sexta-feira, 17 de agosto de 2007

De mudança

Na empresa onde trabalho, estamos de mudança para outro escritório. Já, há algum tempo, começamos a perceber que precisávamos dar esse passo. Hoje, o espaço disponível e sua estrutura já não nos comportam mais, e temos projetos e perspectivas que, quando se tornarem realidade, realmente precisaremos de um lugar maior.

Enfim, detectado o problema e cientes do que precisávamos para solucioná-lo, saímos em busca do lugar ideal. Basicamente, esse novo lugar deveria ter uma localização melhor (atualmente estamos na Mata da Praia, ou seja, um lugar bom mas muito longe de tudo), ter determinado tamanho, oferecer um nível de mais elevado em termos de segurança e tecnologia e, claro, estar dentro das expectativas de valor a que estávamos dispostos a pagar.

Foram meses de busca até encontrarmos a tal sala e, então, mãos à obra para preparar a mudança. Mudar requer um trabalho danado. Não é só juntarmos as coisas de um lugar e colocarmos em outro. E por se tratar de uma empresa, tem todo o trâmite de alteração nas documentações e órgãos públicos, prazos para isso e para aquilo, reformas e adaptações da nova sala, entrega da velha (que também envolve certa burocracia), contratações de vários tipos de serviço de apoio, detalhes que nem imaginamos e que na hora aparecem. Até que tudo fique em ordem, a situação é trabalhosa e desafiadora. E inclua neste pacote o adaptar-se à nova situação. Isso, as vezes, é quase cruel.

É interessante pensar nas mudanças como uma transformação de vida. Sempre precisamos delas, as coisas nunca estão 100% corretas que não precisemos melhorar. Mas para isso é necessário detectar O QUE precisa ser mudado e COMO mudar e aí precisamos nos dispor, o que é mais difícil. Mudanças realmente não são fáceis. Ficamos tão acostumados com a situação atual que, mesmo que ela nos cause desconforto, parece muito mais desconfortável e difícil transformá-la.

Outro dia refleti muito sobre isso e percebi o quanto preciso mudar. O tempo passa e o dia a dia nos transforma em pessoas que na verdade não gostaríamos de ser. É tão fácil reclamar de tudo, mas é tão difícil agüentar calada a algum desagrado. É tão fácil mentir ou omitir, mesmo as ditas “mentirinhas sem importância”, quando a sinceridade é sempre a melhor opção. É tão fácil colocar TUDO em primeiro lugar e o Reino de Deus em último quando, como cristãos autênticos que dizemos ser, deveríamos agir exatamente ao contrário. É tão fácil esbravejar num momento de raiva quando deveríamos ao menos tentar manter a calma. É tão mais fácil sermos mascarados do que transparentes.

Todas essas coisas afetam nosso crescimento da mesma forma que os problemas estruturais afetaram a empresa. Cabe-nos querer mudar, procurar o melhor ambiente e colocarmos a mão na massa para que a mudança aconteça de fato. Assim abrimos espaço para que os projetos de Deus tomem forma em nossa vida.

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