sexta-feira, 28 de março de 2008

1 ano!


Hoje o Prisma comemora seu primeiro aniversário e eu estou satisfeita por ter conseguido mantê-lo até agora. Em alguns momentos fiquei muito desanimada, sem inspiração para escrever e, por vezes, descontente por ele não ser muito acessado, o que mudou bastante nos últimos meses (hêeeeeee!).

Confesso que por várias vezes pensei e mandá-lo para as cucuias, mas, pensando melhor, resolvi ir levando. E isso foi bom, pois a inspiração voltou, tive boas idéias para compartilhar nos últimos tempos e, o mais importante, conquistei um público adorável e de alto gabarito, que sempre me motiva a continuar a postar.

Escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida. Escrever e cantar, mas vamos deixar a música para outro post, aliás, já escrevi sobre isso.

Durante muito tempo acalentei o desejo de estudar jornalismo. Queria me tornar profissional na arte da escrita. Porém, alguns fatos – que não vou explicar agora – me fizeram desistir da idéia. Como já estava envolvida em áreas administrativas e organizacionais e trabalhando com comércio internacional, acabei focando nisso e me formei em Comércio Exterior. Hoje coordeno o setor administrativo/operacional de uma empresa de mineração.

Ainda assim, não consigo deixar de escrever. Quando criança eu já vivia rabiscando historinhas nos meus cadernos. Na adolescência escrevi vários diários, registrei pensamentos e poemas em prosa num caderno enfeitado, escrevi pilhas de cartas para amigos distantes. Já foi publicado um pequeno artigo meu sobre política no jornal mais renomado da minha cidade e andei escrevendo reflexões para o boletim informativo da minha igreja. Essas eram as minhas únicas publicações até surgir o Prisma.

Quando comecei a ler blogs, há alguns anos, fiquei com uma vontade imensa de ter um, mas pensava que fosse complicado e dispendioso. Depois de algum tempo, soube que havia provedores gratuitos como o blogger.com e o wordpress.com, então vi que era mais fácil do que eu pensava ter um espaço na blogosfera. Foi aí que nasceu o Prisma.

Pode parecer bobagem para alguns, mas para alguém que gosta tanto de escrever como eu, é uma grande satisfação poder publicar meus textos aqui e alcançar um público que, além de acompanhar meus escritos, pode interagir comigo sobre eles. Mas vou contar um segredinho a vocês: a continuação do blog não é minha única pretensão no mundo das letras. Quero muito escrever um livro. Não decidi ainda se será um romance ou uma coletânea de contos, mas estou fervilhando em idéias. Aguardem!

Fico imensamente feliz pelas pessoas que tenho "conhecido" através deste canal. Agradeço de coração a todos que freqüentam este espaço e prometo sempre me empenhar em lhes oferecer uma leitura cada vez melhor. Sem o meu público fiel este blog não teria razão de ser. Vocês também são parte do Prisma, parabéns a todos!

Agora vamos cortar o bolo...


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Blogagem coletiva à vista! Ela acontecerá no dia 18 de abril e é proposta pela Geórgia e a pela Meire. O assunto é o analfabetismo no Brasil. Se você quiser participar, corra até um desses blogs, deixe seus dados, copie o selinho e divulgue!


Fiquei lisonjeada com os selinhos abaixo que recebi do Raphael e a Andréia. Fico feliz em ganhar esses presentes bem no dia do aniversário do Prisma, mas fico ainda mais feliz com a presença e apreciação de vocês por este espaço. Obrigada, queridos! Repasso os selos para a Fabi e para o Ricardo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

A vez dos peixes

Sei que as comemorações pascoais já passaram, mas quero aproveitar os ares que ainda nos remetem à data para contar a vocês sobre um costume da minha terra nessa época.

Como se sabe, muita gente, especialmente os adeptos da religião católica, tem o hábito de não comer carne vermelha durante a quaresma e os festejos pascoais, substituindo o prato por peixe. A explicação é que a igreja recomenda abstinência de certas comidas e a prática de jejum, levando os fiéis a um tempo de reflexão sobre suas crenças. O costume também leva à reverência ao corpo (carne) e sangue de Cristo derramado na cruz. Outra explicação interessante que encontrei na internet se refere a dados históricos. Houve períodos em que a carne não era um alimento consumido diariamente, seu consumo se restringia a dias de festa e alegria. Como a Quaresma e a Semana Santa retratam a morte de Cristo, tira-se o ingrediente que representa a alegria.

Nunca tive esse costume, até porque nunca fui católica e tive meus ensinamentos cristãos baseados na bíblia, a qual não se refere em nenhum momento a essa prática. Muito pelo contrário, na instituição na páscoa dos judeus no Egito, um dos pratos do cardápio estabelecido pelo próprio Deus foi cordeiro assado. E para mim, a morte e ressurreição de Cristo representam a maior alegria que o ser humano pode ter em sua vida, a alegria da salvação!

De qualquer forma, não vejo mal algum em comer ou deixar de comer o que quer que seja. Acho que vale mesmo é a intenção por trás do ato. Uma prática qualquer motivada apenas pela tradição não tem valor algum, mas se ela leva o praticante a uma comunhão maior com Deus, isso é o que importa verdadeiramente.

Acabei desviando o assunto para o lado religioso e esqueci o cultural, que é sobre o que realmente quero falar. Pois bem, voltemos a ele.

Aqui no Espírito Santo, faz tempo que as festas pascoais já viraram sinônimo de rentabilidade no comércio gastronômico. E este post nada tem a ver com ovos de chocolate. Como a maioria das pessoas consome peixe nesse período, a tradição por aqui agregou um toque regional. Aqui não se come simplesmente peixe, mas Torta Capixaba. Seus principais ingredientes são o bacalhau e o palmito, que chegam a custar pequenas fortunas nessa época. Mas o sabor... Hummm... Só comendo para saber. E, por ironia, eu não posso comer!!! Sou extremamente alérgica, já comentei isso aqui. Um pedacinho de bacalhau e meu corpo empola completamente. Tenho mesmo que me contentar só com o cheiro :(



A tradição de comer peixes e mariscos no Brasil, e em especial no Espírito santo, nesta data religiosa vem da época da colonização. A Igreja Católica, como tinha papel muito importante junto ao Estado português, pregava a prática e este a aceitou. Os ricos comiam bacalhau importado de Portugal enquanto os pobres comiam uma fritada de mariscos da região. Mas a tal fritada era tão boa que acabou por agradar à burguesia, e mais tarde, o bacalhau foi adicionado a ela dando origem à torta. O palmito entrou como ingrediente para dar consistência ao prato, visto que era abundante na região e estavam ao alcance de todos.

O mais recente ingrediente que não pode faltar na produção da torta é a panela de barro confeccionada pelas paneleiras capixabas. A confecção da peça tem grande representação no papel social da Grande Vitória. As chamadas “Paneleiras de Goiabeiras”, por se tratar de moradoras do bairro Goiabeiras situado em Vitória, são organizadas numa cooperativa que funciona num galpão aberto à visitação de turistas que desejam adquirir as peças e acompanhar sua produção, que é totalmente artesanal. O barro é extraído da região e a modelagem é manual. Aqui você vê o passo-a-passo da confecção e um pouco mais de história sobre as paneleiras. Então, senhoras e senhores, torta feita em panela que não seja de barro pode até ser torta, mas não é capixaba, hehe!

Ai, ai, toda essa história me deixou com água na boca. Mas já que não posso comer a tal Torta Capixaba, vou ver se consigo fazer uma imitação. Se der certo, depois coloco no Livro de Receitas. E para quem quiser se divertir na cozinha e, de quebra, saborear esse prato tipicamente capixaba, achei uma receita da legítima torta na internet e coloquei aqui para vocês. Bom apetite e comam por mim!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Mais um feriado se aproxima

Sempre fico ansiosa por fins de semana prolongados, pois normalmente planejamos algo especial como um passeio, uma viagem ou simplesmente um bom churrasco em família. E também porque passo mais tempo com o Nil e qualquer programa em companhia dele se torna maravilhoso. Neste fim de semana participaremos de um retiro espiritual com a galera da nossa igreja. Promete ser um grande encontro, num sítio muito bonito nas montanhas (já perceberam como eu gosto daquela região, né) com aproximadamente 100 pessoas. Teremos muitos momentos de lazer, pois o lugar proporciona muita diversão e teremos também momentos de reflexão na Palavra de Deus, louvor e oração. Espero trazer belas fotos para compartilhar com vocês. Como não terei acesso à internet lá no sítio, voltarei aqui somente na próxima semana.

Desejo que todos vocês curtam muito o feriado, comam seus chocolates, façam seus passeios, encontrem suas famílias e amigos, mas parem um pouquinho para pensar no significado desta data, a páscoa. Ela representa, para nós cristãos, a morte e ressurreição de Cristo, o maior ato de amor que alguém poderia ter para conosco.

Como me faltou tempo para escrever um bom texto sobre a Páscoa, deixo para reflexão o que escrevi no ano anterior.

Au revoir!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Às voltas com a cozinha

Neste fim de semana fui parar na cozinha. E com muito gosto. Meu marido estava com desejo de comer macarrão com carne moída, então decidi fazer a sua vontade e preparar o prato.

Não sei por que algumas pessoas desdenham esse tipo de carne. Claro que existem as de péssima qualidade, aqueles restos do açougue que são passados pela máquina de moer para serem vendidos de forma a despistar que se trata de sobras. Não costumo comprar carnes já moídas expostas em bandejas exatamente por isso. Quando compro, escolho um belo pedaço de carne de primeira e peço para o açougueiro moer na minha presença. E acho tão saboroso quanto um suculento bife de filé mignon!

Mas, deixando a modéstia um cadinho de lado, creio que poucas pessoas preparam a tal carne tão bem como eu, hehe. O prato deste fim de semana não deixou nada a desejar, fiz a carne bem temperadinha, com pimentões, tomates, ervas finas e muito, muito carinho! Então o Nil inventou mais um pouquinho de moda: “o que você acha de acrescentarmos uma polentinha?”. O resultado do talharim com a carne moída e, por cima, uma generosa camada de polenta molinha ficou nota 10! Pena que, de tanta ansiedade para provar aquela maravilha eu tenha me esquecido de fotografar para mostrá-la a vocês.

E para ressuscitar meu Livro de Receitas que está esquecido num canto deste blog já faz tempo, deixo o passo-a-passo por lá, para quem quiser tentar. E mais uma dica para um lanche rápido, esse com fotinha.

terça-feira, 11 de março de 2008

Lerê, lerê...

Tem um mês que estou morando no novo apartamento. Um mês é tempo suficiente para organizar tudo, não é? No meu caso, nananinanão! E olha que tenho trabalhado muito quando estou em casa, vocês nem imaginam. O fato de eu ficar fora o dia todo durante toda a semana também influencia na morosidade das coisas, mas não tem outro jeito. O restante das minhas férias só me será concedido em julho (eu acho) e não é possível esperar tanto, até lá essa casa tem que estar em pleno funcionamento!

Os móveis da sala e dos quartos estão no lugar e o que se guarda neles, idem. Mas os armários da cozinha ainda não chegaram. Não tivemos como trazer os da antiga casa. As medidas e disposição da cozinha, especialmente da pia, que dita como deve ser a mobília da cozinha, são fora de padrão, maiores do que os armários à venda para pronta entrega. Rodamos por inúmeras lojas e nada de achar. São sempre menores, e quando complementados com alguma peça extra, acabam ultrapassando as medidas necessárias, uma tristeza. Resultado: tivemos que encomendar armários sob medida que levam 30 dias para chegar. E como foram as últimas peças que compramos depois de dias de pesquisa, ainda faltam 15 dias nesse total de 30. Minhas vasilhas estão todas encaixotadas ainda e o que é mais necessário na utilização diária está sobre a bancada da pia, um horror! Nem posso receber amigos em casa ainda por conta disso. D-E-T-E-S-T-O desorganização. Fico chateada em entrar na cozinha e ver as coisas fora do lugar, mesmo que estejam limpas e arrumadinhas num canto. Mas, paciência.

Por outro lado, o ap está ficando bem bonitinho. Já colocamos cortinas novas e, acredito, em mais um mês tudo estará em ordem novamente (não me atrevo a prever um tempo menor, pelo andar da carruagem). Tenho ficado muito entusiasmada com a decoração, visitando sites e olhando revistas que dão dicas bacanas. Acho interessante essa experiência da mudança. Mesmo que as coisas pareçam estar em ordem, quando nos dispomos a mudar percebemos o quanto temos a melhorar e a transformar. Mudanças nos dão um novo fôlego para o que precisa ser feito, mesmo que seja muito trabalhoso. A aplicação disso à nossa vida, em todos os seus aspectos, daria um excelente post... Ops! Já deu! Escrevi sobre isso quando minha empresa mudou de endereço.

Ainda quero compartilhar detalhes da casa nova com vocês, mas vamos esperar que tudo se ajeite primeiro. Até lá tenho muito trabalho ainda. Mas está sendo bem gostoso repaginar a casa. Cada detalhe novo que coloco nela é comemorado por mim e pelo Nil com muita alegria. É o nosso lar, lugar onde somos muito felizes!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Quase de volta

Saudades daqui... Ultimamente adquiri o hábito de postar duas vezes por semana, na segunda ou terça e na sexta. Nestes últimos dias, porém, precisei de um tempo. Até tentei escrever algo para publicar, mas não deu. Peço desculpas a quem passou por aqui esperando encontrar algo novo e não achou nada. Sigo, aí em baixo, com a blogagem coletiva (amanhã não conseguirei blogar) e espero, em breve, voltar ao normal com as atualizações por aqui.

Quem buscamos ser?

Em vez de fazer discursos inflamados em favor das mulheres e de demonstrar sentimentos feministas e antagônicos aos homens, prefiro lembrar o dia internacional da mulher e basear minha fala de hoje, compartilhando com vocês um “retrato escrito”. Segue transcrição:

"Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias de sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos. É como navio mercante: de longe traz o seu pão. É ainda noite e já se levanta, dá mantimento à sua casa e tarefa às suas servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho. Cinge os lombos e fortalece os braços. Ela percebe que o ganho é bom, a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca. Abre a mão ao aflito e a estende ao necessitado. No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra. Ela faz roupas de linho fino, vende-as e dá cintas aos mercadores. A força e a dignidade são os seus vestidos e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça. Levatam-se seus filhos e lhe chamam: ditosa! Seu marido a louva dizendo: muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas! Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao senhor, essa será louvada! Dai-lhe do fruto das suas mãos e de público a louvarão as suas obras." Provérbios 31:10-31

Este lindo texto foi escrito pelo rei Salomão milhares de anos atrás. Vocês notam alguma semelhança dessa mulher com as mulheres de hoje? Claro que há! Cada uma dentro do contexto de sua época, é bem verdade. Mas, assim como nós e outras mulheres que conhecemos, essa era uma mulher ativa, trabalhadora, cuidadosa com sua família. Uma mulher de negócios, que comprava e vendia, negociava propriedades, produzia para si, para sua família e para o seu comércio. Era uma mulher bem sucedida, que via seus esforços recompensados, pois acordava muito cedo e trabalhava até tarde da noite todos os dias. Tremenda empresária! Apesar de ter marido e família, ela não se dava ao luxo de ser sustentada, mas arregaçava as mangas e ia à luta. E apesar de estar sempre muito envolvida com seus afazeres, encontrava tempo para atender às aflições de quem necessitava de ajuda. Apesar de apresentar-se de forma elegante, não estava tão preocupada em ser bela, pois a beleza se vai e fica a essência. Nota-se que ela era uma pessoa reconhecida e respeitada, tanto pelos seus quanto pelos outros.

Acho que, basicamente, é isso que buscamos. Reconhecimento e respeito. Durante séculos as mulheres desempenharam um papel secundário na sociedade. E mesmo sendo responsáveis por administrar uma casa e criar os filhos, funções árduas e tão dignas como outra qualquer, não eram merecedoras de respeito, admiração e nem mesmo tinham voz ou poder de decisão. Claro que havia exceções, raríssimas, mas a regra era essa.

O queimar de sutiãs foi o grito pela independência. Esse ato proporcionou-nos assumir responsabilidades até então exclusivamente masculinas, como participar da renda familiar, por exemplo. A independência financeira nos fez ir além, nos deu o direito de ir e vir e o poder para tomarmos nossas próprias decisões. Isentou-nos de continuarmos subjugadas a pais e maridos.

Vantagens à parte, não sou adepta do feminismo, nem mesmo simpatizo com muito da filosofia defendida por esse movimento. Acredito que, enveredando por esse caminho de grandes protestos, a maioria das mulheres, ao longo do tempo, foi além daquilo pelo que as pioneiras pretendiam brigar. Em prol da liberdade e da independência, perdeu-se muito de valores fundamentais, como a crença na instituição familiar, por exemplo. A sociedade tem mudado. Surgem novos modelos de família e, em contrapartida, o modelo antigo se desestruturou. Menos casamentos, mais divórcios. As mulheres tornaram-se tão auto-suficientes que os relacionamentos abertos e a produção independente de filhos passaram a ser suas opções de vida. A mulher brasileira adquiriu uma conotação de sensualidade tão grande que, no exterior, passou a ser vista como objeto de desejo e alvo do tráfico humano para a prostituição. Acho louvável que muitas heroínas tenham se sacrificado para que as mulheres de grande parte do mundo pudessem chegar ao nível de independência em que estamos hoje, mas acho também que muitas de nós se perderam pelo caminho e precisam encontrar um meio termo para todo esse processo evolutivo. Para isso, necessitamos de um novo posicionamento das autoridades, do comércio, da mídia, de nossas próprias famílias.

Por outro lado, já existem indícios daquelas que estão insatisfeitas com sua situação de “quase” igualdade com o sexo forte, preferindo voltar à antiga situação de “Amélia, a mulher de verdade”. Mas devemos confessar que seria impossível voltar a esse estilo de vida. Chego a dizer, um retrocesso. Apesar das divergências de opiniões sobre o comportamento feminista, não podemos dizer que ele não nos tenha beneficiado, e muito. Eu não me imagino, de forma nenhuma, passando meus dias em casa, arrumando, lavando, passando e cozinhando e pedindo ao meu marido que me compre um vestido. Nasci num outro cenário, e minha maneira de ver as coisas é diferente desse conceito. Mas há mulheres que se sentem realizadas, obtém respeito e admiração vivendo dessa forma e se sentem felizes assim. Quem as pode menosprezar por isso?

Creio que a mulher de provérbios é um interessante modelo a ser seguido. Reconhecimento, respeito e admiração são adquiridos mediante um bom caráter, trabalho árduo e temor a Deus, sem precisar abrir mão dos seus valores para mostrar-se especial. Essas virtudes, ela nos mostra que tem de sobra. Sejamos as Mulheres Virtuosas do nosso tempo e façamos a diferença no meio em que estamos inseridas. Sejamos autênticas, e não levadas por ondas de modismos. Acima de tudo, estarmos felizes e com a certeza termos desempenhado bem o nosso papel é o que realmente importa.

Este post faz parte da blogagem coletiva sobre a luta pelos direitos da mulher brasileira, proposta pela Liz e pela Meire.