terça-feira, 25 de novembro de 2008

Gosto X Não gosto

Hoje, sem mais nem menos, eu me vi pensando em situações que me provocam reações extremas: algumas que eu adoro, outras que eu odeio. Vou descrever o que lembrei. Mas isso não é um meme, e não vou passar a “tarefa” para ninguém, rsrs. Eu só quero mesmo compartilhar um pouco de mim com vocês. Caso alguém mais se habilite... Fique à vontade!

Eu amo sentir frio. Mas estando agasalhada, claro. Gosto da temperatura fria no quarto, mesmo estando sob um edredom bem fofinho. Amo sair de casa com aquele ventinho gelado batendo no nariz. Muito gostoso! Acho que é por isso que eu gosto tanto da região de montanhas capixabas.

Amo receber pessoas em casa para um jantar, um lanche ou qualquer coisa que envolva comida. Ou fazer uma comidinha só para mim e o Nil mesmo. Cozinhar é uma atividade que me dá um prazer imenso. E esse prazer começa no supermercado, enquanto escolho os ingredientes; passa pela minha cozinha, enquanto preparo o prato e termina na mesa, enquanto o degusto em companhia das pessoas queridas. Um verdadeiro ritual!

Adoro abraço! Não sei explicar direito a sensação que toma conta de mim durante esse contato. Não sei ao certo se é acolhimento, proteção ou simplesmente troca de carinho. Só sei que gosto muito de abraçar e ser abraçada.

Adoro massagem nos pés! Eu tenho um problema de dores nessa região que ainda não consegui diagnosticar. O tempo máximo que consigo ficar de pé de forma confortável é de uns 15 minutos, depois disso posso procurar um assento, rsrs. Por isso, quando Nil massageia meus pés é como se eu estivesse nas nuvens.

Mas... Há coisas que eu detesto na mesma intensidade dessas que gosto. Por exemplo, chuva. Como eu detesto chuva! Sei que é meio ridículo, que todos nós precisamos dela, que é Deus quem manda, blá, blá, blá, mas não posso fazer nada quanto a esse sentimento, é maior do que eu. Não suporto ter que sair de casa quando está chovendo, acho péssimo pisar em lugares molhados e enlameados e detesto me molhar, especialmente os pés - exceto quanto estou no banho ou lavando algo em casa, claro.

Sabe quando colocamos a mão em alguma superfície ou pegamos algo e ele está molhado? Arghhhh! Odeio! De vez em quando isso acontece comigo. Por exemplo, vou ao banheiro no escritório e quando pego na maçaneta para abrir a porta ela está molhada - porque o(a) bonito(a) que foi antes de mim não “pensou” em enxugar a mão antes de sair -. Eu sei que é só água, mas me dá um nojo!

Não suporto música alta. Primeiro, porque acho inadmissível estar num ambiente onde a comunicação fique prejudicada por causa de barulho excessivo e desnecessário. Por várias vezes fui à casa da minha irmã e ela não conseguia ouvir a campainha por causa do som, e eu ficava com cara de boba na porta. Segundo, porque em relação à música brasileira contemporânea não dá pra ouvir de tudo e há algumas “coisas” que não admito ouvir mesmo, justamente aquelas que meus antigos vizinhos me obrigavam a escutar. Então, se não quero ser obrigada a ouvir a música dos outros, creio que eles também não sejam obrigados a ouvir a minha.

Acho que eu quis escrever isso pela recente ocorrência de duas das situações que eu destaquei, uma positiva e outra negativa: umas comidinhas gostosas que tenho preparado aqui em casa – hummm! – e a chuva que tem castigado o Espírito Santo há duas semanas deixando muitos desabrigados e alguns mortos. Das comidinhas eu conto outra hora e, quem sabe, reativo meu Livro de Receitas que está esquecido há meses. Quanto à chuva, só temos que lamentar e aguardar que as comportas do céu se fechem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um desejo do meu coração

Canção "Abraça-me" de David Quilan, com participação de Heloísa Rosa.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adoção, um ato de responsabilidade

Quando falamos em adoção, o que normalmente nos ocorre é a visão de um ato heróico, solidário, amável, altruísta. E realmente não deixa de ser. Mas, na maioria das vezes, nos falha a percepção de que essa é uma atitude que deve ser tomada com total consciência e com os pés bem cravados no chão. Antes de ser um ato de amor tão somente, deve ser um ato de extrema responsabilidade. Digo isso porque já tive um caso de adoção na família e que, infelizmente, não foi bem sucedido.

A visão um tanto romântica e a falta de informação e de pesquisa sobre o assunto, muitas vezes leva as pessoas a tomarem decisões sem antes refletir sobre elas. Isso aconteceu com uma das minhas irmãs. Ela e o marido acompanharam minha cunhada, que queria adotar uma menina, à casa de uma mãe que estava doando os quatro filhos. Chegando lá minha irmã viu um menininho de dois anos sentado embaixo da mesa comendo um prato de arroz com feijão. Num impulso, ela e o marido resolveram ficar com o menino. Até aí “tudo bem”. O problema é que eles não tinham perfil de pais adotivos. Nunca antes tinham falado a respeito, não planejavam isso e não estavam emocionalmente preparados para receber o menino. A adoção foi baseada num ato de piedade momentânea.

Em casa, a distinção entre o filho adotivo e o filho natural era evidente, por mais que não fosse intencional. Parte da nossa família rejeitou o menino pelo simples fato de ele ser negro. E finalmente, o casamento de minha irmã desmoronou e ela ficou com a responsabilidade exclusiva de criar uma criança que ela nunca quis de verdade. Tornou-se agressiva e intolerante com ele. Isso resultou na total insubordinação do menino e na sua saída de casa aos 15 anos. Hoje ele já é maior de idade e vive na criminalidade, como todos os seus irmãos biológicos que ele sequer conheceu. Uma catástrofe lamentável!

Infelizmente esse caso não é o único, conheço outras situações de adoção frustrada. E eu me pergunto: por que um ato tão sublime resultaria em experiências tão tristes? Posso citar pelo menos três razões. Primeiro, porque a responsabilidade do ato nem sempre é levada em conta. Muitas vezes falta ao casal pesar as conseqüências e se perguntar “realmente QUEREMOS adotar?”. Segundo, porque o preparo emocional e psicológico dos pais raramente faz parte do processo de adoção. Há que se considerar que haverá conflitos a serem geridos, especialmente se se tratar de uma criança já crescida e com uma vivência em ambiente problemático, isso requer maturidade e capacidade psicológica. Terceiro, porque a motivação para se adotar quase sempre é equivocada. O interesse em proporcionar um lar a uma criança está em quinto lugar na lista de motivações para a adoção. Em primeiro está a impossibilidade de se ter filhos naturais, ou seja, o que me motiva é a MINHA necessidade, prioritariamente. Muitos casais, se pudessem ter filhos, jamais adotariam um.

Ao contrário do que se possa imaginar, não sou contra a adoção, de forma alguma. Só quero deixar claro que nem todos estão prontos para ela, e romantizar pode ser um erro fatal. Eu vejo a adoção como um dom, uma capacidade toda especial de aceitar e lidar com o diferente. Apenas quem tem esse dom é capaz de ser feliz e realizado nessa empreitada. Filhos naturais terão o nosso sangue, os nossos genes, sairão a nós. Mas, e os adotivos? Por mais que se diga que importante é dar amor e educação, há uma herança genética que se manifestará todos os dias e trará à tona grandes diferenças, conflitos emocionais e pessoais e é aí que entra o dom de lidar com essas situações, amenizando-as e tornando-as um mero detalhe. Haverá a ausência de um referencial familiar a ser criado ou, pior, poderá haver um referencial destruído a ser reestruturado. Imagino não ser tarefa para qualquer um, apenas para pessoas muito especiais.

Costuma-se distinguir filhos naturais e adotivos como os da barriga e os do coração. Estes, além de filhos do coração deveriam ser chamados também de filhos da razão. Menos romântico, mas bem mais realístico.

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Este post faz parte da Blogagem coletiva "Adoção, um ato de nobreza", proposta pela Geórgia e pelo Dácio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Meu momento

Estudando. Estudando muito. Isso é quase só o que tenho feito. Trabalhando também, mas em menor escala. Não por vontade própria, mas em razão de algumas circunstâncias alheias à minha vontade.

Vivendo uma fase de profundas transformações. Mudanças de valores, crenças, convicções. Analisando e conhecendo os outros e a mim mesma. Desejando algo antes indesejável. Inacreditável!

Conhecendo o cuidado de Deus de uma maneira que me era desconhecida. Pelo menos ao pé da letra. E ficando maravilhada com isso. E aprendendo a depender exclusivamente dEle.

Empenho. Desvelo. Dedicação. Esforço. Fé. Palavras que têm feito muita diferença nas minhas ações nos últimos tempos. Acho que nunca antes as entendi ou as pratiquei como agora.

Vivendo o hoje. Esperando ardentemente pelo amanhã.

Mudar. Essencial, mas tão dolorido!