segunda-feira, 28 de abril de 2008

Aviso

Passarei alguns dias sem aparecer por aqui e também nos blogs amigos. Motivo: minha tendinite agravou neste fim de semana. Acho que me esforcei além da conta nas atividades domésticas e isso resultou na minha mão direita inchada e com muitas dores nela e em todo o braço. Como só estou podendo digitar com a esquerda, fica difícil escrever textos, mesmo pequenos como este. Espero ficar boa em breve. Abraços e beijos a todos. Até mais!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Enfim, fotos prometidas

Demorou, mas finalmente consigo postar as fotos do Retiro Espiritual de Páscoa, sobre o qual falei aqui há mais de 1 mês. Passamos 3 dias agradabilíssimos e restauradores para o corpo, a mente e a alma, num sítio lindo em Paraju, região das montanhas capixabas. Hoje não vou escrever muito, vou deixar que post seja contemplativo...

Apesar do nome, não houve ressaca alguma por lá...

Paisagem maravilhosa e um friozinho delicioso à noite e de manhã cedinho...

Momentos: culto; oração dos adolescentes, cabana da maratona de oração, festa brega (ótima!)...

Meu amor e meus amigos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Analfabetismo: o que fazer?

No post de aniversário do blog contei a vocês sobre o meu desejo de escrever um livro. Esse é um grande desejo e já o acalento há alguns anos, mas ainda me sinto despreparada para tal. Quanto mais pesquisas eu faço, mais certeza eu tenho de que ainda preciso percorrer um longo caminho até conseguir escrever algo realmente bom.

Nas minhas pesquisas tenho lido muitas coisas interessantes, entre elas, questionamentos de grande relevância sobre por que escrever um livro. Então pensei: “para quem eu vou escrever se o Brasil não é um país de leitores”? Atualmente há muito mais livros sendo lançados do que leitores para os contemplar.

Uma das causas dessa ausência de público é o analfabetismo pleno que ainda existe por aqui. Enquanto em países da Europa como o Reino Unido, a taxa de analfabetismo chega apenas a 1%, no Brasil ela gira em torno de 11% e o país está classificado em penúltimo lugar entre os países latino-americanos em população alfabetizada. A região mais afetada é o Nordeste, onde 1 em cada 5 pessoas afirma não saber ler nem escrever. Somos prioridade para a UNESCO num programa para erradicação do analfabetismo até o ano de 2015.

No entanto, outra realidade é igualmente assustadora: o analfabetismo funcional. Numa pesquisa feita no fim do ano passado pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil ficou em 53º lugar num total de 55 países examinados. Foi reprovado em ciências, matemática e leitura. Essas são 3 disciplinas essenciais para o desenvolvimento da sociedade num contexto geral e o nosso país não conseguiu ser classificado nem mesmo como “bom” em nenhuma delas. Isso significa que o analfabetismo não é “privilégio” apenas de quem não freqüenta os bancos escolares. A maioria dos estudantes não consegue interpretar um texto simples ou resolver contas básicas. O vocabulário é escasso e o hábito da leitura não existe. Dessa forma, ler e não entender é quase a mesma coisa que não saber ler.

Ser alfabetizado não significa simplesmente saber ler e escrever, na teoria. A educação deve abranger toda a formação intelectual do aluno, levando-o à exploração do raciocínio, fazendo-o pensar e questionar. No entanto, as escolas públicas brasileiras – e muitas particulares também – estão muito longe de poder oferecer um ensino qualitativo. Não há investimento estrutural ou no próprio corpo docente - tanto em quantidade como em qualidade do mesmo - que viabilize uma educação decente.

No que se refere à escola pública, essa falta de investimento nos deixa, no mínimo, intrigados e nos remete a uma antiga questão não respondida: para onde vai a grande carga de impostos que pagamos? Constitucionalmente, a União deve destinar 18% de sua arrecadação anual à educação. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 25%. Não é preciso fazer as contas para saber que, pela nossa carga tributária, haveria muito dinheiro para investir. Mas vamos a uma pequena demonstração. Em 2007 a arrecadação de todos os estados brasileiros, segundo a Receita Federal do Brasil, foi de R$ 448.884.202.245,00 (é isso mesmo, 448 bilhões!). Só esse montante nos daria uma participação de R$ 112.221.050.561,25 para investimento em educação pública, fora a participação da União. É muito dinheiro “disponível” em detrimento de situações como esta (veja a matéria, por favor!).

O que fazer?

Mais uma vez a sociedade tem que assumir o papel do governo, como em tantas outras áreas, e ajudar de alguma forma. Além de empresas que abraçam causas relacionadas à educação contribuindo financeiramente, podemos citar iniciativas que envolvem voluntários, como o projeto Amigos da Escola, da rede Globo e emissoras associadas. Esse projeto visa exclusivamente o voluntariado de pessoas comuns que utilizam suas horas vagas para ajudar no desenvolvimento da educação pública brasileira, conforme suas habilidades e conhecimentos. No site pode-se ter acesso a todas as informações de como participar do programa, tanto para as escolas como para os voluntários.

Outra iniciativa bacana são os festivais de contadores de histórias. Quando bem contadas ou bem lidas, as histórias podem despertar o interesse pelos livros. Assim, quem não sabe ler ou não tem o habito da leitura pode ser motivado a buscá-la a fim de poder, por si mesmo, apreciar as belas histórias contadas e outras mais. Quem falou sobre um desses festivais foi a Simone, contando sobre o evento Boca do Céu, em São Paulo.

Eu nunca estive envolvida com a área educacional. Não tenho muito tino para o ensino. Minha participação se restringe à contribuição tributária, como cidadã de bem que sou e agora tenho a oportunidade, com esta blogagem, de debater e pensar em estratégias de ajuda para erradicar o mal que é o analfabetismo, assim como estimular o trabalho voluntário e, quem sabe, encontrar uma forma de participar ativamente dele.

No entanto, depois dessa análise, percebi que também posso ser útil não desistindo do meu livro apenas por falta de público. Talvez o meu dever seja ir atrás desse público escrevendo algo que ajude a combater esse mal que é o analfabetismo funcional. Mas eu continuo ciente de que devo me preparar incansavelmente para isso. Não quero correr o risco de oferecer ao meu leitor, um produto do nível da educação que nosso país ainda nos oferece, infelizmente.


Este post faz parte da blogagem coletiva sobre o Analfabetismo no Brasil, proposta por Geórgia e Meire, por ocasião do Dia do Livro que é hoje. Se você não participou, ainda dá tempo. Publique seu texto analizando o assunto e dando sugestões sobre como combater esse mal, e passe por um dos blogs citados para informar sua participação na blogagem. Mas tem que ser ainda hoje!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Que tipo de comunicação é essa?

Se tem uma coisa que me preocupa é a comunicação de forma correta, especialmente a escrita. Vivemos um tempo em que não é dada a mínima importância à grafia corretamente empregada, à concordância, à pontuação que faz toda a diferença num texto. Quando uma pontuação é utilizada incorretamente, o texto poderá adquirir significado totalmente inverso ao que o escritor se propôs a comunicar.

Os sistemas de conversação on-line têm contribuído grandemente para o “emburrecimento” das pessoas, especialmente de crianças e adolescentes, quanto à escrita. Entende-se que todas aquelas abreviações e atalhos da comunicação instantânea pode ser aplicada para qualquer outro fim. O problema é que as pessoas se acostumam a escrever dessa forma e se tornam passíveis de cometer gafes graves, como usar essas abreviações num e-mail de cunho profissional, por exemplo.

Outro problema são os vícios. Há algum tempo atrás fiz uma colocação aqui no blog sobre o “gerundismo” (aqui e aqui), ao que houve certa discordância nos comentários. Na ocasião esclareci que a utilização do gerúndio é correta, desde que utilizada para expressar uma ação simultânea, que ocorre no presente. De outra forma, torna-se um vício de linguagem. Esse, especialmente, tem-se alastrado como uma praga.

Vou contar um episódio que seria cômico se não fosse trágico - pelo menos no que diz respeito ao assassinato da língua portuguesa - que me levou a escrever sobre esse assunto. Eu e o Nil compramos uma lavadora de roupa, de uma marca líder no segmento, em janeiro passado. A máquina não apresenta um bom funcionamento e os resultados não são os esperados. Sendo assim, Nil entrou em contato via e-mail com a assistência técnica antes de solicitar a troca do equipamento e constataram que uma peça precisa ser substituída. Finalmente, ele recebeu um e-mail confirmando a data da troca da peça, o qual eu transcrevo abaixo, exatamente como foi editado pela pobre criatura da assistência técnica, exceto seu nome, claro:

“Boa Tarde
Vamos está retornando à residencia para está concluindo o reparo, vamos está trocando a placa eletrônica com chave fixa 64800254, irei está agendando atendimento para amanhã dia 11/04, teria alguma preferecia de horario??????

Att, Fulana”

Tem cabimento uma coisa dessas? Além da quantidade de “ando” e “indo” totalmente desnecessários, falta pontuação em alguns casos e sobra em outros. E aonde foram os acentos das palavras? Além disso, o verbo “estar” que deveria ser colocado no infinitivo para concordar com o gerúndio erroneamente empregado, foi usado (4 vezes!) na 3ª pessoa singular do indicativo. Nada a ver!

Diante de uma situação dessas entendemos porque o Brasil foi reprovado em leitura no exame da OCDE no ano passado. Quem tem o hábito da leitura escreve corretamente. Já quem não tem, causa indignação às pessoas enviando um e-mail desse tipo... Triste!

Aproveito esse gancho para lembrar a todos da blogagem coletiva sobre o analfabetismo no Brasil que acontecerá em 18/04. Passem lá no Saia Justa e vejam como participar.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pela estrada a fora...

Hoje quero apresentar-lhes um pouco mais de Vila Velha e Vitória, mas apenas com imagens. Não vou contar sobre história nem sobre costumes daqui. Só colocarei legendas nas fotos para situá-los.
As imagens foram feitas por mim na ida para o trabalho. A qualidade não está 100%, pois fotografei de dentro do carro, pelo vidro. Também por ser um veículo pequeno, não pude revelar melhor a vista da Ponte, que é mais ampla e bonita do que é possível ver nas fotos. Apesar de tudo, espero que gostem.

Saindo de casa, rumo à avenida da praia em Itaparica...
Já à beira-mar, enquanto uns vão trabalhar, outros fazem exercícios...

Na Praia da Costa, saindo da beira-mar rumo à 3ª Ponte...

Uma paradinha no sinal para fazer brincadeirinha...


Na 3ª Ponte, vista do Convento da Penha...


Ainda na Ponte, ela liga Vila Velha a Viória...

Saída da Ponte, fila para o pedágio...


Saindo do pedágio, já pertinho do meu trabalho!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Só um pouquinho de consciência ambiental mal faz mal a ninguém

Minha cidade tem vivido um drama nos últimos anos. As mudanças climáticas ocorridas em todo o planeta têm trazido fortes chuvas aqui para o Espírito Santo, coisa que há algumas décadas não se via. O interior do estado tem sofrido com as enchentes e alagamentos enquanto a população sofre desabrigada. Aqui em Vila Velha a situação não chega a tanto, mas o tráfego se torna quase impossível em algumas regiões quando cai uma chuva mais forte. O Governo do Estado e a Prefeitura dizem tomar as providências para diminuir os estragos causados pelas chuvas, mas por enquanto não se vê nenhum resultado. A população cobra e reclama soluções políticas, mas é a principal causadora dessa situação.

Infelizmente, é comum vermos pessoas enchendo a via pública de lixo. É vergonhoso passear por nossas lindas praias e ver latas de refrigerante e cerveja, papéis e palitos de picolé, coco verde, entre outros detritos, “enfeitando” sua areia ou sendo levados e trazidos por suas ondas. Saboreia-se uma bala na rua e o papel que a envolvia é atirado na calçada, assim como guimbas de cigarro, sacolas de chips, guardanapos de papel, garrafas pet... ... ...

É intrigante ver como tantas pessoas sofrem as conseqüências dos seus atos e não conseguem mudá-los. Muitas campanhas são feitas para conscientizar a população quanto à limpeza urbana e a melhoria do meio ambiente, mas parece que o desleixo e o descaso pelo seu próprio bem-estar já faz parte da cultura.

Por outro lado, não sou inocente ao ponto de pensar que o fato de eu usar a lixeira, consumir papel reciclado ou ser ecologicamente correta de alguma maneira, vai salvar o planeta. Pasmem, mas não acredito na salvação do planeta! Muito do que se prega sobre consciência ambiental faz parte de modismos e fontes de lucro. Se captação de água da chuva não tivesse seus rendimentos, alguém estaria preocupado em aderir somente para que as próximas gerações tenham água? Alguns gatos pingados, talvez. Minha convicção é de que TUDO que tem um início tem um fim, e com a Terra não será diferente. O máximo que conseguiremos é retardar os efeitos.

Lutar contra Titãs é demasiadamente injusto. Enquanto fazemos a “nossa parte” para salvar o planeta, os Estados Unidos, maior poluidor industrial do momento, dá as costas para o Protocolo de Kyoto, fazendo assim a “sua parte” para acelerar o processo de destruição. Além dos States, a China, outro enorme emissor de gazes poluentes, já afirmou que não prejudicará seu crescimento econômico adequando-se a programas de proteção ao meio ambiente. O que está destruindo o mundo é a ambição dos homens e contra ela não há armas nem estratégias.

Ainda assim, defendo políticas justas e coerentes com a realidade, que visem melhor qualidade de vida aos cidadãos. Ser educado e engajado em conservar e manter limpo e agradável o ambiente onde vivemos, enquanto ele durar, é algo que eu aplaudo, e agradeceria muito a quem aderisse aos bons modos para que eu e todos os outros não nos víssemos ilhados pela cidade afora a cada vez que a chuvarada cair.

P.S. 1 – O assunto deste post foi uma sugestão do Flávio, um dos meus leitores.
P.S. 2 - Sei que este meu ponto de vista é meio contraditório, mas quem não o é de vez enquando?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pai nosso que estás no céu...

Ultimamente tenho sido muito motivada a orar. Compelida mesmo. Parece que esse assunto tem me bombardeado por todos os lados.

Na minha igreja, como na maioria das outras, há um dia na semana em que o culto é dedicado à oração, mas neste ano, levantou-se um propósito de que as reuniões sejam diárias, de segunda a segunda. Claro que nem todos participam, mas há pessoas realmente engajadas que comparecem continuamente, mesmo que alternadamente.

No retiro em que estivemos na semana retrasada, organizamos uma maratona de oração durante 48 horas. Nesse período não teve um minuto sequer em que não houvesse alguém orando. Foi preparada uma cabana de folhas de coqueiro à beira dum rio, bem retirada da movimentação, onde podíamos ficar a sós com Deus durante uma hora inteira. Foi uma grande experiência!

Também tenho lido sobre oração em livros, revistas e até em blogs, especialmente nA Gruta do Lou. A propósito, sua visão e prática de oração têm características muito autênticas e peculiares, chega quase a ser um duelo de palavras com Deus, rsrs. Tudo isso tem sido muito motivador, mas uma coisa me intriga: mesmo sofrendo toda essa “conspiração”, não consigo exercitar como deveria.

Procuro orar todos os dias, mas, não obstante a grata experiência das horas de oração no retiro (eu orava sempre de 16 às17h), sinto-me muitas vezes cansada e desmotivada a orar. É extremamente constrangedor enumerar meus fracassos diante de Deus e ainda ter coisas a pedir, mesmo não tendo agido com como deveria. Isso me deixa desconsertada diante dEle e, muitas vezes tenho a impressão de que não obterei Suas respostas. No entanto, continuo me sentindo incomodada e a orar.

Pensando em tudo isso observei que, em minhas orações, sempre peço ao Senhor que reacenda em mim o desejo da comunicação com Ele. Lembro-me de quando era bem jovem e passava momentos preciosos em oração, muitas vezes de madrugada. Como era maravilhoso e como sou saudosa dessa época de minha vida! Esse incômodo constante por orar, do qual falei acima, é a resposta a esse pedido. Decidi que agora preciso começar a pedir forças para agir. Apesar de o desejo existir, muitas vezes a disposição não vem com ele, então preciso conseguir lutar contra a preguiça e o desânimo e me dispor a estar diante do Senhor. Ele fez a Sua parte, agora preciso fazer a minha.

Como somos dependentes de Deus! Até o nosso falar com Ele precisa ser movido pela Sua misericórdia por nós. Deus não “precisa” que nos importemos em falar com Ele, mas Ele se importa verdadeiramente conosco e quer manter um relacionamento estreito com seus filhos. A causa de sua insistência revela o Seu grande amor por mim, apesar dos meus fracassos. Acho que Ele tem muito a falar comigo.