já, conto com vocês, meus queridos leitores, na torcida prévia e na futura apreciação da “obra”.

*** *** ***

Domingo haverá uma festinha por aqui. Até lá!

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Quando eu tocava piano

Ouvindo esta música enquanto trabalhava, me veio à memória os tempos da minha tenra infância quando eu também dedilhava um piano.

Sempre fui apaixonada por música. Como já escrevi aqui, tenho uma relação de amor com ela. Como freqüento igreja a minha vida toda, e este é um cenário onde a música está sempre presente, não foi difícil me apaixonar por ela. Especialmente pelo som do piano que, por ser um instrumento clássico, normalmente embala a música sacra.

Eu tinha só seis anos e já admirava profundamente aquela pianista. Olhava para ela todos os domingos, fascinada, querendo tirar o som de forma tão doce e delicada daquele lindo piano vertical como ela fazia. Insistia com meus pais para que a pedissem que me ensinasse. Num belo dia ouvi mamãe combinando com ela a minha primeira aula. Fiquei radiante!

Foram três anos de aulas semanais que incluíam teoria musical e prática no instrumento. Como eu aprendia rápido! Como eu gostava de tocar! Mas quando se é criança, não se sabe o verdadeiro valor das coisas. A rotina das aulas me cansava e por vezes eu não queria treinar fora do período de aula. Eu só tinha nove anos...

Um dia minha mãe, exasperada por insistir para que eu fosse treinar sem que eu quisesse, disse que me tiraria das aulas devido à minha falta de interesse. E foi assim que meus dias de pianista chegaram ao fim. Sei que deve ter sido exaustivo para ela, mas sei também que seu dever era primar pela minha formação e era óbvio que a música tinha tudo a ver comigo. Ela devia ter insistido...

O piano é uma parte importante da minha infância que quero resgatar. Nos últimos tempos tenho sentido muita falta de saber tocar - perdi toda a prática -, até porque sempre estive envolvida com a música de forma cantada e nem sempre é confortável depender de alguém que toque para mim. Quero reaprender a tocar. Mas não serve outro instrumento, só o piano. Aquele doce som que embalava minha infância e fazia brilhar os meus olhos... E ainda faz...

Música de Frédéric Chopin, Nocturne Op.9 No.2

Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Ela ataca de novo

Pessoal, só pra justificar o sumiço, minha tendinite me afastou de novo da rede. Ela tem sido cruel comigo, mas prometo voltar com a corda toda assim que minha mão desinchar e parar de doer. Por hora, fiquem com esse pequeno recadinho escrito a uma mão só.
Imagem Google

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Em manutenção

Alguém tem sentido dificuldade em postar comentários aqui?

Tenho sentido falta de alguns comentaristas fiéis aqui do Prisma, e estava achando que essa ausência fosse apenas pela minha pouca freqüência aos seus blogs, até que recebi um e-mail da Jan e um recado da Lucy no orkut, dizendo que não conseguem comentar. Já desativei a janela pop-up de comentários, talvez alguns tenham dificuldade em acessá-la devido à segurança de suas máquinas, mas se alguém mais está com problemas, peço que mandem um e-mail pra mim explicando-o, para que eu possa tentar resolver. Vocês sabem, né, seus comentários são preciosos para mim!

Sem post por hoje, só na semana que vem. Beijos e ótimo fim de semana a todos!

E-mail do Prisma: blogprisma@gmail.com

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Saudade...

Como prometi no último post, eis a minha dose de nostalgia.

***

Aprendi a costurar quando tinha uns 14 anos de idade. Mamãe me ensinou o método que ela aprendeu quando eu nem havia nascido ainda. Ela tinha a preocupação de que eu fosse, no futuro, uma boa dona de casa, que soubesse cozinhar, lavar, passar e cuidar bem de uma casa (esse era o seu mundo). Acho que por isso me ensinou a costurar também. E eu aprendi direitinho e fiz muitas roupas, não só para mim como para outras pessoas, inclusive para a mamãe!

Na adolescência, quando eu ainda não trabalhava, mas queria ganhar dinheiro que não fosse do meu pai, eu aceitava encomendas das minhas amigas e das minhas irmãs, que, ao contrário de mim, não foram boas alunas da mamãe, hehe. E as roupas ficavam legais, eu era bastante caprichosa e cuidava bem dos detalhes e acabamentos.

Durante muito tempo eu costurei. Mesmo depois que comecei a trabalhar, quando tinha uma folga fazia alguma peça, agora só para mim mesma, para não perder o hábito. Afora as peças de vestuário, cheguei a confeccionar lindas cortinas e capas de almofadas para a minha antiga casa, quando me casei e mudei para lá. Mas o tempo foi ficando cada vez mais escasso e acabei por parar de vez.

Nunca cheguei a comprar uma máquina de costura, sempre usava a da mamãe. Mesmo depois que me casei, quando queria fazer alguma coisa ia para a casa dela e costurava em sua máquina, uma Singer Facilita antiga, onde foram feitas várias peças do meu enxoval de nascimento... Faz tanto tempo que parei usá-la. Ela sempre me deixava nervosa por ser tão antiga, mas às vezes bate uma saudade...

Ultimamente tenho ficado encantada pelas peças criadas para o lar, coisas de blogs craft que vejo de vez em quando. Já não tenho tanta paciência para confeccionar roupas, pois exigem tempo e dedicação, recursos que ainda me faltam para tal. Mas ainda penso em comprar minha primeira máquina, uma Singer Facilita como a da minha mãe – porém, mais moderna, rs.

Hoje a costura tornou-se, para mim, algo distante e nostálgico. Resume-se em alguns utensílios básicos que me permitem resolver situações de última hora, coisas do dia-a-dia, como fazer uma bainha à mão, pregar um botão, cortar um fiapo de linha solto na barra de alguma peça. A costura, para mim, tornou-se doces lembranças dentro de uma caixa. Minha caixa de costura.