sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que fazer?

O que fazer quando manter a fineza só faz estender um problema?
O que fazer quando as palavras já não conseguem soar serenas?
O que fazer quando todo o estoque de educação já está no fim?
O que fazer quando apenas pensar na situação faz os nervos repuxarem e os músculos retesarem?
O que fazer quando tudo que se quer é agarrar o sujeito pela garganta e apertar até que um palmo de língua dele fique para fora da boca?
Digam-me, o que fazer???

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Escrever, algo a ser aprendido


As pessoas que lêem meus textos normalmente os elogiam. Dizem que escrevo bem, que tenho criatividade e que consigo comunicar minhas ideias de forma clara e coesa. Alguns já me perguntaram como consigo fazer isso, ou o que sugiro para que consigam o mesmo.

Primeiro, apesar de, na maioria das vezes, eu gostar dos meus próprios textos, penso que há um longo caminho a percorrer para que eu possa ostentar o adjetivo de boa escritora. Ainda carrego inúmeras deficiências nessa área, às vezes difíceis de superar. Acho que é por esse sentimento que ainda não consegui dar vida ao sonho de escrever meu livro. Mas também percebo que quanto mais escrevo, melhor me torno nesse ofício. Então, se tiver que orientar alguém neste quesito, a primeira regra seria: comece a escrever.

É ingênuo pensar ser possível tornar-se um bom escritor de uma hora para outra. A escrita exige um mínimo de interesse pelo estudo da língua e o gosto por colocar os pensamentos no papel. As primeiras tentativas podem parecer catastróficas, mas antes de sentir-se frustrado, saiba que o exercício é que torna a prática de qualquer coisa algo agradável. Tenho o hábito de escrever desde a adolescência, mas, se pego os meus diários e começo a ler os textos de décadas atrás, que lástima! Incoerência, falta de clareza na exposição das idéias, inúmeros erros de grafia! Sem dúvida, foi uma grande evolução até aqui.

A segunda e mais importante dica que eu daria a quem deseja ser um bom escritor é: leia muito! A leitura expande os horizontes intelectuais de uma pessoa. Além de ampliar seus conhecimentos e torná-la mais questionadora, uma boa leitura aguça o senso de organização das ideias, característica essencial para que uma escrita seja bem compreendida. Não há nada pior do que ler um texto em que as ideias estejam entrecortadas e sem conexão. É como querer montar um quebra-cabeça colocando as peças nas posições erradas. Por mais que elas pertençam a um mesmo contexto, dificilmente a imagem será bem apreciada.

Recapitulando, as características básicas que fazem um bom escritor são: o gosto pela escrita e o aprimoramento da mesma pelo seu exercício e pela leitura incansáveis. Algo que também ajuda bastante é a dedicação em fazer bem feito. É comum percebermos, especialmente no meio amador, aqueles que não revisam seus textos, que jogam as ideias de forma aleatória, que mantêm um vocabulário pobre e ainda optam por utilizar vícios de linguagem. Não tenha preguiça de utilizar um bom dicionário, tanto para conferir a grafia, quanto para saber se o seu significado cabe no contexto em que está sendo utilizado, e, ainda, como meio de diversificar uma mesma palavra dentro do texto, tornando-o mais rico.

Nunca subestime seu texto. Em qualquer que seja o meio que ele veiculará, ou qualquer que seja o seu objetivo, ele o valorizará como escritor... ou não.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

7 anos...


... e parece que foi ontem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Empreendedorismo


Quando almejamos ou planejamos tomar alguma atitude, nunca sabemos o que acontecerá a partir dela, e é perfeitamente comum a qualquer pessoa normal sentir medo quando está para dar um novo passo que a levará a algum lugar incerto. Por mais que tenhamos feito estudos, previsões, consultado estatísticas e chegado a supostas conclusões, mesmo que baseadas em fatores reais, o futuro é sempre uma incógnita. Isso se aplica especialmente quando falamos de carreira profissional.

Vivemos dias em que se manter no mercado de trabalho requer que sejamos verdadeiros heróis, dotados de todo o tipo de virtude e talento e, ainda, dispostos a desenvolver quantos mais se fizerem necessários ao longo da jornada. Obter todo o tipo de capacitação e deter todo tipo de informação é vital para se sair na frente nessa frenética corrida pelo ideal de carreira. Quando iniciamos em algum ramo desse mercado, é automático nos adaptarmos a esse cenário. Ele vai se tornando real e, automaticamente, vamo-nos moldando a ele – ou não sobrevivemos.

Quando, porém, nos lançamos a um novo desafio, uma nova característica se torna essencial: ser empreendedor.

Tenho visto, ouvido e lido sobre pessoas que, no auge de suas carreiras, optaram por mudar de rumo. De repente descobriram que não se realizavam com o que faziam e passaram a buscar um novo caminho, ou surgiu uma necessidade que as colocou diante de uma nova opção e elas seguiram em frente, alçando seus objetivos com sucesso. Em todos os casos, fazia a diferença o fato de elas serem corajosas, visionárias, inovadoras, insatisfeitas, sonhadoras, criativas, estrategistas, dispostas a correr riscos, altamente motivadas e motivadoras e com iniciativa. Tudo isso engloba o ser empreendedor.

Ultimamente tenho avaliado bastante a palavra “mudança” e ela vem atrelada à outra muito interessante: metamorfose. Mudar é extremamente difícil, é um processo muitas vezes doloroso e demorado, mas, como ocorre com a lagarta, que belo futuro! Alcança-lo, porém, requer atitudes agressivas e bem planejadas. O empreendedorismo é o que faz a diferença nas nossas escolhas. Seu impulso vai nos motivar a seguir adiante; sua ausência nos manterá na inércia, ainda que insatisfeitos.

Tenho procurado essas características em mim e percebo que ser empreendedor é muito mais um traço de personalidade do que algo que se possa desenvolver. Apesar de ver muito disso em mim, uma ponta de medo e incerteza permanece...
Imagem: pesquisa Google.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hum... Delícia!

Ontem recebi amigos para o jantar. Adoro! Mas, ter que preparar uma boa comida em plena quinta-feira, após um dia inteiro de trabalho e tendo apenas 1 hora a meu favor, é complicado, tive que optar por um prato prático e rápido, sem dispensar o bom gosto.
Ficaram curiosos? Então vejam o que eu preparei para minhas visitas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Feriado Maravilhoso!

Foram quatro dias deliciosos curtindo a peculiar hospitalidade mineira. Ontem foi aniversário da cidade de Vitória então pudemos esticar nosso passeio por mais um dia. Eu, Nil, minha irmã e o marido em visita à minha sobrinha.

Ah... Pena que acabou!
Visita ao Estádio Governador Magalhães Pinto, vulgo Mineirão.
Ainda Mineirão e Lagoa da Pampulha.
A região da Lagoa é muito bonita! Inspira um passeio a dois...
Igreja de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer e uma paradinha para o almoço.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O que é o sucesso?

Tenho me feito essa pergunta constantemente nos últimos tempos. O dicionário me diz que ter sucesso é obter êxito, bons resultados no que se faz. Mas, será apenas isso? Posso ter um bom resultado em qualquer coisa que me dispuser a fazer desde que me dedique a ela, independente de aquilo ser importante para mim ou não. Sob o meu ponto de vista, não há sucesso completo se não houver prazer na realização.

O sucesso pode ser percebido e aplaudido por qualquer pessoa, mas se não é seguido de realização pessoal pode até adquirir um gosto de fracasso. Posso ser, por exemplo, uma ótima secretária, pois meu senso de responsabilidade me diz que devo desempenhar bem o meu trabalho, no entanto, posso detestar o que faço e almejar por desenvolver atividades que dão prazer. Isso significa que o sucesso que obtenho em minha profissão - a satisfação de meus superiores, os elogios ao meu desempenho e meus ganhos financeiros - não me torna uma pessoa realizada. Isso, definitivamente, não é sucesso.

O que motiva a escolha de nossas carreiras profissionais? Dois são os agravantes que nos levam a fazê-las de forma errada. Primeiro: a maioria de nós, brasileiros, somos lançados ao mercado de trabalho por necessidade. Isso significa que muitas vezes não optamos por uma carreira, mas nos adequamos àquela oportunidade que tivemos a “sorte” de conseguir. Segundo: mesmo quando temos a oportunidade de optar, essa decisão normalmente é tomada cedo demais, na época do vestibular, por volta dos dezessete, dezoito anos. É realmente muito difícil acertar, uma vez que não se é tão maduro e experiente nessa idade para se fazer boas escolhas. Admiro quem consegue.

Diante de tudo isso percebo que, cada vez mais, as pessoas estão mudando de rumo. Acabamos nos dando conta de que trabalhar apenas pelo sustento se torna tão desgastante que o bom desempenho ou os ganhos razoáveis em detrimento do prazer da realização não valem à pena. O verdadeiro sucesso tem que começar no nosso interior.

Mas, como mudar? Quais são as dificuldades de se optar por outra carreira quando não se é tão jovem? Não seria arriscado? Vale à pena abrir mão dos planos pessoais em nome da busca por uma nova carreira? Tantas questões envolvem esse assunto...

Falaremos sobre elas em posts futuros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quem somos?

"Ainda que percamos
toda a lembrança de nós mesmos,
sempre seremos
o que fomos
um dia."
Ouvi essa frase de uma pessoa que vivenciava, em relação a alguém de sua família, a perda da memória causada pelo Mal de Alzheimer.

Para quem não tem muita informação sobre essa doença degenerativa, o esquecimento de fatos recentes é um dos seus primeiros sintomas que, a princípio, pode ser confundido apenas com “coisas da idade”, mas que se agrava bastante com o avançar da doença. É como que viver do passado.

O Mal de Alzheimer é uma espécie de demência que até o momento não tem cura e não se sabe a causa. Alguns afirmam que o exercício constante da mente como leituras e atividades criativas e produtivas podem retardar ou mesmo evitar o desenvolvimento do processo doentio, mas essas teorias não passam de cogitação, nada foi comprovado até hoje.

Acredito que o sintoma mais cruel dessa doença é a degradação social. Não apenas pelo esquecimento dos fatos e das pessoas, mas pelo comportamento inadequado que o doente passa a ter. Ele perde o senso de responsabilidade e a noção do ridículo. Passa a agir como uma criança indisciplinada. Perde a dignidade. Conversar com alguém acometido pelo Mal de Alzheimer é perceber claramente que ele não “bate muito bem da cuca”. Muitos o olham de soslaio e aproveitam a primeira oportunidade de se afastar do “maluco”. É o mal e velho preconceito.

Isso nos leva ao título e à frase inicial do texto. Quem somos?
A experiência que tenho vivido me faz acreditar que os costumes, crenças e atitudes alimentadas no decorrer de nossa existência são refletidas nesse triste momento. Aquilo que fomos ao longo de nossa vida fará toda a diferença quando formos reduzidos a nada. Uma grande pessoa sempre será olhada com respeito, mesmo quando sua própria mente o diminuir.

Vale muito à pena fazermos de nossas vidas algo bom. Granjearmos uma família amada e feliz, colecionarmos amigos verdadeiros, doarmos um pouco de nós mesmos em benefício dos outros, aquecermos nosso intelecto, vivermos o máximo de momentos felizes que nos for possível. Isso significa cuidar de nós mesmo e do nosso futuro, qualquer que seja ele. Quando o presente se for de nossas mentes o que restará? Um arquivo de alegrias ou uma gaveta sombria, empoeirada e triste?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Novo visual!


E eu amei!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Um lugar inspirador



Não é nenhuma novidade o meu gosto por mostrar minha cidade aqui no Prisma. Por mais que ela seja considerada, ainda, um lugar provinciano e pouco conhecido, eu sempre me encanto com as paisagens que meus olhos descobrem.

As fotos acima foram tiradas da janela do prédio onde eu trabalho. Tenho o privilégio de me deslumbrar com essa vista todos os dias. Na primeira foto, a Terceira Ponte liga Vitória a Vila Velha, minha terrinha que aponta tímida por trás das montanhas verdes ao longe.

A segunda foto mostra a parte mais à direita, um espaço destinado a eventos que se chama Praça da Paz. Gosto bastante de passear por ali no horário do almoço. Lá no final, a praça se debruça sobre o mar em forma de deck com bancos de madeira onde podemos nos assentar e ficar apreciando as ondas que se desfazem de encontro às pedras logo abaixo dos nossos pés. O som das águas soa como uma música dos céus.

Para mim este é um lugar muito inspirador. Inspira minhas orações. Sempre vou ali para conversar com Deus, o Criador dessa natureza que O revela tão perfeito e tão grandioso!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bioagradável?


Passei uma semana bem “ruinzinha” com a gripe que não me poupou. Mas já estou nova em folha outra vez, pronta para curtir o feriadão a parir de manhã. :)
***

Estava lendo o blog Coisas Frágeis e me deparei com a sugestão: “Seja Bioagradável”. O texto dizia sobre pessoas que são capazes de expressar atenção, amor, solidariedade e respeito pelos outros.

A princípio, pode-se pensar que esta é uma postura comum à maior parte das pessoas, mas, na prática, não é. A maioria delas vive tão centrada em si mesma que ao menos ser gentil e amável com os outros se torna algo dispensável, e nos admiramos quando encontramos alguém com tais características.

Esse texto me fez lembrar de uma situação vivida há poucos dias. Fui com o Nil levar meu pai ao hospital para fazer a troca da sonda uretral que ele usa há mais de um ano. Esse é um processo repetitivo e extremamente desconfortável para o papai. Nessas situações é comum encontrarmos “profissionais” que são incapazes de esboçar um sorriso a um senhor de quase oitenta anos que se submete todos os meses a esse procedimento desagradável.

Nesse dia, ao contrário do que é comum, papai foi atendido por uma enfermeira muito simpática. Ela conversou com ele durante todo o tempo fazendo-o se sentir mais à vontade, utilizou de recursos a fim de minimizar ao máximo o desconforto do procedimento, sempre sorridente e cuidadosa, atenciosa não apenas com ele, mas comigo e meu marido em nos explicar formas mais adequadas para mantê-lo confortável mesmo usando a sonda e livre de possíveis infecções. Ao final, nos acompanhou até o carro e se despediu.

Eu e Nil chegamos a comentar o comportamento dela, tão incomum em outras situações semelhantes. Interessante é que incomum deveria ser a costumeira falta de amabilidade, gentileza e respeito que vemos frequentemente. A esse tipo de comportamento infelizmente já nos habituamos e, muitas vezes, até o exercemos.

Considero essa enfermeira um exemplo do que é ser uma pessoa “bioagradável”, e incentivo não só aos que lerem este post, mas a mim mesma, a demonstrar mais atenção aos outros e faze-los se sentirem como nós nos sentimos com o tratamento dela: valorizados.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gripada...


Depois de anos de folga, ela me pegou de jeito.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Leitura e festa!


"Mack ficou ali sentado em silêncio, com o vazio do lugar invadindo sua alma.
Todas as perguntas sem respostas e as acusações dolorosas se acomodaram no chão ao lado dele e, lentamente, se transformaram num poço de desolação. A Grande Tristeza se apertou ao redor e ele quase gostou da sensação esmagadora. Esta dor
ele conhecia. Estava familiarizado com ela, era quase uma amiga."


Acabei de ler o livro A cabana, cujo trecho cito acima. Classifico-o como um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Trata-se de um homem que viveu uma experiência trágica e profundamente traumática em relação a sua filha de seis anos e, a partir de então, sua relação com Deus se torna fria e distante. Certo dia ele recebe um bilhete de alguém que marca um encontro com ele na cabana, o cenário de sua dor. Quem poderia ser? O que essa pessoa desejaria levando-o aquele lugar de pavor? Ele não faz idéia, mas decide ir e, então, sua tragédia pessoal toma um rumo em direção à cura.

É um livro para se ler de capa a capa sem ter vontade de parar. Por vezes me emocionei e invejei Mack, desejando viver momentos de ternura e aconchego descritos ali. Ainda que se trate de mera ficção - ou não -, o livro me fez rever convicções e certezas arraigadas em mim até então. Para quem gosta de desafiar os próprios "conhecimentos", A Cabana é um prato cheio!

***
Gente, minha negligência com esse bloguinho chegou ao cúmulo! Acreditam que ele completou seu segundo aniversário em 9 de março e eu não lembrei de comemorar??? Que blogueira de meia tigela sou eu, hehe! Mas, antes tarde do que nunca, né?

E para essa comemoração atrasada, deixo para vocês o bolo da Geórgia, que me encheu de orgulho e alegria! Eu postei outro dia sobre o bolo de fubá que preparei e coloquei a receita no Livro. Não é que ela fez e saboreou minha sugestão de delícia? E ainda me mandou fotos da gostosura. Geórgia, você é um doce!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Movimento Natureza


Não consegui plantar uma árvore, como é a proposta do projeto Movimento Natureza, nem consegui postar sobre assuntos de responsabilidade social, como eu havia programado, por causa da confusão que está sendo minha nova rotina. Pois bem, deixo aqui a foto da folhagem que estou cultivando na minha varanda. Outro dia ela floresceu, mas não consegui uma foto legal para postar. Nunca me interessei muito pelo cultivo de plantas, mas ultimamente tenho sentido o desejo de humanizar mais a minha casa trazendo um pouco de verde para dentro dela. Como não tenho quintal, necessito de espécies do tipo arbusto. É um começo. O próximo passo é uma mini-horta.
Não sei o nome dessa planta, alguém sabe?
Update: Graças a Laura do blog Coisas Frágeis, descobri o nome da minha plantinha: Lírio-da-paz! Não é lindo?

domingo, 5 de abril de 2009

Finalmente, de volta ao trabalho!

Depois de quatro longos meses vivendo na pele da Amélia, estou de volta à ativa. Mas, sabe que às vezes eu até me identifico com a figura da mulher de verdade? Acho que se o cenário aqui em casa fosse diferente do atual, eu arriscaria em ficar um pouco mais sem me preocupar com a vida profissional. Quem sabe até me habilitaria à maternidade...

Uma coisa eu confesso: esse tempo à toa me fez pensar muito seriamente em algumas situações. Valores, comportamentos, rotina, atitudes, tenho questionado a mim mesma sobre tudo isso e analisado alguns processos de mudança. Mas isso é planejamento para o médio prazo. No momento, meu lema é T-R-A-B-A-L-H-O!

sábado, 28 de março de 2009

Comida & Projeto


Este foi o resultado da minha desconcentração total: bolo de fubá para o café da tarde. E, modéstia à parte, ficou muito bom!

Com essa receitinha fácil, fácil, ressuscito meu Livro de Receitas. Caso alguém se habilite...


A Geórgia me convidou a participar do projeto Movimento Natureza. Confesso que ainda não sei como dar minha participação. Existem muitas coisas que me incomodam no tratamento do homem em relação à natureza, não exclusivamente por causa dela, mas por causa do próprio homem.

Não creio em nenhuma filosofia que pregue que a salvação do planeta está em nossas mãos. Não penso numa eternidade terrestre, pois creio que tudo que tem começo tem fim, e a Terra chegará naturalmente ao seu pós lúdio. Mas defendo e acredito em práticas que promovam vida e bem estar ao ser humano e também creio que o fim não precisa chegar pelas mãos do próprio homem, se é que isso seja possível.

Por enquanto, estou tentando encontrar um equilíbrio entre a positividade do projeto e minhas próprias contradições do assunto para conseguir contribuir com uma participação eficiente. Por hora, me veio à mente postar sobre comportamentos da população em relação à natureza que interferem em seu próprio bem-estar. E sobre sustentabilidade, algo que considero bem racional.

As idéias estão em construção. Aguardem novos posts!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Está difícil me concentrar!

Estava aqui tentando estudar e matutando: é incrível como, com o passar do tempo, manter a dinâmica do pensamento é cada vez mais difícil. Há algum tempo atrás, quando iniciei um curso de inglês, me deparei com um adolescente cuja velocidade de raciocínio estava anos-luz à frente do meu, aos trinta e poucos anos. “Puxa, eu já fui assim...”, pensei.

Ultimamente tenho tido tantas coisas na cabeça que tem sido quase impossível me concentrar em tudo que preciso. Tenho me preparado para um concurso desde o fim do ano passado, cuja prova acontecerá em abril, e também tenho participado de um extenso processo seletivo para um novo trabalho, algo que me é bastante urgente e desejado. Tenho tentado vender minha antiga casa, coisa que também ocupa boa parte dos meus pensamentos, além de uma estupenda mudança que ocorreu na nossa rotina e está mexendo com a minha cabeça, mas sobre a qual falarei em outra ocasião.

Tudo isso me deixa a mil por hora e fica complicado manter a concentração, por exemplo, nos estudos. Tenho diante de mim uma infinidade de leis das quais preciso absorver o máximo possível, mas está complicado. Tenho vivido sob intensa pressão de mim para comigo a fim de dar conta de tudo que é preciso. Mas devo admitir que este tem sido um momento dinâmico, cheio de dúvidas, mas também de boas expectativas.

Bom, já que não consigo estudar agora, algo diferente me passou pela cabeça. Acho que vou me distrair, ali na cozinha... O resultado desta fuga estará no próximo post!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mais da minha terra

Dias atrás o Nil precisou ir ao interior do estado resolver uns assuntos de trabalho e me levou com ele. Fomos a Cachoeiro de Itapemirim, uma cidade distante da capital uns 140 quilômetros.

Ao contrário do que se espera de uma cidade interiorana, ela é até bastante desenvolvida, bem populosa, com comércio abundante, extensa rede bancária e centro bem movimentado. Grande parte desse desenvolvimento se deve à exploração de granito, mineral abundante na região. Muitas empresas de nome apostam no local, algumas fixando sede por lá e levando nossas pedras à Europa, EUA e Ásia. Acontece nessa cidade uma feira de proporções internacionais relacionada a essa atividade. No entanto, o seguimento anda bastante afetado pela crise. Podemos notas várias marmorarias fechadas ao longo no percurso. É a recessão mundial afetando também nossa economia.
Considerando que estamos falando de uma cidade do interior e elas sempre se nos revelam encantadoras e bucólicas, Cachoeiro de Itapemirim não tem grandes encantos. É uma cidade comum sem atrativos ou paisagens exuberantes. No entanto, enquanto estávamos a caminho pela auto-estrada, próximo à cidade de Vargem Alta, deparei-me com uma imagem linda e encantadora: “O Frade e a Freira”. Só então me dei conta de que não levei a câmera... :(
O Frade e a Freira é uma formação rochosa granítica de quase 700 metros de altura. A impressão de vermos nas pedras a imagem nítida de um frade e uma freira se olhando, não só deu nome à rocha, como também suscitou uma lenda a respeito de sua origem. Dizem que um frade e uma freira que trabalhavam na catequização dos índios da região se apaixonaram perdidamente, mas, obviamente, não podiam se render a esse amor por causa de seus votos religiosos. Compadecido por seu sofrimento, Deus os permitiu transformarem-se em pedra, um diante do outro, para que pudessem eternizar seu amor e contemplarem a beleza um do outro eternamente.

Eis a foto (daqui) da pedra maravilhosa de se ver, especialmente ao vivo.

Obs.: Nova reflexão do Convicções aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Blogagem "O livro da minha vida"

Logo que vi a chamada para essa blogagem, percebi que queria participar. Isso porque, coincidentemente, outro dia mesmo estava me lembrando desse livro, que foi o primeiro que eu li completo, logo depois de ser alfabetizada. “No Reino Perdido do Beleléu” de Maria Heloísa Penteado, esse era o seu nome.

A fábula diz que tudo que se perde vai parar nesse tal de Beleléu, um lugar que não existe nos mapas e, como não pode ser encontrado, a única forma de se chegar a ele é... se perdendo! Mesmo tendo lido há tantos anos e logo depois tendo perdido o livro, não consigo me esquecer dos personagens. O principal, Zé Leu, um menino que perdia T-U-D-O; Valdomira sua irmã, era uma menina cuidadosa, ao contrário dele; a rainha Maria Porunga III, a toda poderosa do reino e até o Orangotango, serviçal da rainha.

Eu li várias vezes e pude aprender cedo que devemos ser cuidadosos com nossos pertences. Ah, que saudade...! Sempre penso em comprar de novo o livro, mas não o encontro nas livrarias e, na internet, sempre que verifico, não está disponível, nem mesmo na sua editora, a Ática.

Todas as crianças deveriam ter acesso a esse tipo de leitura, que auxilia no desenvolvimento do lado criativo e na imaginação delas, coisa que faz tanta falta quando, adultos, temos que assumir determinadas funções que exigem tais habilidades. Além, é claro, de ser diversão garantida e saudável.

Esse é um dos livro da minha vida, especialmente por ser aquele que me abriu as portas para o encantamento da leitura. Encantamento que permanece até hoje!

Esta blogagem foi proposta pela Vanessa do Blog Fio de Ariadne, a quem eu agradeço imensamente pela gosotosa nostalgia que ela me permitiu viver.



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Amanhã comemoro o meu aniversário! É, trinta e três aninhos, mas a carinha e o corpinho continuam sendo de vinte e poucos. A propósito, com cinco quilos a menos... kkkkkkkkk!

Brincadeiras à parte, fico muito feliz em comemorar mais um aniversário e ainda, de estar chegando à dita "idade de Cristo", a idade em que ele morreu. Não, não há nenhum sentimento mórbido nessas palavras, mas, sim, uma metáfora cheia de significados. Meu desejo para mim mesma é que nessa nova etapa possam morrer antigos vícios e costumes, e ressurgir uma pessoa mais parecida com Jesus.

Como eu já postei hoje, não postarei amanhã. Fico aqui mesmo esperando os cumprimentos. ;-))

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dúvida cruel


O antigo layout do Prisma faria um ano no próximo mês e eu já estava, há um tempinho, querendo mudar a cara dele, mas ainda não sei exatamente como. Além disso, não sou muito boa com a criação de imagens e, apesar de querer fazer algo criativo e original, me falta habilidade.


Motivada pelo desejo de mudança, criei a imagem acima. Mas, ainda que tenha gostado da idéia, não achei o trabalho bem acabado. Pena...


De qualquer forma deixo aí pra fazer um teste. Digam-me o que acham e se têm outras idéias legais para eu dar novos ares a este bloguinho. Aguardo sugestões!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Novidades!

Ultimamente tenho tido necessidade de escrever mais sobre a minha fé e de expandir minha busca pelo conhecimento das coisas relacionadas a ela através da exposição das minhas impressões pessoais sobre a bíblia. Isso se dá também pelo desejo de compartilhar mais a respeito de Deus com outras pessoas.
Vez ou outra, escrevo sobre esses assuntos aqui, mas tenho tido vontade de intensificar esse hábito. Como não gostaria de mudar o tom deste blog, que trata de variedades, resolvi criar um novo espaço totalmente voltado para temas religiosos. Nele escreverei minhas próprias reflexões a partir de estudos bíblicos pessoais. Não deixarei de escrever sobre tais assuntos aqui, como já é meu costume, mas explorarei mais sobre eles por lá. E sempre que postar lá, deixarei uma chamadinha por aqui.
Apresento-lhes o blog Convicções Religiosas, que traz o mesmo título da categoria que intitula tais assuntos aqui no Prisma. Tem um link para ele na sessão "Escrevo aqui também", na barra lateral.
Ficarei feliz com a presença de todos nesse novo espaço!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

De volta

Depois de pouco mais de um mês longe da blogosfera, resolvo voltar a escrever. E agradeço imensamente ao carinho de todos os comentários deixados no último post. Confesso ter sentido saudades daqui e dos blogs amigos, mas confesso também que o desânimo foi maior. Há momentos que não dá para insistir, o melhor é sair de cena até nos sentirmos resolvidos, ou pelo menos dispostos, então, aqui estou eu.

O ano de 2008 foi um dos mais difíceis que já vivi. Não vou dizer o pior ano porque esse foi um período de grande aprendizado e exercício espiritual, e isso é muito positivo para mim. Posso afirmar que, em alguns aspectos, hoje sou uma pessoa de mente e atitudes renovadas devido às experiências vividas neste ano que passou.

Tudo começou com a minha mudança no início do ano. Meus pais não aceitaram a idéia de eu estar mais longe deles (isso, por eu estar distante apenas uns 15 quilômetros) e, principalmente por causa da mamãe, tive muitos problemas devido à mudança. Depois veio a doença do papai, da qual já falei aqui e, na mesma época, mamãe começou a aparentar sinais de alzheimer, o que até hoje não foi confirmado pelos médicos, apesar de ser visível nela certo transtorno psicológico. Minha tendinite teve um agravamento profundo e nem mesmo o tratamento que fiz apresentou o resultado esperado. Também passamos por algumas turbulências em casa das quais apenas nossas paredes são testemunhas. E fechei o ano com “chave de ouro” perdendo meu emprego, pois minha empresa foi amplamente atingida pela crise mundial.

Nenhuma das situações citadas foi totalmente resolvida ainda. Algumas estão caminhando para uma solução; com outras aprendemos a lidar enquanto nada mais se pode fazer. Estou em busca de um novo trabalho e também retomando meus estudos que ficaram suspensos desde dezembro. Apesar de tudo, confio que os próximos dias nos tragam boas novas.

Voltar a blogar é como retomar parte da minha rotina, assim como voltar a estudar. Preciso disso para espantar o tédio, a indefinição profissional e as preocupações que vêm com ela. Apesar de tudo, tenho crescido muito em meio a essas dificuldades. Sei que há um propósito divino em todas as situações da vida, crer nisso é reconfortante para mim.

Minha intenção é voltar ao ritmo usual do blog, postando uma vez por semana e também visitando os blogs amigos semanalmente. Vamos ver se consigo. Outra preocupação é já começar a adequar minha escrita às novas regras gramaticais, o que acontecerá aos poucos. E eu, que já tinha meus problemas com a gramática antiga, com essa agora... Mudança mais besta! :(

É bom estar de volta!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Por hora, fechado.


Caríssimos amigos!

Sinto que devo me recolher por algum tempo. Tempo esse que espero ser breve, mas suficiente para me reorganizar, transpor algumas situações e, então, voltar ao prazer e à espontaneidade de blogar. Não acho justo para com vocês, o “ficar enchendo lingüiça” e deixar de oferecer textos de qualidade como sempre foi minha prioridade neste blog. Porém, no momento não posso mesmo me dedicar a ele. Fica um grande abraço de estalar costelas em todos vocês e meu imenso desejo de logo retornar. Até mais!
Ah! Feliz natal e próspero ano novo a todos!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Gosto X Não gosto

Hoje, sem mais nem menos, eu me vi pensando em situações que me provocam reações extremas: algumas que eu adoro, outras que eu odeio. Vou descrever o que lembrei. Mas isso não é um meme, e não vou passar a “tarefa” para ninguém, rsrs. Eu só quero mesmo compartilhar um pouco de mim com vocês. Caso alguém mais se habilite... Fique à vontade!

Eu amo sentir frio. Mas estando agasalhada, claro. Gosto da temperatura fria no quarto, mesmo estando sob um edredom bem fofinho. Amo sair de casa com aquele ventinho gelado batendo no nariz. Muito gostoso! Acho que é por isso que eu gosto tanto da região de montanhas capixabas.

Amo receber pessoas em casa para um jantar, um lanche ou qualquer coisa que envolva comida. Ou fazer uma comidinha só para mim e o Nil mesmo. Cozinhar é uma atividade que me dá um prazer imenso. E esse prazer começa no supermercado, enquanto escolho os ingredientes; passa pela minha cozinha, enquanto preparo o prato e termina na mesa, enquanto o degusto em companhia das pessoas queridas. Um verdadeiro ritual!

Adoro abraço! Não sei explicar direito a sensação que toma conta de mim durante esse contato. Não sei ao certo se é acolhimento, proteção ou simplesmente troca de carinho. Só sei que gosto muito de abraçar e ser abraçada.

Adoro massagem nos pés! Eu tenho um problema de dores nessa região que ainda não consegui diagnosticar. O tempo máximo que consigo ficar de pé de forma confortável é de uns 15 minutos, depois disso posso procurar um assento, rsrs. Por isso, quando Nil massageia meus pés é como se eu estivesse nas nuvens.

Mas... Há coisas que eu detesto na mesma intensidade dessas que gosto. Por exemplo, chuva. Como eu detesto chuva! Sei que é meio ridículo, que todos nós precisamos dela, que é Deus quem manda, blá, blá, blá, mas não posso fazer nada quanto a esse sentimento, é maior do que eu. Não suporto ter que sair de casa quando está chovendo, acho péssimo pisar em lugares molhados e enlameados e detesto me molhar, especialmente os pés - exceto quanto estou no banho ou lavando algo em casa, claro.

Sabe quando colocamos a mão em alguma superfície ou pegamos algo e ele está molhado? Arghhhh! Odeio! De vez em quando isso acontece comigo. Por exemplo, vou ao banheiro no escritório e quando pego na maçaneta para abrir a porta ela está molhada - porque o(a) bonito(a) que foi antes de mim não “pensou” em enxugar a mão antes de sair -. Eu sei que é só água, mas me dá um nojo!

Não suporto música alta. Primeiro, porque acho inadmissível estar num ambiente onde a comunicação fique prejudicada por causa de barulho excessivo e desnecessário. Por várias vezes fui à casa da minha irmã e ela não conseguia ouvir a campainha por causa do som, e eu ficava com cara de boba na porta. Segundo, porque em relação à música brasileira contemporânea não dá pra ouvir de tudo e há algumas “coisas” que não admito ouvir mesmo, justamente aquelas que meus antigos vizinhos me obrigavam a escutar. Então, se não quero ser obrigada a ouvir a música dos outros, creio que eles também não sejam obrigados a ouvir a minha.

Acho que eu quis escrever isso pela recente ocorrência de duas das situações que eu destaquei, uma positiva e outra negativa: umas comidinhas gostosas que tenho preparado aqui em casa – hummm! – e a chuva que tem castigado o Espírito Santo há duas semanas deixando muitos desabrigados e alguns mortos. Das comidinhas eu conto outra hora e, quem sabe, reativo meu Livro de Receitas que está esquecido há meses. Quanto à chuva, só temos que lamentar e aguardar que as comportas do céu se fechem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um desejo do meu coração

Canção "Abraça-me" de David Quilan, com participação de Heloísa Rosa.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adoção, um ato de responsabilidade

Quando falamos em adoção, o que normalmente nos ocorre é a visão de um ato heróico, solidário, amável, altruísta. E realmente não deixa de ser. Mas, na maioria das vezes, nos falha a percepção de que essa é uma atitude que deve ser tomada com total consciência e com os pés bem cravados no chão. Antes de ser um ato de amor tão somente, deve ser um ato de extrema responsabilidade. Digo isso porque já tive um caso de adoção na família e que, infelizmente, não foi bem sucedido.

A visão um tanto romântica e a falta de informação e de pesquisa sobre o assunto, muitas vezes leva as pessoas a tomarem decisões sem antes refletir sobre elas. Isso aconteceu com uma das minhas irmãs. Ela e o marido acompanharam minha cunhada, que queria adotar uma menina, à casa de uma mãe que estava doando os quatro filhos. Chegando lá minha irmã viu um menininho de dois anos sentado embaixo da mesa comendo um prato de arroz com feijão. Num impulso, ela e o marido resolveram ficar com o menino. Até aí “tudo bem”. O problema é que eles não tinham perfil de pais adotivos. Nunca antes tinham falado a respeito, não planejavam isso e não estavam emocionalmente preparados para receber o menino. A adoção foi baseada num ato de piedade momentânea.

Em casa, a distinção entre o filho adotivo e o filho natural era evidente, por mais que não fosse intencional. Parte da nossa família rejeitou o menino pelo simples fato de ele ser negro. E finalmente, o casamento de minha irmã desmoronou e ela ficou com a responsabilidade exclusiva de criar uma criança que ela nunca quis de verdade. Tornou-se agressiva e intolerante com ele. Isso resultou na total insubordinação do menino e na sua saída de casa aos 15 anos. Hoje ele já é maior de idade e vive na criminalidade, como todos os seus irmãos biológicos que ele sequer conheceu. Uma catástrofe lamentável!

Infelizmente esse caso não é o único, conheço outras situações de adoção frustrada. E eu me pergunto: por que um ato tão sublime resultaria em experiências tão tristes? Posso citar pelo menos três razões. Primeiro, porque a responsabilidade do ato nem sempre é levada em conta. Muitas vezes falta ao casal pesar as conseqüências e se perguntar “realmente QUEREMOS adotar?”. Segundo, porque o preparo emocional e psicológico dos pais raramente faz parte do processo de adoção. Há que se considerar que haverá conflitos a serem geridos, especialmente se se tratar de uma criança já crescida e com uma vivência em ambiente problemático, isso requer maturidade e capacidade psicológica. Terceiro, porque a motivação para se adotar quase sempre é equivocada. O interesse em proporcionar um lar a uma criança está em quinto lugar na lista de motivações para a adoção. Em primeiro está a impossibilidade de se ter filhos naturais, ou seja, o que me motiva é a MINHA necessidade, prioritariamente. Muitos casais, se pudessem ter filhos, jamais adotariam um.

Ao contrário do que se possa imaginar, não sou contra a adoção, de forma alguma. Só quero deixar claro que nem todos estão prontos para ela, e romantizar pode ser um erro fatal. Eu vejo a adoção como um dom, uma capacidade toda especial de aceitar e lidar com o diferente. Apenas quem tem esse dom é capaz de ser feliz e realizado nessa empreitada. Filhos naturais terão o nosso sangue, os nossos genes, sairão a nós. Mas, e os adotivos? Por mais que se diga que importante é dar amor e educação, há uma herança genética que se manifestará todos os dias e trará à tona grandes diferenças, conflitos emocionais e pessoais e é aí que entra o dom de lidar com essas situações, amenizando-as e tornando-as um mero detalhe. Haverá a ausência de um referencial familiar a ser criado ou, pior, poderá haver um referencial destruído a ser reestruturado. Imagino não ser tarefa para qualquer um, apenas para pessoas muito especiais.

Costuma-se distinguir filhos naturais e adotivos como os da barriga e os do coração. Estes, além de filhos do coração deveriam ser chamados também de filhos da razão. Menos romântico, mas bem mais realístico.

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Este post faz parte da Blogagem coletiva "Adoção, um ato de nobreza", proposta pela Geórgia e pelo Dácio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Meu momento

Estudando. Estudando muito. Isso é quase só o que tenho feito. Trabalhando também, mas em menor escala. Não por vontade própria, mas em razão de algumas circunstâncias alheias à minha vontade.

Vivendo uma fase de profundas transformações. Mudanças de valores, crenças, convicções. Analisando e conhecendo os outros e a mim mesma. Desejando algo antes indesejável. Inacreditável!

Conhecendo o cuidado de Deus de uma maneira que me era desconhecida. Pelo menos ao pé da letra. E ficando maravilhada com isso. E aprendendo a depender exclusivamente dEle.

Empenho. Desvelo. Dedicação. Esforço. Fé. Palavras que têm feito muita diferença nas minhas ações nos últimos tempos. Acho que nunca antes as entendi ou as pratiquei como agora.

Vivendo o hoje. Esperando ardentemente pelo amanhã.

Mudar. Essencial, mas tão dolorido!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mudando!


Lembram que eu escrevi há algum tempo sobre os meus medos? Nesse texto eu contei que um dos meus maiores pavores era o contato com animais, sobretudo com cachorro. Pois bem, esta foto acima é a prova de que até nossos maiores medos podem ser vencidos. Conheci o Nick na casa de uma amiga que freqüento há algum tempo e, desde então, fui me acostumando com a sua presença, sua aproximação, suas brincadeiras. Na última visita ele pulou no meu colo sem que eu esperasse... Fiquei meio que sem ação no primeiro momento, foi a primeira vez que isso aconteceu! Aí minhas amigas clicaram com o celular para registrar esse momento histórico, hehehe!

Pode parecer uma bobagem, mas estou muito feliz por isso! Sempre me senti muito constrangida com as situações causadas diante das pessoas pelo meu medo de cachorro. Nem sempre elas compreendiam, muitas pensavam ser “coisa de gente fresca”. É como se eu estivesse me livrando de um fardo que carreguei a vida toda.

E o Nick não é lindo?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Rapidinhas


O Prisma se engajada em mais uma blogagem coletiva. A da vez é sobre adoção, um assunto interessantíssimo que devemos considerar, não apenas por ser um ato belíssimo de humanidade, mas também por se tratar de algo sério e de grande responsabilidade. Se você quiser participar é só acessar o blog da Geórgia ou do Dácio, que estão promovendo a blogagem, para se inscrever e saber mais informações. Ah! E não se esqueça de copiar o selo e divulgar em seu blog!

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Sinto informar, mas meu projeto do livro online teve que ser adiado. Surgiu uma prioridade máxima que deverá ocupar TODO meu tempo livre por alguns meses. Fazer o que, né. O mais chato é que terei que corrigir todos os textos que já estão prontos conforme as novas regras gramaticais da língua portuguesa que passarão a vigorar no ano que vem. Chato demais isso...

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Minhas amigas Lucy e Luciana (não são irmãs, os nomes são mera coincidência) acabaram de criar seus blogs! Passem por lá para dar as boas-vindas a elas, marinheiras de primeiríssima viagem a se aventurar pela blogosfera.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A beleza que se compra

Tudo bem, concordo que elas são lindas. Mas, depois de ver as fotos abaixo (que me mandaram por e-mail), vocês também hão de concordar que o tempo e “um pouco” de dinheiro ajudaram bastante! Nada contra pessoas que investem na aparência, minha intenção não é criticar. Só gostaria de mostrar que todas essas musas maravilhosas desejadas pelos homens e amaldiçoadas pelas mulheres são, na essência, tão comuns como a maioria de nós.
E pensar que esses corpinhos de modelo e as madeixas lisas e loiras seriam um presente da natureza... Doce ilusão...
Acho que naturalmente bonita, de verdade e sempre, só ela...