quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A música e eu

Nunca comentei aqui sobre como sou apaixonada por música. Quando ainda era criança na igreja, tinhas uns cinco anos, fui motivada a começar a cantar. A moça que apresentava as programações de jovens, uma antiga amiga, me convidava para ir à frente e cantar uma musiquinha, dessas infantis que se aprende na classe de crianças. Eu não queria ir, ficava tímida, então ela me levava pela mão e me sentava em seu colo e lá eu cantava bem baixinho.

Aos poucos o volume da voz foi aumentando e eu fui saindo do colo, ficava somente de mãos dadas com ela enquanto cantava. Depois fui soltando a mão e perdendo um pouco da timidez até ter firmeza para ficar sozinha durante a apresentação.

Aos seis anos eu comecei a ter aulas de piano. Eu gostava muito e aprendia rápido. As aulas duraram três anos e meus pais não insistiram pra eu permanecer quando quis desistir aos nove anos.

Eu continuei a cantar até a adolescência e depois parei. Quando se é adolescente tudo é um grande mico e, como os solos faziam parte da minha infância, acredito que eu queria mostrar que estava crescendo, por isso não gostava mais de cantar, pelo menos sozinha. Mas continuava participando de grupos musicais, corais, fazendo aulas de canto e musicalização.

Bem mais tarde voltei a arriscar em minhas apresentações solo e recuperei o gosto por cantar. Nos últimos anos provei um desenvolvimento notável em minha música e fui convidada a participar da gravação de um CD de música gospel. Isso foi muito importante para mim, apesar de eu não considerar a possibilidade de seguir carreira (hehe), considero a experiência como um curso intensivo de canto.

Na verdade, a música nunca deixou de ser importante para mim. Só passei por fases em que ela variava no grau de importância. O piano é algo que ainda quero recuperar assim que possível, nunca vou entender o fato de meus pais não atentarem para o meu potencial e não terem insistido para eu continuar com as aulas. Para mim, não há som além da voz que seja tão lindo como o de um piano.

Se podemos dizer que há mágica neste mundo, essa mágica é a música. É difícil entender como é possível com apenas sete notas (e suas variações) e alguns compassos, ser criada tamanha diversidade de músicas em todo mundo no decorrer da história. A canção é a expressão mais sublime dos sentimentos, e, para mim, se torna a expressão mais sublime da devoção, amor e adoração a Deus, pois a música vem do próprio Deus. Não há momento em que me sinto mais perto dele como quando canto.

Quanto às minhas preferências, gosto de músicas alegres, com ritmo acelerado, mas prefiro as que tocam a alma. Canto sempre, em casa, em eventos, na igreja, praticamente todos os domingo, mas procuro também ouvir somente e absorver tudo que a canção tem a oferecer, desde acordes às letras. Esta é a minha relação de amor com a música.

4 comentários:

Flavio disse...

Uau! Você estava realmente inspirada para escrever esse artigo, hein?! Bem dito, e eu assino embaixo! O curioso é que alguns detalhes, que você mencionou a seu respeito, eu não conhecia. Mas o fato é que a música vem sendo uma tradição marcante na nossa família, seja na área de composição ou interpretação de repertórios. Sem dúvida, a música é um dom divino!

Celia Rodrigues disse...

Flávio, é verdade. E é importante lembrar que você é uma das grandes atrações musicais da nossa família. Abraço, até mais.

vivendo disse...

Celinha,
eu amo música e tive aulas de educação musical na escola, mas nunca desabrochei para a música. Acho que eu até seria capaz mas faltou o momento, a hora certa.já que eu aparentemente não tinha um dom explícito. Quanto ao que vc disse sobre o piano é verdade. Enquanto somos crianças precisamos de nossos pais para tomar nossas decisões.E eles precisam ter uma visão mais além...beijos amiga e bom dia!!Vivi

Celia Rodrigues disse...

Legal que você também gosta de música, Vivi. A cada dia descobrimos mais afinidades, Um abraço!