sábado, 6 de dezembro de 2008

Por hora, fechado.


Caríssimos amigos!

Sinto que devo me recolher por algum tempo. Tempo esse que espero ser breve, mas suficiente para me reorganizar, transpor algumas situações e, então, voltar ao prazer e à espontaneidade de blogar. Não acho justo para com vocês, o “ficar enchendo lingüiça” e deixar de oferecer textos de qualidade como sempre foi minha prioridade neste blog. Porém, no momento não posso mesmo me dedicar a ele. Fica um grande abraço de estalar costelas em todos vocês e meu imenso desejo de logo retornar. Até mais!
Ah! Feliz natal e próspero ano novo a todos!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Gosto X Não gosto

Hoje, sem mais nem menos, eu me vi pensando em situações que me provocam reações extremas: algumas que eu adoro, outras que eu odeio. Vou descrever o que lembrei. Mas isso não é um meme, e não vou passar a “tarefa” para ninguém, rsrs. Eu só quero mesmo compartilhar um pouco de mim com vocês. Caso alguém mais se habilite... Fique à vontade!

Eu amo sentir frio. Mas estando agasalhada, claro. Gosto da temperatura fria no quarto, mesmo estando sob um edredom bem fofinho. Amo sair de casa com aquele ventinho gelado batendo no nariz. Muito gostoso! Acho que é por isso que eu gosto tanto da região de montanhas capixabas.

Amo receber pessoas em casa para um jantar, um lanche ou qualquer coisa que envolva comida. Ou fazer uma comidinha só para mim e o Nil mesmo. Cozinhar é uma atividade que me dá um prazer imenso. E esse prazer começa no supermercado, enquanto escolho os ingredientes; passa pela minha cozinha, enquanto preparo o prato e termina na mesa, enquanto o degusto em companhia das pessoas queridas. Um verdadeiro ritual!

Adoro abraço! Não sei explicar direito a sensação que toma conta de mim durante esse contato. Não sei ao certo se é acolhimento, proteção ou simplesmente troca de carinho. Só sei que gosto muito de abraçar e ser abraçada.

Adoro massagem nos pés! Eu tenho um problema de dores nessa região que ainda não consegui diagnosticar. O tempo máximo que consigo ficar de pé de forma confortável é de uns 15 minutos, depois disso posso procurar um assento, rsrs. Por isso, quando Nil massageia meus pés é como se eu estivesse nas nuvens.

Mas... Há coisas que eu detesto na mesma intensidade dessas que gosto. Por exemplo, chuva. Como eu detesto chuva! Sei que é meio ridículo, que todos nós precisamos dela, que é Deus quem manda, blá, blá, blá, mas não posso fazer nada quanto a esse sentimento, é maior do que eu. Não suporto ter que sair de casa quando está chovendo, acho péssimo pisar em lugares molhados e enlameados e detesto me molhar, especialmente os pés - exceto quanto estou no banho ou lavando algo em casa, claro.

Sabe quando colocamos a mão em alguma superfície ou pegamos algo e ele está molhado? Arghhhh! Odeio! De vez em quando isso acontece comigo. Por exemplo, vou ao banheiro no escritório e quando pego na maçaneta para abrir a porta ela está molhada - porque o(a) bonito(a) que foi antes de mim não “pensou” em enxugar a mão antes de sair -. Eu sei que é só água, mas me dá um nojo!

Não suporto música alta. Primeiro, porque acho inadmissível estar num ambiente onde a comunicação fique prejudicada por causa de barulho excessivo e desnecessário. Por várias vezes fui à casa da minha irmã e ela não conseguia ouvir a campainha por causa do som, e eu ficava com cara de boba na porta. Segundo, porque em relação à música brasileira contemporânea não dá pra ouvir de tudo e há algumas “coisas” que não admito ouvir mesmo, justamente aquelas que meus antigos vizinhos me obrigavam a escutar. Então, se não quero ser obrigada a ouvir a música dos outros, creio que eles também não sejam obrigados a ouvir a minha.

Acho que eu quis escrever isso pela recente ocorrência de duas das situações que eu destaquei, uma positiva e outra negativa: umas comidinhas gostosas que tenho preparado aqui em casa – hummm! – e a chuva que tem castigado o Espírito Santo há duas semanas deixando muitos desabrigados e alguns mortos. Das comidinhas eu conto outra hora e, quem sabe, reativo meu Livro de Receitas que está esquecido há meses. Quanto à chuva, só temos que lamentar e aguardar que as comportas do céu se fechem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um desejo do meu coração

Canção "Abraça-me" de David Quilan, com participação de Heloísa Rosa.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adoção, um ato de responsabilidade

Quando falamos em adoção, o que normalmente nos ocorre é a visão de um ato heróico, solidário, amável, altruísta. E realmente não deixa de ser. Mas, na maioria das vezes, nos falha a percepção de que essa é uma atitude que deve ser tomada com total consciência e com os pés bem cravados no chão. Antes de ser um ato de amor tão somente, deve ser um ato de extrema responsabilidade. Digo isso porque já tive um caso de adoção na família e que, infelizmente, não foi bem sucedido.

A visão um tanto romântica e a falta de informação e de pesquisa sobre o assunto, muitas vezes leva as pessoas a tomarem decisões sem antes refletir sobre elas. Isso aconteceu com uma das minhas irmãs. Ela e o marido acompanharam minha cunhada, que queria adotar uma menina, à casa de uma mãe que estava doando os quatro filhos. Chegando lá minha irmã viu um menininho de dois anos sentado embaixo da mesa comendo um prato de arroz com feijão. Num impulso, ela e o marido resolveram ficar com o menino. Até aí “tudo bem”. O problema é que eles não tinham perfil de pais adotivos. Nunca antes tinham falado a respeito, não planejavam isso e não estavam emocionalmente preparados para receber o menino. A adoção foi baseada num ato de piedade momentânea.

Em casa, a distinção entre o filho adotivo e o filho natural era evidente, por mais que não fosse intencional. Parte da nossa família rejeitou o menino pelo simples fato de ele ser negro. E finalmente, o casamento de minha irmã desmoronou e ela ficou com a responsabilidade exclusiva de criar uma criança que ela nunca quis de verdade. Tornou-se agressiva e intolerante com ele. Isso resultou na total insubordinação do menino e na sua saída de casa aos 15 anos. Hoje ele já é maior de idade e vive na criminalidade, como todos os seus irmãos biológicos que ele sequer conheceu. Uma catástrofe lamentável!

Infelizmente esse caso não é o único, conheço outras situações de adoção frustrada. E eu me pergunto: por que um ato tão sublime resultaria em experiências tão tristes? Posso citar pelo menos três razões. Primeiro, porque a responsabilidade do ato nem sempre é levada em conta. Muitas vezes falta ao casal pesar as conseqüências e se perguntar “realmente QUEREMOS adotar?”. Segundo, porque o preparo emocional e psicológico dos pais raramente faz parte do processo de adoção. Há que se considerar que haverá conflitos a serem geridos, especialmente se se tratar de uma criança já crescida e com uma vivência em ambiente problemático, isso requer maturidade e capacidade psicológica. Terceiro, porque a motivação para se adotar quase sempre é equivocada. O interesse em proporcionar um lar a uma criança está em quinto lugar na lista de motivações para a adoção. Em primeiro está a impossibilidade de se ter filhos naturais, ou seja, o que me motiva é a MINHA necessidade, prioritariamente. Muitos casais, se pudessem ter filhos, jamais adotariam um.

Ao contrário do que se possa imaginar, não sou contra a adoção, de forma alguma. Só quero deixar claro que nem todos estão prontos para ela, e romantizar pode ser um erro fatal. Eu vejo a adoção como um dom, uma capacidade toda especial de aceitar e lidar com o diferente. Apenas quem tem esse dom é capaz de ser feliz e realizado nessa empreitada. Filhos naturais terão o nosso sangue, os nossos genes, sairão a nós. Mas, e os adotivos? Por mais que se diga que importante é dar amor e educação, há uma herança genética que se manifestará todos os dias e trará à tona grandes diferenças, conflitos emocionais e pessoais e é aí que entra o dom de lidar com essas situações, amenizando-as e tornando-as um mero detalhe. Haverá a ausência de um referencial familiar a ser criado ou, pior, poderá haver um referencial destruído a ser reestruturado. Imagino não ser tarefa para qualquer um, apenas para pessoas muito especiais.

Costuma-se distinguir filhos naturais e adotivos como os da barriga e os do coração. Estes, além de filhos do coração deveriam ser chamados também de filhos da razão. Menos romântico, mas bem mais realístico.

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Este post faz parte da Blogagem coletiva "Adoção, um ato de nobreza", proposta pela Geórgia e pelo Dácio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Meu momento

Estudando. Estudando muito. Isso é quase só o que tenho feito. Trabalhando também, mas em menor escala. Não por vontade própria, mas em razão de algumas circunstâncias alheias à minha vontade.

Vivendo uma fase de profundas transformações. Mudanças de valores, crenças, convicções. Analisando e conhecendo os outros e a mim mesma. Desejando algo antes indesejável. Inacreditável!

Conhecendo o cuidado de Deus de uma maneira que me era desconhecida. Pelo menos ao pé da letra. E ficando maravilhada com isso. E aprendendo a depender exclusivamente dEle.

Empenho. Desvelo. Dedicação. Esforço. Fé. Palavras que têm feito muita diferença nas minhas ações nos últimos tempos. Acho que nunca antes as entendi ou as pratiquei como agora.

Vivendo o hoje. Esperando ardentemente pelo amanhã.

Mudar. Essencial, mas tão dolorido!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mudando!


Lembram que eu escrevi há algum tempo sobre os meus medos? Nesse texto eu contei que um dos meus maiores pavores era o contato com animais, sobretudo com cachorro. Pois bem, esta foto acima é a prova de que até nossos maiores medos podem ser vencidos. Conheci o Nick na casa de uma amiga que freqüento há algum tempo e, desde então, fui me acostumando com a sua presença, sua aproximação, suas brincadeiras. Na última visita ele pulou no meu colo sem que eu esperasse... Fiquei meio que sem ação no primeiro momento, foi a primeira vez que isso aconteceu! Aí minhas amigas clicaram com o celular para registrar esse momento histórico, hehehe!

Pode parecer uma bobagem, mas estou muito feliz por isso! Sempre me senti muito constrangida com as situações causadas diante das pessoas pelo meu medo de cachorro. Nem sempre elas compreendiam, muitas pensavam ser “coisa de gente fresca”. É como se eu estivesse me livrando de um fardo que carreguei a vida toda.

E o Nick não é lindo?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Rapidinhas


O Prisma se engajada em mais uma blogagem coletiva. A da vez é sobre adoção, um assunto interessantíssimo que devemos considerar, não apenas por ser um ato belíssimo de humanidade, mas também por se tratar de algo sério e de grande responsabilidade. Se você quiser participar é só acessar o blog da Geórgia ou do Dácio, que estão promovendo a blogagem, para se inscrever e saber mais informações. Ah! E não se esqueça de copiar o selo e divulgar em seu blog!

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Sinto informar, mas meu projeto do livro online teve que ser adiado. Surgiu uma prioridade máxima que deverá ocupar TODO meu tempo livre por alguns meses. Fazer o que, né. O mais chato é que terei que corrigir todos os textos que já estão prontos conforme as novas regras gramaticais da língua portuguesa que passarão a vigorar no ano que vem. Chato demais isso...

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Minhas amigas Lucy e Luciana (não são irmãs, os nomes são mera coincidência) acabaram de criar seus blogs! Passem por lá para dar as boas-vindas a elas, marinheiras de primeiríssima viagem a se aventurar pela blogosfera.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A beleza que se compra

Tudo bem, concordo que elas são lindas. Mas, depois de ver as fotos abaixo (que me mandaram por e-mail), vocês também hão de concordar que o tempo e “um pouco” de dinheiro ajudaram bastante! Nada contra pessoas que investem na aparência, minha intenção não é criticar. Só gostaria de mostrar que todas essas musas maravilhosas desejadas pelos homens e amaldiçoadas pelas mulheres são, na essência, tão comuns como a maioria de nós.
E pensar que esses corpinhos de modelo e as madeixas lisas e loiras seriam um presente da natureza... Doce ilusão...
Acho que naturalmente bonita, de verdade e sempre, só ela...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Coisa feia

Tempos atrás, li uma história muito interessante num blog, descrevendo uma experiência pessoal hilária. Narrativa engraçadíssima! Li e deixei um comentário parabenizando o(a) blogueiro(a) por tamanho senso de humor ao escrever o artigo, elogio que ele(a) aceitou prontamente. Tempos depois, li outro texto assinado por outra pessoa contando a mesma história, exatamente como estava escrita no blog anterior. Mesmas palavras, mesmas vírgulas, mesmo tudo. Ops... Alguém copiou alguém, e agora imagino que nenhum dos dois seja o verdadeiro autor.

Infelizmente há pessoas que agem assim: publicam autorias alheias e não respeitam os direitos autorais, deixando de citar o autor. É bem verdade que alguns por ignorância, mas outros sabem exatamente o que estão fazendo. Nos casos de publicações de textos e fotos na internet, os quais na maioria das vezes não foram previamente registrados, é quase impossível manter a formalidade desses direitos, mas convenhamos, a informalidade de tais publicações não dá o direito a terceiros de tomá-las para si sem citar o verdadeiro autor, especialmente se tratando de uma criação tão primorosa como aquela que tive o prazer de ler. Isso se chama plágio. Infelizmente vivemos um tempo em que a ausência de provas suplanta a verdade. Exercer um bom caráter mesmo em situações ocultas parece algo totalmente fora de moda.

Vale lembrar que existem regras que regulam os direitos autorais. Trata-se da lei 9.610/1998. É bom sermos cautelosos em nos apropriar de criações alheias. Elas podem ter registro e os rigores da lei poderão ser amplamente aplicados ao infrator.

Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade...”.
(lei 9.610/1998, Art.108)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eu detesto política!

Quantas vezes ouvimos essa frase, ou mesmo dizemo-la, especialmente nestes tempos em que há tantos escândalos envolvendo o meio político. Mas essa postura estaria correta? O que vem a ser política, afinal?

A palavra “política” é derivada de politeía, termo do grego antigo que significava todos os procedimentos relacionados à polis, ou ao meio público e à sociedade inserida nesse meio. Considerando que o ser humano não vive de maneira isolada, mas em sociedade, surge a necessidade de um mecanismo que viabilize esse convívio, visto que todos somos seres distintos. Logo, a política é o recurso que possibilita o ajuste entre as partes harmonizando o todo.

Imagine o mundo por um prisma anarquista. Consideremos que cada indivíduo pensa de forma distinta, tem objetivos diferentes, o que é importante para um nem sempre o é para o outro, e no atual mundo pós-moderno tudo é relativo e todos têm razão. Nessa situação, um modelo de vida sem leis ou hierarquia seria, no mínimo, confuso. Podemos concluir, então, que essa pluralidade peculiar do ser humano é que faz necessário o exercício da política e que a finalidade desta é prover o bem estar do todo a partir de ações que minimizem ou tornem aceitáveis essas diferenças à vida comum.

Na prática, cabe às ações políticas estabelecer toda a garantia de vida à sociedade de forma igualitária, desde comida na mesa à segurança nas ruas. Sem essas ações não podemos viver dignamente. Independente do nosso descontentamento com o cenário político atual, é por existir um mínimo de administração pública que estamos aqui.

Vale lembrar que somos seres essencialmente políticos. Agimos politicamente em todas as nossas atividades cotidianas: ao participarmos de um grêmio estudantil, nas organizações profissionais ou esportivas às quais estamos inseridos, ao gerirmos nossos lares, ao evitarmos jogar lixo na rua ou mesmo quando compramos algo. Isto é senso político: fazer escolhas e executar ações que beneficiem o todo.

Não é correta a afirmação que intitula este texto. Podemos estar descontentes com pessoas que executam mal o poder político que lhes foi confiado, mas a visão política genuína é boa e necessária. Detestáveis são as manobras que promovem essa inversão de valores, infelizmente tão familiares nos nossos dias.

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Texto escrito por mim e publicado em 28/09/08, domingo, no boletim informativo da minha igreja, último de uma série de textos educacionais sobre política.

domingo, 28 de setembro de 2008

6 anos

Hoje meu coração está em festa! São seis anos ao lado da pessoa mais linda que já conheci. Parece que tudo aconteceu outro dia e, ao mesmo tempo, parece que estamos juntos há séculos. O que sei é que fomos feitos um para o outro, sob medida, e isso se torna mais evidente a cada dia compartilhado.

Meu querido, te amo muito mais do que quando nos casamos e sei que esse sentimento continuará a crescer por quanto tempo mais permanecermos juntos. É um privilégio ser tua esposa!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Notinhas

Fazendo minhas visitas virtuais na semana passada, percebi como há pessoas desistindo de seus blogs. Vários foram cancelados e outros tantos estão, há meses, sem manutenção. Creio que não acontece só comigo, muita gente tem sentido dificuldade em manter seus espaços atualizados. Posso apontar dois fatores principais para isso: falta de tempo e problemas do dia-a-dia que nos roubam a inspiração. De qualquer forma, é muito triste ver que tantos blogs legais e interessantes como alguns que eu tinha na minha lista, simplesmente deixam de existir da noite para o dia. Espero resistir a isso, mesmo quando for muito difícil vir aqui compartilhar minhas idéias com vocês.

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Desde que saí de férias em julho, venho respondendo aos comentários de forma coletiva. Quem já acompanha o Prisma há algum tempo sabe como eu gosto de responder de forma individual como uma maneira carinhosa de retribuir a participação de cada um, mas não tenho conseguido manter isso, não só por falta de tempo, mas por causa da minha tendinite. Tenho tido crises constantes de dor e inchaço e, por isso, preciso diminuir sempre que possível a digitação, causa principal do problema. Enquanto isso persistir, continuarei respondendo coletivamente, mesmo a contragosto. Espero que vocês me entendam. E me perdoem.

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Estou iniciando um novo projeto. Só iria contar aqui mais pra frente, mas vou abrir logo o jogo. Resolvi publicar alguns contos num livro online. Na verdade, isso é um ensaio para o livro que ainda pretendo publicar por vias convencionais, como vocês já sabem. Estou em fase de produção de textos. Logo mais, juntarei o que estou produzindo com o que já tenho na gaveta e farei uma seleção do que será registrado e, posteriormente, publicado. Estou ansiosa e muito contente com esse projeto e, desde já, conto com vocês, meus queridos leitores, na torcida prévia e na futura apreciação da “obra”.

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Domingo haverá uma festinha por aqui. Até lá!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Quando eu tocava piano

Ouvindo esta música enquanto trabalhava, me veio à memória os tempos da minha tenra infância quando eu também dedilhava um piano.

Sempre fui apaixonada por música. Como já escrevi aqui, tenho uma relação de amor com ela. Como freqüento igreja a minha vida toda, e este é um cenário onde a música está sempre presente, não foi difícil me apaixonar por ela. Especialmente pelo som do piano que, por ser um instrumento clássico, normalmente embala a música sacra.

Eu tinha só seis anos e já admirava profundamente aquela pianista. Olhava para ela todos os domingos, fascinada, querendo tirar o som de forma tão doce e delicada daquele lindo piano vertical como ela fazia. Insistia com meus pais para que a pedissem que me ensinasse. Num belo dia ouvi mamãe combinando com ela a minha primeira aula. Fiquei radiante!

Foram três anos de aulas semanais que incluíam teoria musical e prática no instrumento. Como eu aprendia rápido! Como eu gostava de tocar! Mas quando se é criança, não se sabe o verdadeiro valor das coisas. A rotina das aulas me cansava e por vezes eu não queria treinar fora do período de aula. Eu só tinha nove anos...

Um dia minha mãe, exasperada por insistir para que eu fosse treinar sem que eu quisesse, disse que me tiraria das aulas devido à minha falta de interesse. E foi assim que meus dias de pianista chegaram ao fim. Sei que deve ter sido exaustivo para ela, mas sei também que seu dever era primar pela minha formação e era óbvio que a música tinha tudo a ver comigo. Ela devia ter insistido...

O piano é uma parte importante da minha infância que quero resgatar. Nos últimos tempos tenho sentido muita falta de saber tocar - perdi toda a prática -, até porque sempre estive envolvida com a música de forma cantada e nem sempre é confortável depender de alguém que toque para mim. Quero reaprender a tocar. Mas não serve outro instrumento, só o piano. Aquele doce som que embalava minha infância e fazia brilhar os meus olhos... E ainda faz...

Música de Frédéric Chopin, Nocturne Op.9 No.2

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ela ataca de novo

Pessoal, só pra justificar o sumiço, minha tendinite me afastou de novo da rede. Ela tem sido cruel comigo, mas prometo voltar com a corda toda assim que minha mão desinchar e parar de doer. Por hora, fiquem com esse pequeno recadinho escrito a uma mão só.
Imagem Google

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Em manutenção

Alguém tem sentido dificuldade em postar comentários aqui?

Tenho sentido falta de alguns comentaristas fiéis aqui do Prisma, e estava achando que essa ausência fosse apenas pela minha pouca freqüência aos seus blogs, até que recebi um e-mail da Jan e um recado da Lucy no orkut, dizendo que não conseguem comentar. Já desativei a janela pop-up de comentários, talvez alguns tenham dificuldade em acessá-la devido à segurança de suas máquinas, mas se alguém mais está com problemas, peço que mandem um e-mail pra mim explicando-o, para que eu possa tentar resolver. Vocês sabem, né, seus comentários são preciosos para mim!

Sem post por hoje, só na semana que vem. Beijos e ótimo fim de semana a todos!

E-mail do Prisma: blogprisma@gmail.com

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Saudade...

Como prometi no último post, eis a minha dose de nostalgia.

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Aprendi a costurar quando tinha uns 14 anos de idade. Mamãe me ensinou o método que ela aprendeu quando eu nem havia nascido ainda. Ela tinha a preocupação de que eu fosse, no futuro, uma boa dona de casa, que soubesse cozinhar, lavar, passar e cuidar bem de uma casa (esse era o seu mundo). Acho que por isso me ensinou a costurar também. E eu aprendi direitinho e fiz muitas roupas, não só para mim como para outras pessoas, inclusive para a mamãe!

Na adolescência, quando eu ainda não trabalhava, mas queria ganhar dinheiro que não fosse do meu pai, eu aceitava encomendas das minhas amigas e das minhas irmãs, que, ao contrário de mim, não foram boas alunas da mamãe, hehe. E as roupas ficavam legais, eu era bastante caprichosa e cuidava bem dos detalhes e acabamentos.

Durante muito tempo eu costurei. Mesmo depois que comecei a trabalhar, quando tinha uma folga fazia alguma peça, agora só para mim mesma, para não perder o hábito. Afora as peças de vestuário, cheguei a confeccionar lindas cortinas e capas de almofadas para a minha antiga casa, quando me casei e mudei para lá. Mas o tempo foi ficando cada vez mais escasso e acabei por parar de vez.

Nunca cheguei a comprar uma máquina de costura, sempre usava a da mamãe. Mesmo depois que me casei, quando queria fazer alguma coisa ia para a casa dela e costurava em sua máquina, uma Singer Facilita antiga, onde foram feitas várias peças do meu enxoval de nascimento... Faz tanto tempo que parei usá-la. Ela sempre me deixava nervosa por ser tão antiga, mas às vezes bate uma saudade...

Ultimamente tenho ficado encantada pelas peças criadas para o lar, coisas de blogs craft que vejo de vez em quando. Já não tenho tanta paciência para confeccionar roupas, pois exigem tempo e dedicação, recursos que ainda me faltam para tal. Mas ainda penso em comprar minha primeira máquina, uma Singer Facilita como a da minha mãe – porém, mais moderna, rs.

Hoje a costura tornou-se, para mim, algo distante e nostálgico. Resume-se em alguns utensílios básicos que me permitem resolver situações de última hora, coisas do dia-a-dia, como fazer uma bainha à mão, pregar um botão, cortar um fiapo de linha solto na barra de alguma peça. A costura, para mim, tornou-se doces lembranças dentro de uma caixa. Minha caixa de costura.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Um ar de nostalgia por aí

Nas minhas últimas visitas virtuais aos blogs amigos, notei que certo vírus nostálgico contaminou algumas pessoas.

Primeiro foi o Adelino com suas peripécias infantis junto à caixa d’água de sua casa, cuja descrição me encantou. Depois foi a vez da Christiane com poema e imagem sobre a antiga brincadeira de pular amarelinha que me fizeram viajar para bons momentos da minha infância. Em seguida foi a vez da Aninha contar sobre as bonecas de pano, fruto das mãos sempre atarefadas de sua querida mãe e mestra.

Devo confessar que essa última narrativa me contagiou com o vírus também e fiquei doente de saudade. Agora me vejo criando um post para compartilhar minhas lembranças e só assim ficar curada. Mas ficarei em repouso por mais alguns dias, quando finalmente postarei minha dose de nostalgia por aqui. Que tal você se deixar contaminar também? Confira a minha história na semana que vem e não deixe de contar a sua! Até...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ah, um sobradinho...

Hoje quero dar início a uma nova série aqui no blog. Trata-se de uma lista de desejos que eu gostaria de realizar durante o que resta da minha vida – não que eu pense que me resta pouco tempo, mas, considerando a expectativa de vida do brasileiro, quase metade da minha já ficou para trás.

Quero iniciar esta série contando sobre um desejo especial e muito antigo, quase infantil, que norteia minhas pequenas e mais íntimas ambições: a construção de um sobradinho.

Meu pai sempre trabalhou na construção civil, era mestre de obras, e eu cresci vendo muita coisa relacionada a esse assunto bem de perto. Talvez a arquitetura fosse a segunda possibilidade mais interessante de carreira para mim, mas, como sou péssima com cálculos, desisti da idéia. Ainda assim, sempre leio a respeito e tenho pilhas de revistas sobre o assunto, das quais não absorvo apenas a lindas fotos, mas todos os detalhados textos sobre as execuções dos projetos.

Sendo assim, desde muito cedo acalento o desejo de poder construir meu ninho, um sobrado aconchegante e com ares rústicos de tijolos aparentes, grandes portas e janelas envidraçadas e um jardim nos fundos, onde eu possa receber meus amigos e minha família para gostosas refeições informais numa mesa de madeira com bancos ao redor.

Por muito tempo deixei esse desejo na gaveta. Depois de me casar, fui morar numa casa grande, segundo andar de um prediozinho que meu pai me deu, um lugar sem grandes atrativos, bem convencional. No início deste ano resolvemos trocar a casa por um apartamento pequeno perto da praia. É um cantinho gostoso e aconchegante para um casal, mas minúsculo para receber. Além disso, não seremos um casal para sempre, algum dia a família aumentará e aí ficará complicado permanecer num espaço tão pequeno.

Há alguns dias decidi que quero fazer renascer o desejo de construir meu sobradinho. Quero uma casinha de duas águas, com telhado vermelho, que tenha espaços amplos e integrados e muita luz natural. Quero flores e gramado e algumas ervas frescas da horta para perfumarem minha cozinha. Quero esse cantinho gostoso, sem grandes ostentações. Apenas um lugar idílico, aprazível a mim e a todos os queridos a quem gosto de manter ao meu redor.

Foto daqui.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Fim de férias, leitura, papai...A vida continua

Eu tinha que vir aqui deixar minhas impressões sobre o livro que terminei de ler, Paixão Índia. É uma excelente opção de leitura para quem gosta de um bom romance e de boas doses de conhecimento sobre culturas exóticas como as do Oriente.

Como escrevi num tópico ao lado - apagado - enquanto ainda estava lendo o livro, trata-se de uma história que ocorreu no início do século passado, o casamento de uma bailarina espanhola, Anita Delgado, com um rajá indiano. O livro trás, com riquezas de detalhes, a descrição da vida na índia aos olhos de uma ocidental pobre tranformada em princesa, o tratamento entre as castas, a vida em sociedade no palácio e fora dele, a exuberância das riquezas dos marajás e suas extravagâncias e ostentações e todo o momento político do período – uma Índia dominada pela Inglaterra.

Além disso, claro, o livro conta como começou e como terminou a história de amor entre os dois personagens centrais e os conflitos sociais, políticos, religiosos e culturais gerados por essa união. Lá pela metade, o livro trás uma surpresa agradável que não vou contar qual é. Curiosos? Leiam, hehe!

Recomendo como um dos melhores livros que já li.

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Já reintegrada à minha rotina de trabalho há alguns dias – as férias v-o-a-r-a-m -, a vida vai aos poucos voltando ao normal, considerando que papai já está em casa novamente e as pernoites no hospital terminaram, por hora.

O tumor está lá, mas não existe câncer. GRAÇAS A DEUS! Porém, foram descobertos outros problemas que impediram a cirurgia. Houve uma seqüela devido a dois AVCs que ele teve há algum tempo e, por enquanto, operar não está no script. O tratamento continuará com remédios e depois veremos o que será feito.

Só ficamos tristes com essa morosidade toda por causa da sonda que ele está usando há três longos meses. Isso é muito incômodo para ele, tanto física como emocionalmente. Ele tem vergonha dela, não quer sair de casa para que ninguém saiba que ele a está usando. Além disso, tem que trocá-la de vez em quando e isso lhe causa muitas dores. Mas, pelo menos sabemos que isso se resolverá, cedo ou tarde.

Agradeço a todos que demonstraram seu carinho e atenção no post abaixo. Isso é muito válido em momentos como este que minha família tem vivido. Papai ficará feliz em saber dessa torcida em seu favor. Muito obrigada!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Dia dos Pais

Foi ontem, mas resolvi postar hoje porque ontem foi impossível e tenho algo importante a dizer.

O dia dos pais é comemorado no Brasil desde a década de 1950, mas há indícios de uma celebração aos pais na Babilônia, há 4 mil anos atrás. Acho importante que se comemore essa data, assim como o dia das mães, do amigo, da avó, dos namorados e tantas outras, apesar de concordar que todos os dias devemos cultivar o respeito, o amor, a solidariedade e todos os bons sentimentos em relação ao próximo, seja ele o pai, a mãe ou quem for.

Abordo esse assunto hoje porque ontem passei um dia diferente ao lado do meu pai. Estivemos juntos no hospital. Ontem ele foi internado para ser submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor na próstata. Ainda não sabemos a extensão exata do problema, somente depois da cirurgia saberemos do que se trata realmente. E não podemos esperar que a cirurgia seja tão tranqüila levando em consideração sua idade e seu estado de saúde debilitado há alguns anos. De qualquer forma, sinto-me positiva em relação ao procedimento. Papai é um homem muito forte.

Não posso dizer que tenha sido um dia feliz, mas posso dizer que estive ao lado dele durante quase todo o dia e durante toda a noite. E espero que, após essa cirurgia, possamos celebrar o dia dos pais por muitos anos. Em casa. Com saúde.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Amizade

Você já se perguntou por que tem amigos? Já se questionou sobre a importância, os riscos e a verdadeira necessidade de se aproximar tão intimamente de alguém? Vale mesmo à pena investir em relacionamentos?

Por incrível que possa parecer, conheço pessoas que não se arriscam em fazer amigos. Para alguns, existe o medo de se decepcionar com o outro, de se aproximar demais e se machucar. Normalmente, para quem já foi traído, mal interpretado ou rejeitado por alguém altamente considerado, é difícil voltar a confiar. E esse não é um sentimento tipicamente romântico. Todos os relacionamentos devem ser permeados pela confiança e, ademais, a amizade também é uma forma de amor. Conheci uma garota que, depois de ter sido rejeitada por algumas pessoas consideradas amigas devido a uma peculiaridade de seu comportamento que veio à tona, dificilmente se permitia estreitar laços de amizade com alguém e, quando isso acontecia, ela mantinha certa distância como mecanismo de defesa, até ter certeza de que o terreno era seguro.

Há também aqueles que têm medo de tirar a própria máscara e se fazer verdadeiramente conhecido por alguém. Para pessoas que vivem de mentira, a verdadeira amizade é algo muito perigoso, pois ela revela quem realmente somos, e podemos não ser tão bonitos quanto aparentamos. Melhor manter as aparências. À distância.

Existem, ainda, pessoas que simplesmente não querem incomodar nem ser incomodadas. Para tais individualistas, é demasiado trabalhoso receber e insuportável incomodar com visitas. Estão tão centrados em suas próprias vidas que não têm tempo nem alguém com quem se abrir sobre um problema, nem mesmo estão dispostos a ajudar os outros. Cada macaco no seu galho, ou, modernizando o antigo ditado, cada um no seu quadrado.

Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas conhecidas que pude associar a esses três grupos que descrevi. Considerando que o Brasil é o país da aproximação, do aconchego, do abraço, do calor humano, quanta gente tem se fechado em seus casulos ou vivido de maneira superficial os seus relacionamentos! Claro que devemos ser sensíveis a companhias que nos são nocivas, para isso somos dotados de inteligência e percepção. Mas generalizar não é bom. Tenho visto bem perto de mim, pessoas definhando numa velhice solitária porque nunca confiaram em ninguém, ou porque nunca tiveram interesse em se relacionar, em se doar, em se importar verdadeiramente com alguém que não fosse consigo mesmo.

A alegria compartilhada com os amigos nos torna pessoas mais resistentes à dor, pois temos mãos para segurar; nos torna mais positivos em momentos de crise, pois temos em quem nos apoiar; nos torna mais leves, pois temos com quem falar. Sim, vale à pena se arriscar em ter amigos! Talvez nos decepcionem, nos mintam, nos façam chorar, mas, afinal, não somos passíveis dos mesmo erros para como eles? Ou nos consideramos pessoas perfeitas? Por que radicalizar? Talvez façam cair nossas máscaras, descubram nossos podres, mas, e daí? Viver livre de aparências tendo uma mão para nos sustentar não nos parece bem melhor? Talvez invadam nosso mundo confortável, mas não seria tão bom romper o silencio da nossa solidão com sonoras gargalhadas dadas a dois, a três, a tantos quanto possível?

Tudo vale à pena se a alma não é pequena*, e somos gigantes quando estamos cercados de verdadeiros amigos.
____________
*Fernando Pessoa
P.S.: Agradeço a você, querido Adelino, que me sugeriu aprofundar no tema 'amizade' ao comentar este post.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A veracidade dos sentimentos

Só experimenta a verdadeira alegria,
aquele que passou pela maior das tristezas;
Só sabe amar profunda e incondicionalmente,
aquele que foi odiado e hostilizado;
Só libera perdão ao seu agressor,
aquele que de suas agressões foi perdoado;
Só se torna grato,
aquele que passou pela maior das privações;
Só valoriza o que tem,
aquele que esteve a ponto de perder seus bens;
Só reparte o que tem,
aquele que reconhece que a vida é um dom imerecido de Deus;
Só é capaz de se desculpar,
aquele que se percebe um ser humano, tão comum quanto os outros;
Só tem fé,
aquele que pode prová-la através de suas ações;
Só supera a dor,
aquele que crê que o melhor sempre está por vir;
Só é verdadeiro,
aquele que provou o fel da mentira;
Só é amigo da sabedoria,
aquele que sabe nada saber (Sócrates);
Só oferece verdadeira e genuína adoração,
aquele que conhece a Deus intimamente;
Só é humilde,
aquele sabe exatamente quem ele é;
Só é verdadeiramente abençoado,
aquele que reconhece a soberania de Deus.

A primeira frase eu li num livro há muitos anos, do qual não me recordo o nome, e achei-a belíssima e profunda. Pensando nela, me surgiram as seguintes.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Curtindo as férias

Há muito tempo eu não curtia dias tão preguiçosos como estes. Poucas coisas são tão boas como acordar sem ter hora marcada para sair. Tomar café tranqüilamente, ler, escrever, assistir a um filme, cozinhar uma comidinha gostosa, arrumar uma gaveta, sair para caminhar de mãos dadas na praia à tardinha, tudo sem pressa, pois tenho o dia todo a meu favor...

Ah, essas coisas não tem preço! Chego a pensar em esticar esse dias por um tempo indeterminado, tipo mudar o curso da vida e assumir meu lado “amélia” de vez. Mas vontade é uma coisa que dá e passa, hehe. Alguns dias além da conta e eu já sentiria a necessidade de voltar à rotina, afinal, sair de casa todas as manhãs para trabalhar é algo que faço há mais de onze anos.

Mas, que vai ser difícil largar essa vida boa, isso vai. Nem quero pensar, deixa eu voltar pro meu livro...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Férias!

Mesmo que só por alguns dias, consegui uma folga no trabalho, eu e o Nil também. Como foi algo que aconteceu de última hora, não foi possível programar uma viagem, então ficaremos por aqui mesmo e tentaremos descansar ao máximo, além de fazer alguns programas sem sair da cidade.

Além disso, meu pai não está bem de saúde. Essa é uma das preocupações que têm povoado minha mente nos últimos tempos. Ele não está nada bem. Não vou dizer ainda do que se trata porque, por enquanto, só há suspeitas. Vamos comprová-las – ou não – na próxima semana, quando os últimos exames forem apresentados ao médico. Esse é mais um motivo pelo qual não posso me ausentar daqui agora.

Apesar de serem poucos os meus dias de férias, pretendo que sejam revigorantes. Quero me dedicar às minhas leituras que estão atrasadas, quero ir à praia (pois é, estamos no inverno, mas aqui tem feito dias de sol maravilhosos), quero curtir muito a minha casa, pois mal tenho tempo de parar nela em dias comuns e quero dormir bastante para compensar todos os dias em que preciso sair cedo da cama para trabalhar.

E, como vou ficar em casa, claro que me dedicar a esse cantinho tão abandonado também faz parte da minha lista. É bem verdade que isso acontecerá entre os passeios que pretendo dar em companhia do maridão, mas eu dou conta.

Quero agradecer à Sonia do blog Compartilhando as Letras que indicou o Prisma como "Um blog muito bom, sim senhora!". É a segunda vez que recebo esse presente e isso muito me alegra por ser uma graciosa demonstração de carinho e simpatia por este espaço. Obrigada pelo carinho, Sonia!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Uma noite especial

Sei que este blog anda abandonado. Por extrema falta de tempo e também de inspiração, não tenho conseguido escrever nada de tão interessante para postar. Nem mesmo os textos sobre a minha terra que tanto me dão prazer têm despertado meu interesse ultimamente. E também não tenho conseguido visitar meus amigos como deveria, nos últimos tempos, algo que me deixa frustrada, mas que não tenho como corrigir por enquanto. Nesse meio tempo, vou passando hora por um, hora por outro blog amigo, até conseguir visitar todos, mas longe da freqüência de antes. Fazer o que... Ah! E agradeço do fundo do coração aos que continuam a passear por aqui assiduamente.

Hoje vou contar rapidinho sobre um programa super especial que fiz no último sábado. Fui convidada a participar de um Café Colonial cujo tema foi “a importância da amizade entre as mulheres”, e o critério de participação é que cada convidada levasse uma amiga desconhecida do grupo. Resultado: oitenta e cinco mulheres no Café! Foi um momento maravilhoso de celebrar a amizade, conhecer pessoas novas e refletir sobre a importância de se ter amigas verdadeiras.

Além de tudo lindo e cuidadosamente decorado, o buffet estava perfeito e tivemos uma palestra maravilhosa sobre o tema, além de eu e mais duas amigas termos sido convidadas a abrilhantar o evento com duas músicas. Uma noite muito agradável!

Aí em baixo, algumas fotos que a Jenyfer, minha amiga e parceira de música, gentilmente compartilhou comigo, já que esqueci de levar a minha câmera.


Minha amiga Lygia, minha convidada
O trio, Jenyfer, eu e Gabi
Lygia, eu e Aryane, que conheci na festa
Nossa mesa...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ainda chove um pouco...

Imagem: Google
...mas já começo a ver as cores do arco-íris!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Para você, querido...

"Não deixe o amor passar. Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR
".

Carlos Drummond de Andrade

Meu amor, o aniversariante hoje é você, mas o presente é meu! Pois não há no mundo inteiro alguém mais privilegiada do que eu em ter alguém como você ao meu lado todos os dias.

Essa poesia aconteceu conosco e, como diz o poeta, Deus me mandou um presente (sempre te falo isso), e eu não me canso de agradecê-lo e farei isso “por toda a vida” como cantei para você naquela noite.

Feliz aniversário, meu amor! Mas quem se sente presenteada todos os dias sou eu.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Desabafo

Há momentos em que gostaríamos de sumir. Sumir mesmo. Desaparecer deste mundo e surgir em outro lugar onde tudo que nos incomoda não exista. E que esse sumiço também gere em nós uma profunda amnésia das coisas que nos trazem tristeza, raiva e desconforto. Ou dormir. Dormir profundamente, um sono sem sonhos, e acordar apenas quando a noite tiver passado e o sol estiver a raiar outra vez.

Há momentos que gostaríamos de não vivê-los. Quem nos dera amadurecer sem ter que passar por eles! Quem nos dera a vida nos oferecesse uma escola que não fosse ela própria, onde sentássemos em seus bancos e aprendêssemos todas as lições na teoria, sem recorrer à prática. Então faríamos provas escritas sobre dor, perda, tristeza, ilusão, irresponsabilidade, sucesso, autoconfiança, escolhas... E assim estaríamos prontos a viver a vida sem desencontros, erros ou preocupações.

Há momentos em que o mundo parece pesar nas nossas costas e isso nos impede de gritar a plenos pulmões, a única coisa que gostaríamos de fazer, como se o grito, sendo expelido, levasse com ele tudo que nos assola o coração. Então, lembramos dos dias em que o que nos cerca não existia em nossas vidas e não fomos capazes de aproveitar tudo que aquele momento nos proporcionava. Como gostaríamos de voltar lá e resgatar os instantes de prazer e despreocupação, em que “éramos felizes e não sabíamos”! Como gostaríamos de desfazer o que foi feito, dizer o que não foi dito, ver o que não foi visto...

Haverá momentos em que tudo ficará para trás e, talvez, consigamos até nos divertir com algumas lembranças ou suspirar de alívio com outras que, enfim, foram superadas. Essa certeza é o que nos impulsiona a ir adiante encarando o que hoje se agiganta diante de nós. Não sei se felizmente ou infelizmente, não há teorias que ensinem algumas lições que só a prática é capaz de fazê-lo, e há situações que precisam ser vividas, pois fazem parte do curso natural da vida.

Este é o momento de viver o que a vida nos propõe e esperar que venham dias melhores.

sábado, 14 de junho de 2008

Convento da Penha

Ele é um dos maiores e mais antigos monumentos religiosos do Brasil e está localizado em Vila Velha, minha cidade. Ele fica a 154m de altitude e tem esse nome, obviamente, por ter sido construído numa penha. A imagem que habita por lá, uma das muitas Senhoras ditas mãe de Deus, também recebeu o nome de Nossa Senhora da Penha. Segundo a religião católica, ela é a padroeira do estado do Espírito Santo.

Tudo começou nos idos de 1558, quando o frei franciscano Pedro Palácios, espanhol, chegou à Vila do Espírito Santo com os portugueses e fez sua morada uma gruta ao pé do morro onde hoje está o convento. Ele trouxe consigo um quadro da até então Nossa Senhora das Alegrias e mais tarde encomendou uma imagem da mesma a um escultor de Portugal.

Muitas são as lendas em torno do monumento e da santa. A mais famosa de todas explica a construção no cume do monte. Reza a lenda que o padre fez uma capela próxima à gruta onde morava e lá expôs o quadro da santa. Por 3 vezes o quadro desapareceu, tendo sido encontrado no cume do morro. Dessa forma, ele entendeu que era o desejo dela que seu santuário fosse construído lá em cima. E assim se fez anos mais tarde, começando com uma capela simples e passando por várias ampliações e reformas no decorrer dos anos, tornando-se o que é hoje.

Uma curiosidade a respeito da construção e manutenção do convento, é a quantidade de escravos* de que os franciscanos, habitantes do local, dispunham. Além da construção, a mão-de-obra era a mais diversificada possível, cuidavam da limpeza interna e externa, do gado, das lavouras e dos pomares. Sabe-se até de escravos músicos, utilizados nas solenidades e festas religiosas. Havia ainda o costume de se alugar escravos dos donos de terras durante os festejos e procissões, em que eles não só ajudavam nos preparativos como também eram colocados nas ruas para conseguir esmolas para o convento. Quem visita tão bela e imponente construção, deveria não só ficar fascinado pela belíssima arquitetura, mas também penalizado pelo árduo trabalho não pago empregado ali. Basta observar o tamanho das pedras nas paredes e calçamentos, e a altura e distância que elas foram descoladas pela força dos pobres escravos.

Logo após a páscoa começa a Festa da Penha, aniversário do convento e da padroeira, que causa grande movimentação em Vila Velha. São vários dias de procissões, romarias, visitações ao convento e missas em agradecimento ou pedido de graças. Neste ano comemorou-se o 450.º aniversário do convento e, para tal comemoração, a santa e o bebê em seu colo receberam presentes especiais. Há algum tempo suas coroas de ouro e brilhante foram roubadas. Este ano um joalheiro da região presenteou as esculturas com novas coroas de ouro cravejadas de diamantes e topázios rosas e azuis, que simbolizam as cores da bandeira do estado e também combinam com o manto da santa.

Há algum tempo eu planejava escrever a respeito do convento, que é uma referência cultural importante na minha cidade. Por ocasião da Festa da Penha, que aconteceu no mês de abril, e pela minha visita ao monumento há algumas semanas, veio a motivação para o texto. Você pode se perguntar por que eu estou escrevendo a respeito de assuntos que vão de encontro aos meus princípios religiosos. Explico: a finalidade deste post é simplesmente cultural e informativa. Meu desejo com a série “Espírito Santo – Minha Terra” é, independente das minhas crenças e discordâncias, mostrar tudo que for possível a respeito da cultura e da história do estado onde vivo, e o catolicismo português teve grande influência aqui como em todo o resto do país. Dessa forma, seria incoerente falar de história e cultura sem mencionar a religião que as influenciou. Imparcialmente.

A despeito de sua simbologia religiosa, fica aqui mais um registro cultural sobre o Espírito Santo. Abaixo, fotos feitas por mim durante o passeio, todas com legenda para que se tenha idéia da dimensão abrangida pela vista, que é o que há de mais belo no local. Lindo, lindo, lindo...

*Informações obtidas através da obra Páginas de História Franciscana no Brasil, Editora Vozes, São Paulo, 1957, do historiador Frei Basílio Röwer



Clássica foto do Convento com suas imponentes palmeiras.

Eu e Nil no pátio principal, onde acontecem as festas.

A rampa de pedra que dá acesso ao santuário. Cercada pela Mata Atlântica, pode-se observar macaquinhos pelas árvores durante a subida.

Minha querida Vila Velha, o lado do litoral e o interior da cidade.

A Terceira Ponte, que dá acesso à Vitória (passo por ela todos os dias a caminho do trabalho) e a propriedade do Exército ao pé do morro.

O pátio principal e a escadaria contornada pela mata.

Obra que retrata as procissões na época da república; placas afixadas pelos fiés na entrada do corredor principal, ao lado da capela.

Escultura de frei Pedro Palácios; parte do Convento.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje é dia de namorar!


Achei linda essa imagem do Google para ilustrar a data de hoje. É exatamente isto que eu desejo: comemorar muitos dias dos namorados com meu amor, até quando formos assim, velhinhos.

Interessante que nos últimos dias li e ouvi muitas coisas sobre ser solteiro. Não se pode negar certas vantagens de um estilo de vida individualista. Não ser contrariado nas decisões cotidianas, não precisar convencer outra pessoa quanto à nossa vontade, não ter que dar satisfação, ir e vir como e quando quiser (meio egoísta tudo isso, né), ter a casa sempre arrumada (isso é para nós, mulheres), conseguir fazer uma dieta de verdade, ter tempo para investir mais em si mesmo, enfim, ser dono do próprio nariz. E não adianta dizer o contrário, na prática, quem está com alguém não é dono do próprio nariz.

Minha conclusão é que as vantagens em estar casada superam, e muito, as de ser solteira. Não quero com isso desmerecer quem prefira viver só, cada um é feliz à sua maneira e essa é a minha. Pois bem, mesmo abrindo mão do “eu” de vez em quando, nada se compara a ter alguém que se preocupa conosco, que procura nos agradar, com quem podemos compartilhar tudo em todos os momentos, que nos faz uma massagem nos pés quando estamos muito cansadas, alguém com quem planejar e realizar, alguém para, simplesmente, abraçarmos por longos minutos e nos sentir amadas e seguras. E vice-versa, claro!

É verdade que um relacionamento não é só isso. Existem sim os desentendimentos, os desagrados, as crises, o cansaço, a rotina, mas são todas essas coisas que fortalecem e amadurecem os sentimentos e a relação. Viver só de romance existe apenas em contos de fadas. Ainda assim, vale muito à pena.

E você, o que pensa sobre isso?

Espero que todos tenham um dia maravilhoso e uma noite especial com seus amores, e que isso não se restrinja apenas a esta data, mas que o amor possa ser celebrado sempre!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Pedra dos olhos

Tenho passados por dias bem corridos, com muitos afazeres e alguns dissabores também. Devido a isso, tem sido difícil dar atenção a este bloguinho e impossível visitar os blogs amigos. Alguns deles até me abandonaram, deixando de comentar aqui, creio que imaginando que eu os tenha esquecido. Mas não se trata disso, de forma nenhuma. Logo, logo espero poder voltar à minha rotina de passeios virtuais. Então, quem sabe meus amigos fujões voltem a passar por aqui também.

Como não consegui tempo para elaborar um novo texto ou terminar alguns que já tenho no forno, posto hoje algumas lindas fotos que são um presente do meu sobrinho, o Flávio. Ele fez as fotos há alguns meses durante um passeio à Pedra dos Olhos, uma elevação rochosa interessante que fica dentro de uma reserva ecológica de preservação da Mata atlântica, em Vitória, próxima a casa dele. De lá pode-se ter uma bela vista da capital da minha terrinha.









sábado, 31 de maio de 2008

Coletiva: por um mundo sem tabaco


Não é novidade nenhuma o tabagismo ser um ato mal visto pela sociedade de uma forma geral, ainda que grande parte da população mundial seja optante pelo fumo. Muitas empresas têm como condição de contratação o indivíduo não ser fumante. Pais e mães praticantes do fumo, na maioria das vezes, evitam fazê-lo na presença dos filhos. É sempre um problema quando um adolescente começa a fumar. Ele esconde a situação dos pais, dos professores e de amigos mais velhos, pois essas pessoas, ainda que sejam fumantes, vão incitá-lo a parar com a prática.

Mas, por que toda essa preocupação com o hábito de fumar?

Vamos, então, entender o que é o cigarro. Trata-se se uma porção de tabaco triturado e envolvido em papel especial. Após aceso, a substância é sorvida. Parece um procedimento simples e inofensivo, não fossem os agentes contidos nessa porção. O princípio ativo do tabaco é a nicotina, elemento considerado venenoso e altamente prejudicial ao pulmão. Muitos outros elementos tóxicos são encontrados no tabaco, entre eles: a terebentina, o formol, o monóxido de carbono, a amônia e a naftalina.

O tabaco já vem sendo utilizado há séculos para diversos fins. Originário da América do sul, era utilizado pelos indígenas em suas cerimônias. Pensava-se que possuía características medicinais, mas, aos poucos, foi-se notando sua nocividade à saúde, além da capacidade viciadora da erva. Muitos países proibiram ou impuseram difíceis condições à comercialização do tabaco, mas, observando-se o lucro que o mesmo proporcionava, as proibições foram sendo reconsideradas.

A verdade é que fumar é altamente prejudicial à saúde. O corpo do indivíduo, ao fumar um cigarro, emite sinais claros de que algo não vai bem. Há aumento dos batimentos cardíacos, alterações da pressão arterial, da freqüência respiratória e das atividades motoras, diminuição das contrações do estômago, irritação dos brônquios e insônia. O uso freqüente do tabaco, proporcionando continuamente as reações citadas, pode causar ao fumante, doenças como infarto do miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, úlcera digestiva, entre outras.

É inacreditável que, mesmo sabendo de todos esses males causados pelo cigarro, tantas pessoas no mundo inteiro estejam dispostas a arriscar no seu uso. Há uma ilusão de glamour, poder, sucesso e sensualidade que envolve o ato de fumar e isso atrai as pessoas, principalmente adolescentes, em detrimento das conseqüências desastrosas desse ato. O maior problema, no entanto, é a dependência química que muitos desenvolvem. Para estes, deixar o cigarro quando tomam consciência do mal que estão causando a si mesmos, é, muitas vezes, impossível. Dessa forma, é imprescindível conscientizar as pessoas para que não dêem a primeira tragada, pois isso pode ser um caminho sem volta.

Hoje é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde. A blogosfera aproveita essa data para dar o seu grito: O cigarro pode matar! Ame a sua vida, não fume!

Blogagem coletiva proposta pelo Nando Damásio, por um mundo mais limpo e respirável, não apenas para quem é fumante, mas principalmente para quem não é.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Meninas dos olhos de Deus


Há algumas quartas-feiras atrás eu fui ao culto na minha igreja, como de costume. Nesse dia foi-nos visitar uma missionária que estava passando férias no Brasil, em casa de sua família. Há dois anos, seus campos de ação são o Nepal e Camboja, na Ásia. Seu relato aos poucos foi arrebatando os corações dos presentes e nos levou a uma grande comoção. Vocês entenderão por quê.

Em 1997 o senhor José Rodrigues, médico bem sucedido do estado de Goiás e dono de um patrimônio considerável, esteve na Índia pela primeira vez, em Mumbai, e tomou conhecimento de algo terrível que acontece por lá: a escravidão sexual de meninas vindas dos arredores, especialmente do Nepal. Sensibilizado pela situação, ele sentiu-se tocado por Deus para fazer alguma coisa. Sendo assim, retornou várias vezes àquele lugar, empreendendo ali um trabalho de pesquisa e traçando um plano de ação. No ano de 2000 mudava-se para o Nepal um seu parceiro nessa missão, o pastor Silvio e sua família, para organizarem ali uma casa de recuperação para as escravas prostitutas. Esse projeto, empreendido inicialmente com os recursos financeiros do senhor José Rodrigues, foi chamado Meninas dos olhos de Deus.

A realidade desse lugar é extremamente triste. Ouvir o relato do que acontece ali é de cortar o coração. Num país onde imperam a pobreza e a miséria, os próprios pais vendem suas filhas a homens que prometem dar a elas trabalho, roupa e comida. O “contrato” de venda é válido por um período de até 3 anos, quando elas serão devolvidas às suas famílias. O preço pago por uma menina é de aproximadamente 55 dólares e elas são levadas para trabalhar em supostos restaurantes com quartos camuflados nos fundos, onde são obrigadas a receber até 20 clientes por dia, todos os dias. Vocês imaginam a idade dessas meninas? Elas têm entre 10 e 13 anos.

Na verdade, elas nunca voltarão para casa. Quando chegam por volta dos 17 anos, seus “donos” as expulsam do local de trabalho, substituindo-as por meninas mais novas, mais lucrativas. Então elas passam a ser prostitutas de rua, as de pior categoria, as mais baratas. Ali são ainda mais maltratadas e humilhadas, muitas engravidam e seus filhos passam a ser abusados nas ruas ainda bebês. Quantas delas morrem na sarjeta, de doenças ou assassinadas. Conforme o hinduísmo, religião local, os mortos são cremados em templos e lugares sagrados. Essas meninas nem a isso têm direito. Seus corpos são incinerados nos depósitos de lixo da cidade.

Certo dia, o pastor Silvio entrou num táxi. O motorista, vendo que ele era estrangeiro, entregou-lhe um catálogo de meninas entre 15 e 17 anos, e disse: “se o senhor quiser meninas mais novas, tenho como levá-lo a elas”. Ele aceitou, e foi levado a uma casa onde, numa sala, foram enfileiradas diante dele meninas a partir de 10 anos de idade, cabeças baixas, com fisionomias de vergonha e medo. Obviamente ele não escolheu nenhuma delas, isso fazia parte do seu trabalho de “espionagem” e pesquisa. Saindo dali ele passou muito mal por causa do que havia presenciado e pela compaixão que tinha por aquelas crianças, e percebeu a dimensão do trabalho teria pela frente.

Oito anos se passaram desde a sua chegada ao Nepal e, hoje, moram na casa de recuperação 107 meninas entre as restauradas de suas antigas vidas de escravidão sexual e aquelas que estavam potencimente em risco e foram alvo de um trabalho de prevenção. Elas não são simplesmente levadas para aquela casa e deixadas lá. Essas meninas recebem acompanhamento médico e psicológico. A elas é dada a oportunidade de estudar em boas escolas, fazer cursos de sua preferência, são direcionadas profissionalmente (exigências do governo a estrageiros que se propõem a prestar serviço social no país), e tudo isso é custeado pela missão. E o mais importante, elas são levadas a conhecer a Deus, o Deus que as ama e fez brotar no coração do senhor José, do pastor Silvio e sua família, da missionária Roseane e de toda a equipe dessa missão, o Seu amor por elas, pois elas são "as meninas dos Seus olhos". Pude ver fotos de várias delas, garotas que foram jogadas no inferno da prostituição sem direito à escolha, mas que foram regatadas por Deus para viverem uma nova vida. Elas são a prova de que qualquer pessoa, por mais miserável que tenha sido a sua existência, pode ser restaurada por Deus e viver uma vida nova, plena de alegria, curada de todos os traumas, para a glória do Seu nome.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o projeto Meninas dos olhos de Deus, visite o site da Missão Cristã Mundial, que o gere. Lá tem muito mais informações, relatos de experiências com o projeto, fotos e sugestões de como você pode contribuir para a continuidade e crescimento desse trabalho, seja financeiramente, seja em intercessão. Vale a pena se envolver nas causas do Reino de Deus.

Um ótimo feriadão a todos!
Update: Posteriormente à publicação deste texto, recebi um comentátio do próprio Pr. Silvio, missionário citado acima envolvido no projeto Meninas dos Olhos de Deus. Ele faz uma retificação sobre a visita que fez a um bordel em cuja situação teria presenciado meninas nuas. Segundo ele, as meninas estavam devidamente vestidas. Segundo suas palavras, faço a correção deste texto, apenas justificando que tudo que foi escrito acima é baseado na versão apresentada pela missionária que na ocasião trabalhava no projeto, durante um culto que eu mesma assisti.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Blogagem e novidades

A novidade é a minha participação, com uma postagem sobre livros, no blog http://www.elasestaolendo.blogspot.com/, que vocês poderão conferir no próximo DOMINGO. Não deixem de passar por lá. Quanto à blogagem, está logo aí em baixo. Vamos a ela.
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Ares de Europa


Assim é a serra capixaba. Basta olhar para seus habitantes de pele claríssima, rosada, e olhos azuis. As tradições culturais dos antepassados são preservadas e até a arquitetura nos remete a outros lugares, outros tempos...

Já falei várias vezes aqui sobre a região de montanhas do Espírito Santo, não é novidade nenhuma que sou apaixonada por aquelas bandas. Então, não poderia escolher outro lugar para usar como tema da blogagem de hoje que fala de cultura. E essa escolha tem um motivo especial: a imigração européia, especialmente a italiana, que influenciou tanto a cultura local, trazendo deliciosos costumes para essa região tão charmosa.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Os primeiros italianos chegaram aqui no ano de 1874, ainda na época do império, fugindo de uma Itália afetada pela miséria e pela fome. Pensavam ter encontrado o paraíso, mas sua chegada foi, como em todo o Brasil, norteada por muitas dificuldades, desilusões e trapaças. O principal motivo para que o governo imperial aceitasse a imigração, era a substituição da força de trabalho escrava, que já não existia devido à abolição da escravatura. Para tal, eram feitos acordos com os colonos italianos para que viessem trabalhar em troca de terras e favores políticos, porém esses acordos não eram cumpridos. E ainda sofriam maus-tratos e passavam por grandes dificuldades. Além disso, o impacto climático que essas pessoas sofriam era outro problema, e havia as doenças tropicais e a selva, situações com as quais não estavam familiarizados e que se tornavam verdadeiros obstáculos. É conhecida a história do fazendeiro Pietro Tabachi, que juntou cerca de 50 famílias (os primeiros italianos a imigrarem) de Trento, sua terra natal, e as trouxe para trabalhar em sua fazenda, a “Nova Trento”, na esperança de fazer fortuna com o trabalho dos coitados e prometendo a eles mundos e fundos. Ledo engano. A revolta dos colonos patrícios trouxe grandes prejuízos e muitas dores de cabeça para ele, que precisou até de proteção policial.

A primeira colônia Italiana formada aqui no Espírito Santo, a de Santa Teresa, é uma das mais belas cidades do Estado. Fica a 675 metros acima do nível do mar, sendo uma de nossas regiões mais frias, a temperatura média é de 15 graus. É um reduto maravilhoso envolvido pelas montanhas e cercada por grande parte da Mata Atlântica. Uma vista deslumbrante! Os primeiros colonizadores que chegaram, vieram das cidades italianas de Veneto e Trento e a população, hoje, é constituída em 85% de descendentes italianos, além de alguns suíços e alemães.

Apesar de Santa Tereza, assim como outras regiões do estado, ser uma cidade bem caracterizada pela cultura italiana, especialmente pela celebração de festas típicas, pela culinária e pela arquitetura, muito dessa cultura se perdeu. Estudiosos lamentam que a história da imigração não tenha sido documentada em sua totalidade e escrita como deveria, ficando, em vários aspectos, apenas registros populares desse evento. Até mesmo os nomes de muitas famílias se perderam no tempo. Alguns tiveram que trocar de identidade durante a ditadura militar, para driblar perseguições políticas. Uma grande perda para a memória cultural de um povo.

Deixo aqui algumas belíssimas imagens da Santa Tereza compartilhadas pelo site oficial da cidade e também minha homenagem ao povo italiano, que deixou sua terra para fazer a minha mais bonita!



Blogagem coletiva sobre as diversas culturas do Brasil, proposta por Andreia Motta