quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Recital

Quero compartilhar com vocês o primeiro recital desta minha volta aos estudos de música. Aconteceu ontem e foi bem legal. Fizemos uma apresentação de coral cantando a música “Medieval Glória”, uma canção dos tempos dos mosteiros medievais. Além da nossa, houve várias outras apresentações, como piano, flauta, violão e cantores solo. Tudo lindo!


O grupo com o qual eu apresentei.


Eu e, ao lado, meu professor cantando Ravel.

Lindo dueto de lautas e solo de violão.

Minha professora tocando Chopin e eu com meus professores.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fim de ano é sempre uma loucura!

Apenas para explicar que não sou uma pessoa desequilibrada, o motivo da minha bronca no último post era um problema que eu precisava resolver junto à concessionária de energia elétrica e fui enrolada durante três meses pela empresa. Infelizmente, quando não há concorrência, a prestação de serviço é uma lástima, para não dizer desrespeitosa e sem nenhum profissionalismo, capaz de tirar qualquer um do sério. Mas... tudo já foi resolvido (já!!!) e estou tranquila de novo! :))

Voltando ao título do post, esse é o motivo do meu sumiço. Ando tão atarefada que não dá tempo de parar para escrever, pois quando faço isso gosto de gastar tempo com o texto, algo que me falta no momento.

A minha rotina de trabalho não é tão tranquila quanto na empresa anterior e, raramente consigo parar durante o dia para escrever. Além disso, estou envolvida com atividades extras que têm me exigido bastante atenção. Desde setembro comecei a dar um curso de iniciação musical para uma pequena turma e estamos preparando duas músicas para apresentar na finalização do curso no dia 06/12. Também voltei a ter aulas de música uma vez por semana e estou participando de uma cantata de natal que fará várias apresentações durante todo o mês de dezembro.

Como vêem, estou respirando música! E tudo isso exige ensaio, preparação e muito estudo.

Mas, no meio de tudo isso, achei um tempo para relaxar há dois fins de semana num hotelzinho bem gostoso em Ubu, uma das praias do Estado. Na verdade, eu e Nil estávamos participando de um Encontro de Casais, um evento muito gostoso que tinha a finalidade de discutir a vida a dois (fotos abaixo).

E, apesar do momento estimulante e produtivo, aguardo ansiosamente por férias...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que fazer?

O que fazer quando manter a fineza só faz estender um problema?
O que fazer quando as palavras já não conseguem soar serenas?
O que fazer quando todo o estoque de educação já está no fim?
O que fazer quando apenas pensar na situação faz os nervos repuxarem e os músculos retesarem?
O que fazer quando tudo que se quer é agarrar o sujeito pela garganta e apertar até que um palmo de língua dele fique para fora da boca?
Digam-me, o que fazer???

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Escrever, algo a ser aprendido


As pessoas que lêem meus textos normalmente os elogiam. Dizem que escrevo bem, que tenho criatividade e que consigo comunicar minhas ideias de forma clara e coesa. Alguns já me perguntaram como consigo fazer isso, ou o que sugiro para que consigam o mesmo.

Primeiro, apesar de, na maioria das vezes, eu gostar dos meus próprios textos, penso que há um longo caminho a percorrer para que eu possa ostentar o adjetivo de boa escritora. Ainda carrego inúmeras deficiências nessa área, às vezes difíceis de superar. Acho que é por esse sentimento que ainda não consegui dar vida ao sonho de escrever meu livro. Mas também percebo que quanto mais escrevo, melhor me torno nesse ofício. Então, se tiver que orientar alguém neste quesito, a primeira regra seria: comece a escrever.

É ingênuo pensar ser possível tornar-se um bom escritor de uma hora para outra. A escrita exige um mínimo de interesse pelo estudo da língua e o gosto por colocar os pensamentos no papel. As primeiras tentativas podem parecer catastróficas, mas antes de sentir-se frustrado, saiba que o exercício é que torna a prática de qualquer coisa algo agradável. Tenho o hábito de escrever desde a adolescência, mas, se pego os meus diários e começo a ler os textos de décadas atrás, que lástima! Incoerência, falta de clareza na exposição das idéias, inúmeros erros de grafia! Sem dúvida, foi uma grande evolução até aqui.

A segunda e mais importante dica que eu daria a quem deseja ser um bom escritor é: leia muito! A leitura expande os horizontes intelectuais de uma pessoa. Além de ampliar seus conhecimentos e torná-la mais questionadora, uma boa leitura aguça o senso de organização das ideias, característica essencial para que uma escrita seja bem compreendida. Não há nada pior do que ler um texto em que as ideias estejam entrecortadas e sem conexão. É como querer montar um quebra-cabeça colocando as peças nas posições erradas. Por mais que elas pertençam a um mesmo contexto, dificilmente a imagem será bem apreciada.

Recapitulando, as características básicas que fazem um bom escritor são: o gosto pela escrita e o aprimoramento da mesma pelo seu exercício e pela leitura incansáveis. Algo que também ajuda bastante é a dedicação em fazer bem feito. É comum percebermos, especialmente no meio amador, aqueles que não revisam seus textos, que jogam as ideias de forma aleatória, que mantêm um vocabulário pobre e ainda optam por utilizar vícios de linguagem. Não tenha preguiça de utilizar um bom dicionário, tanto para conferir a grafia, quanto para saber se o seu significado cabe no contexto em que está sendo utilizado, e, ainda, como meio de diversificar uma mesma palavra dentro do texto, tornando-o mais rico.

Nunca subestime seu texto. Em qualquer que seja o meio que ele veiculará, ou qualquer que seja o seu objetivo, ele o valorizará como escritor... ou não.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

7 anos...


... e parece que foi ontem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Empreendedorismo


Quando almejamos ou planejamos tomar alguma atitude, nunca sabemos o que acontecerá a partir dela, e é perfeitamente comum a qualquer pessoa normal sentir medo quando está para dar um novo passo que a levará a algum lugar incerto. Por mais que tenhamos feito estudos, previsões, consultado estatísticas e chegado a supostas conclusões, mesmo que baseadas em fatores reais, o futuro é sempre uma incógnita. Isso se aplica especialmente quando falamos de carreira profissional.

Vivemos dias em que se manter no mercado de trabalho requer que sejamos verdadeiros heróis, dotados de todo o tipo de virtude e talento e, ainda, dispostos a desenvolver quantos mais se fizerem necessários ao longo da jornada. Obter todo o tipo de capacitação e deter todo tipo de informação é vital para se sair na frente nessa frenética corrida pelo ideal de carreira. Quando iniciamos em algum ramo desse mercado, é automático nos adaptarmos a esse cenário. Ele vai se tornando real e, automaticamente, vamo-nos moldando a ele – ou não sobrevivemos.

Quando, porém, nos lançamos a um novo desafio, uma nova característica se torna essencial: ser empreendedor.

Tenho visto, ouvido e lido sobre pessoas que, no auge de suas carreiras, optaram por mudar de rumo. De repente descobriram que não se realizavam com o que faziam e passaram a buscar um novo caminho, ou surgiu uma necessidade que as colocou diante de uma nova opção e elas seguiram em frente, alçando seus objetivos com sucesso. Em todos os casos, fazia a diferença o fato de elas serem corajosas, visionárias, inovadoras, insatisfeitas, sonhadoras, criativas, estrategistas, dispostas a correr riscos, altamente motivadas e motivadoras e com iniciativa. Tudo isso engloba o ser empreendedor.

Ultimamente tenho avaliado bastante a palavra “mudança” e ela vem atrelada à outra muito interessante: metamorfose. Mudar é extremamente difícil, é um processo muitas vezes doloroso e demorado, mas, como ocorre com a lagarta, que belo futuro! Alcança-lo, porém, requer atitudes agressivas e bem planejadas. O empreendedorismo é o que faz a diferença nas nossas escolhas. Seu impulso vai nos motivar a seguir adiante; sua ausência nos manterá na inércia, ainda que insatisfeitos.

Tenho procurado essas características em mim e percebo que ser empreendedor é muito mais um traço de personalidade do que algo que se possa desenvolver. Apesar de ver muito disso em mim, uma ponta de medo e incerteza permanece...
Imagem: pesquisa Google.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hum... Delícia!

Ontem recebi amigos para o jantar. Adoro! Mas, ter que preparar uma boa comida em plena quinta-feira, após um dia inteiro de trabalho e tendo apenas 1 hora a meu favor, é complicado, tive que optar por um prato prático e rápido, sem dispensar o bom gosto.
Ficaram curiosos? Então vejam o que eu preparei para minhas visitas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Feriado Maravilhoso!

Foram quatro dias deliciosos curtindo a peculiar hospitalidade mineira. Ontem foi aniversário da cidade de Vitória então pudemos esticar nosso passeio por mais um dia. Eu, Nil, minha irmã e o marido em visita à minha sobrinha.

Ah... Pena que acabou!
Visita ao Estádio Governador Magalhães Pinto, vulgo Mineirão.
Ainda Mineirão e Lagoa da Pampulha.
A região da Lagoa é muito bonita! Inspira um passeio a dois...
Igreja de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer e uma paradinha para o almoço.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O que é o sucesso?

Tenho me feito essa pergunta constantemente nos últimos tempos. O dicionário me diz que ter sucesso é obter êxito, bons resultados no que se faz. Mas, será apenas isso? Posso ter um bom resultado em qualquer coisa que me dispuser a fazer desde que me dedique a ela, independente de aquilo ser importante para mim ou não. Sob o meu ponto de vista, não há sucesso completo se não houver prazer na realização.

O sucesso pode ser percebido e aplaudido por qualquer pessoa, mas se não é seguido de realização pessoal pode até adquirir um gosto de fracasso. Posso ser, por exemplo, uma ótima secretária, pois meu senso de responsabilidade me diz que devo desempenhar bem o meu trabalho, no entanto, posso detestar o que faço e almejar por desenvolver atividades que dão prazer. Isso significa que o sucesso que obtenho em minha profissão - a satisfação de meus superiores, os elogios ao meu desempenho e meus ganhos financeiros - não me torna uma pessoa realizada. Isso, definitivamente, não é sucesso.

O que motiva a escolha de nossas carreiras profissionais? Dois são os agravantes que nos levam a fazê-las de forma errada. Primeiro: a maioria de nós, brasileiros, somos lançados ao mercado de trabalho por necessidade. Isso significa que muitas vezes não optamos por uma carreira, mas nos adequamos àquela oportunidade que tivemos a “sorte” de conseguir. Segundo: mesmo quando temos a oportunidade de optar, essa decisão normalmente é tomada cedo demais, na época do vestibular, por volta dos dezessete, dezoito anos. É realmente muito difícil acertar, uma vez que não se é tão maduro e experiente nessa idade para se fazer boas escolhas. Admiro quem consegue.

Diante de tudo isso percebo que, cada vez mais, as pessoas estão mudando de rumo. Acabamos nos dando conta de que trabalhar apenas pelo sustento se torna tão desgastante que o bom desempenho ou os ganhos razoáveis em detrimento do prazer da realização não valem à pena. O verdadeiro sucesso tem que começar no nosso interior.

Mas, como mudar? Quais são as dificuldades de se optar por outra carreira quando não se é tão jovem? Não seria arriscado? Vale à pena abrir mão dos planos pessoais em nome da busca por uma nova carreira? Tantas questões envolvem esse assunto...

Falaremos sobre elas em posts futuros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quem somos?

"Ainda que percamos
toda a lembrança de nós mesmos,
sempre seremos
o que fomos
um dia."
Ouvi essa frase de uma pessoa que vivenciava, em relação a alguém de sua família, a perda da memória causada pelo Mal de Alzheimer.

Para quem não tem muita informação sobre essa doença degenerativa, o esquecimento de fatos recentes é um dos seus primeiros sintomas que, a princípio, pode ser confundido apenas com “coisas da idade”, mas que se agrava bastante com o avançar da doença. É como que viver do passado.

O Mal de Alzheimer é uma espécie de demência que até o momento não tem cura e não se sabe a causa. Alguns afirmam que o exercício constante da mente como leituras e atividades criativas e produtivas podem retardar ou mesmo evitar o desenvolvimento do processo doentio, mas essas teorias não passam de cogitação, nada foi comprovado até hoje.

Acredito que o sintoma mais cruel dessa doença é a degradação social. Não apenas pelo esquecimento dos fatos e das pessoas, mas pelo comportamento inadequado que o doente passa a ter. Ele perde o senso de responsabilidade e a noção do ridículo. Passa a agir como uma criança indisciplinada. Perde a dignidade. Conversar com alguém acometido pelo Mal de Alzheimer é perceber claramente que ele não “bate muito bem da cuca”. Muitos o olham de soslaio e aproveitam a primeira oportunidade de se afastar do “maluco”. É o mal e velho preconceito.

Isso nos leva ao título e à frase inicial do texto. Quem somos?
A experiência que tenho vivido me faz acreditar que os costumes, crenças e atitudes alimentadas no decorrer de nossa existência são refletidas nesse triste momento. Aquilo que fomos ao longo de nossa vida fará toda a diferença quando formos reduzidos a nada. Uma grande pessoa sempre será olhada com respeito, mesmo quando sua própria mente o diminuir.

Vale muito à pena fazermos de nossas vidas algo bom. Granjearmos uma família amada e feliz, colecionarmos amigos verdadeiros, doarmos um pouco de nós mesmos em benefício dos outros, aquecermos nosso intelecto, vivermos o máximo de momentos felizes que nos for possível. Isso significa cuidar de nós mesmo e do nosso futuro, qualquer que seja ele. Quando o presente se for de nossas mentes o que restará? Um arquivo de alegrias ou uma gaveta sombria, empoeirada e triste?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Novo visual!


E eu amei!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Um lugar inspirador



Não é nenhuma novidade o meu gosto por mostrar minha cidade aqui no Prisma. Por mais que ela seja considerada, ainda, um lugar provinciano e pouco conhecido, eu sempre me encanto com as paisagens que meus olhos descobrem.

As fotos acima foram tiradas da janela do prédio onde eu trabalho. Tenho o privilégio de me deslumbrar com essa vista todos os dias. Na primeira foto, a Terceira Ponte liga Vitória a Vila Velha, minha terrinha que aponta tímida por trás das montanhas verdes ao longe.

A segunda foto mostra a parte mais à direita, um espaço destinado a eventos que se chama Praça da Paz. Gosto bastante de passear por ali no horário do almoço. Lá no final, a praça se debruça sobre o mar em forma de deck com bancos de madeira onde podemos nos assentar e ficar apreciando as ondas que se desfazem de encontro às pedras logo abaixo dos nossos pés. O som das águas soa como uma música dos céus.

Para mim este é um lugar muito inspirador. Inspira minhas orações. Sempre vou ali para conversar com Deus, o Criador dessa natureza que O revela tão perfeito e tão grandioso!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bioagradável?


Passei uma semana bem “ruinzinha” com a gripe que não me poupou. Mas já estou nova em folha outra vez, pronta para curtir o feriadão a parir de manhã. :)
***

Estava lendo o blog Coisas Frágeis e me deparei com a sugestão: “Seja Bioagradável”. O texto dizia sobre pessoas que são capazes de expressar atenção, amor, solidariedade e respeito pelos outros.

A princípio, pode-se pensar que esta é uma postura comum à maior parte das pessoas, mas, na prática, não é. A maioria delas vive tão centrada em si mesma que ao menos ser gentil e amável com os outros se torna algo dispensável, e nos admiramos quando encontramos alguém com tais características.

Esse texto me fez lembrar de uma situação vivida há poucos dias. Fui com o Nil levar meu pai ao hospital para fazer a troca da sonda uretral que ele usa há mais de um ano. Esse é um processo repetitivo e extremamente desconfortável para o papai. Nessas situações é comum encontrarmos “profissionais” que são incapazes de esboçar um sorriso a um senhor de quase oitenta anos que se submete todos os meses a esse procedimento desagradável.

Nesse dia, ao contrário do que é comum, papai foi atendido por uma enfermeira muito simpática. Ela conversou com ele durante todo o tempo fazendo-o se sentir mais à vontade, utilizou de recursos a fim de minimizar ao máximo o desconforto do procedimento, sempre sorridente e cuidadosa, atenciosa não apenas com ele, mas comigo e meu marido em nos explicar formas mais adequadas para mantê-lo confortável mesmo usando a sonda e livre de possíveis infecções. Ao final, nos acompanhou até o carro e se despediu.

Eu e Nil chegamos a comentar o comportamento dela, tão incomum em outras situações semelhantes. Interessante é que incomum deveria ser a costumeira falta de amabilidade, gentileza e respeito que vemos frequentemente. A esse tipo de comportamento infelizmente já nos habituamos e, muitas vezes, até o exercemos.

Considero essa enfermeira um exemplo do que é ser uma pessoa “bioagradável”, e incentivo não só aos que lerem este post, mas a mim mesma, a demonstrar mais atenção aos outros e faze-los se sentirem como nós nos sentimos com o tratamento dela: valorizados.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gripada...


Depois de anos de folga, ela me pegou de jeito.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Leitura e festa!


"Mack ficou ali sentado em silêncio, com o vazio do lugar invadindo sua alma.
Todas as perguntas sem respostas e as acusações dolorosas se acomodaram no chão ao lado dele e, lentamente, se transformaram num poço de desolação. A Grande Tristeza se apertou ao redor e ele quase gostou da sensação esmagadora. Esta dor
ele conhecia. Estava familiarizado com ela, era quase uma amiga."


Acabei de ler o livro A cabana, cujo trecho cito acima. Classifico-o como um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Trata-se de um homem que viveu uma experiência trágica e profundamente traumática em relação a sua filha de seis anos e, a partir de então, sua relação com Deus se torna fria e distante. Certo dia ele recebe um bilhete de alguém que marca um encontro com ele na cabana, o cenário de sua dor. Quem poderia ser? O que essa pessoa desejaria levando-o aquele lugar de pavor? Ele não faz idéia, mas decide ir e, então, sua tragédia pessoal toma um rumo em direção à cura.

É um livro para se ler de capa a capa sem ter vontade de parar. Por vezes me emocionei e invejei Mack, desejando viver momentos de ternura e aconchego descritos ali. Ainda que se trate de mera ficção - ou não -, o livro me fez rever convicções e certezas arraigadas em mim até então. Para quem gosta de desafiar os próprios "conhecimentos", A Cabana é um prato cheio!

***
Gente, minha negligência com esse bloguinho chegou ao cúmulo! Acreditam que ele completou seu segundo aniversário em 9 de março e eu não lembrei de comemorar??? Que blogueira de meia tigela sou eu, hehe! Mas, antes tarde do que nunca, né?

E para essa comemoração atrasada, deixo para vocês o bolo da Geórgia, que me encheu de orgulho e alegria! Eu postei outro dia sobre o bolo de fubá que preparei e coloquei a receita no Livro. Não é que ela fez e saboreou minha sugestão de delícia? E ainda me mandou fotos da gostosura. Geórgia, você é um doce!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Movimento Natureza


Não consegui plantar uma árvore, como é a proposta do projeto Movimento Natureza, nem consegui postar sobre assuntos de responsabilidade social, como eu havia programado, por causa da confusão que está sendo minha nova rotina. Pois bem, deixo aqui a foto da folhagem que estou cultivando na minha varanda. Outro dia ela floresceu, mas não consegui uma foto legal para postar. Nunca me interessei muito pelo cultivo de plantas, mas ultimamente tenho sentido o desejo de humanizar mais a minha casa trazendo um pouco de verde para dentro dela. Como não tenho quintal, necessito de espécies do tipo arbusto. É um começo. O próximo passo é uma mini-horta.
Não sei o nome dessa planta, alguém sabe?
Update: Graças a Laura do blog Coisas Frágeis, descobri o nome da minha plantinha: Lírio-da-paz! Não é lindo?

domingo, 5 de abril de 2009

Finalmente, de volta ao trabalho!

Depois de quatro longos meses vivendo na pele da Amélia, estou de volta à ativa. Mas, sabe que às vezes eu até me identifico com a figura da mulher de verdade? Acho que se o cenário aqui em casa fosse diferente do atual, eu arriscaria em ficar um pouco mais sem me preocupar com a vida profissional. Quem sabe até me habilitaria à maternidade...

Uma coisa eu confesso: esse tempo à toa me fez pensar muito seriamente em algumas situações. Valores, comportamentos, rotina, atitudes, tenho questionado a mim mesma sobre tudo isso e analisado alguns processos de mudança. Mas isso é planejamento para o médio prazo. No momento, meu lema é T-R-A-B-A-L-H-O!

sábado, 28 de março de 2009

Comida & Projeto


Este foi o resultado da minha desconcentração total: bolo de fubá para o café da tarde. E, modéstia à parte, ficou muito bom!

Com essa receitinha fácil, fácil, ressuscito meu Livro de Receitas. Caso alguém se habilite...


A Geórgia me convidou a participar do projeto Movimento Natureza. Confesso que ainda não sei como dar minha participação. Existem muitas coisas que me incomodam no tratamento do homem em relação à natureza, não exclusivamente por causa dela, mas por causa do próprio homem.

Não creio em nenhuma filosofia que pregue que a salvação do planeta está em nossas mãos. Não penso numa eternidade terrestre, pois creio que tudo que tem começo tem fim, e a Terra chegará naturalmente ao seu pós lúdio. Mas defendo e acredito em práticas que promovam vida e bem estar ao ser humano e também creio que o fim não precisa chegar pelas mãos do próprio homem, se é que isso seja possível.

Por enquanto, estou tentando encontrar um equilíbrio entre a positividade do projeto e minhas próprias contradições do assunto para conseguir contribuir com uma participação eficiente. Por hora, me veio à mente postar sobre comportamentos da população em relação à natureza que interferem em seu próprio bem-estar. E sobre sustentabilidade, algo que considero bem racional.

As idéias estão em construção. Aguardem novos posts!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Está difícil me concentrar!

Estava aqui tentando estudar e matutando: é incrível como, com o passar do tempo, manter a dinâmica do pensamento é cada vez mais difícil. Há algum tempo atrás, quando iniciei um curso de inglês, me deparei com um adolescente cuja velocidade de raciocínio estava anos-luz à frente do meu, aos trinta e poucos anos. “Puxa, eu já fui assim...”, pensei.

Ultimamente tenho tido tantas coisas na cabeça que tem sido quase impossível me concentrar em tudo que preciso. Tenho me preparado para um concurso desde o fim do ano passado, cuja prova acontecerá em abril, e também tenho participado de um extenso processo seletivo para um novo trabalho, algo que me é bastante urgente e desejado. Tenho tentado vender minha antiga casa, coisa que também ocupa boa parte dos meus pensamentos, além de uma estupenda mudança que ocorreu na nossa rotina e está mexendo com a minha cabeça, mas sobre a qual falarei em outra ocasião.

Tudo isso me deixa a mil por hora e fica complicado manter a concentração, por exemplo, nos estudos. Tenho diante de mim uma infinidade de leis das quais preciso absorver o máximo possível, mas está complicado. Tenho vivido sob intensa pressão de mim para comigo a fim de dar conta de tudo que é preciso. Mas devo admitir que este tem sido um momento dinâmico, cheio de dúvidas, mas também de boas expectativas.

Bom, já que não consigo estudar agora, algo diferente me passou pela cabeça. Acho que vou me distrair, ali na cozinha... O resultado desta fuga estará no próximo post!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mais da minha terra

Dias atrás o Nil precisou ir ao interior do estado resolver uns assuntos de trabalho e me levou com ele. Fomos a Cachoeiro de Itapemirim, uma cidade distante da capital uns 140 quilômetros.

Ao contrário do que se espera de uma cidade interiorana, ela é até bastante desenvolvida, bem populosa, com comércio abundante, extensa rede bancária e centro bem movimentado. Grande parte desse desenvolvimento se deve à exploração de granito, mineral abundante na região. Muitas empresas de nome apostam no local, algumas fixando sede por lá e levando nossas pedras à Europa, EUA e Ásia. Acontece nessa cidade uma feira de proporções internacionais relacionada a essa atividade. No entanto, o seguimento anda bastante afetado pela crise. Podemos notas várias marmorarias fechadas ao longo no percurso. É a recessão mundial afetando também nossa economia.
Considerando que estamos falando de uma cidade do interior e elas sempre se nos revelam encantadoras e bucólicas, Cachoeiro de Itapemirim não tem grandes encantos. É uma cidade comum sem atrativos ou paisagens exuberantes. No entanto, enquanto estávamos a caminho pela auto-estrada, próximo à cidade de Vargem Alta, deparei-me com uma imagem linda e encantadora: “O Frade e a Freira”. Só então me dei conta de que não levei a câmera... :(
O Frade e a Freira é uma formação rochosa granítica de quase 700 metros de altura. A impressão de vermos nas pedras a imagem nítida de um frade e uma freira se olhando, não só deu nome à rocha, como também suscitou uma lenda a respeito de sua origem. Dizem que um frade e uma freira que trabalhavam na catequização dos índios da região se apaixonaram perdidamente, mas, obviamente, não podiam se render a esse amor por causa de seus votos religiosos. Compadecido por seu sofrimento, Deus os permitiu transformarem-se em pedra, um diante do outro, para que pudessem eternizar seu amor e contemplarem a beleza um do outro eternamente.

Eis a foto (daqui) da pedra maravilhosa de se ver, especialmente ao vivo.

Obs.: Nova reflexão do Convicções aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Blogagem "O livro da minha vida"

Logo que vi a chamada para essa blogagem, percebi que queria participar. Isso porque, coincidentemente, outro dia mesmo estava me lembrando desse livro, que foi o primeiro que eu li completo, logo depois de ser alfabetizada. “No Reino Perdido do Beleléu” de Maria Heloísa Penteado, esse era o seu nome.

A fábula diz que tudo que se perde vai parar nesse tal de Beleléu, um lugar que não existe nos mapas e, como não pode ser encontrado, a única forma de se chegar a ele é... se perdendo! Mesmo tendo lido há tantos anos e logo depois tendo perdido o livro, não consigo me esquecer dos personagens. O principal, Zé Leu, um menino que perdia T-U-D-O; Valdomira sua irmã, era uma menina cuidadosa, ao contrário dele; a rainha Maria Porunga III, a toda poderosa do reino e até o Orangotango, serviçal da rainha.

Eu li várias vezes e pude aprender cedo que devemos ser cuidadosos com nossos pertences. Ah, que saudade...! Sempre penso em comprar de novo o livro, mas não o encontro nas livrarias e, na internet, sempre que verifico, não está disponível, nem mesmo na sua editora, a Ática.

Todas as crianças deveriam ter acesso a esse tipo de leitura, que auxilia no desenvolvimento do lado criativo e na imaginação delas, coisa que faz tanta falta quando, adultos, temos que assumir determinadas funções que exigem tais habilidades. Além, é claro, de ser diversão garantida e saudável.

Esse é um dos livro da minha vida, especialmente por ser aquele que me abriu as portas para o encantamento da leitura. Encantamento que permanece até hoje!

Esta blogagem foi proposta pela Vanessa do Blog Fio de Ariadne, a quem eu agradeço imensamente pela gosotosa nostalgia que ela me permitiu viver.



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Amanhã comemoro o meu aniversário! É, trinta e três aninhos, mas a carinha e o corpinho continuam sendo de vinte e poucos. A propósito, com cinco quilos a menos... kkkkkkkkk!

Brincadeiras à parte, fico muito feliz em comemorar mais um aniversário e ainda, de estar chegando à dita "idade de Cristo", a idade em que ele morreu. Não, não há nenhum sentimento mórbido nessas palavras, mas, sim, uma metáfora cheia de significados. Meu desejo para mim mesma é que nessa nova etapa possam morrer antigos vícios e costumes, e ressurgir uma pessoa mais parecida com Jesus.

Como eu já postei hoje, não postarei amanhã. Fico aqui mesmo esperando os cumprimentos. ;-))

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dúvida cruel


O antigo layout do Prisma faria um ano no próximo mês e eu já estava, há um tempinho, querendo mudar a cara dele, mas ainda não sei exatamente como. Além disso, não sou muito boa com a criação de imagens e, apesar de querer fazer algo criativo e original, me falta habilidade.


Motivada pelo desejo de mudança, criei a imagem acima. Mas, ainda que tenha gostado da idéia, não achei o trabalho bem acabado. Pena...


De qualquer forma deixo aí pra fazer um teste. Digam-me o que acham e se têm outras idéias legais para eu dar novos ares a este bloguinho. Aguardo sugestões!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Novidades!

Ultimamente tenho tido necessidade de escrever mais sobre a minha fé e de expandir minha busca pelo conhecimento das coisas relacionadas a ela através da exposição das minhas impressões pessoais sobre a bíblia. Isso se dá também pelo desejo de compartilhar mais a respeito de Deus com outras pessoas.
Vez ou outra, escrevo sobre esses assuntos aqui, mas tenho tido vontade de intensificar esse hábito. Como não gostaria de mudar o tom deste blog, que trata de variedades, resolvi criar um novo espaço totalmente voltado para temas religiosos. Nele escreverei minhas próprias reflexões a partir de estudos bíblicos pessoais. Não deixarei de escrever sobre tais assuntos aqui, como já é meu costume, mas explorarei mais sobre eles por lá. E sempre que postar lá, deixarei uma chamadinha por aqui.
Apresento-lhes o blog Convicções Religiosas, que traz o mesmo título da categoria que intitula tais assuntos aqui no Prisma. Tem um link para ele na sessão "Escrevo aqui também", na barra lateral.
Ficarei feliz com a presença de todos nesse novo espaço!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

De volta

Depois de pouco mais de um mês longe da blogosfera, resolvo voltar a escrever. E agradeço imensamente ao carinho de todos os comentários deixados no último post. Confesso ter sentido saudades daqui e dos blogs amigos, mas confesso também que o desânimo foi maior. Há momentos que não dá para insistir, o melhor é sair de cena até nos sentirmos resolvidos, ou pelo menos dispostos, então, aqui estou eu.

O ano de 2008 foi um dos mais difíceis que já vivi. Não vou dizer o pior ano porque esse foi um período de grande aprendizado e exercício espiritual, e isso é muito positivo para mim. Posso afirmar que, em alguns aspectos, hoje sou uma pessoa de mente e atitudes renovadas devido às experiências vividas neste ano que passou.

Tudo começou com a minha mudança no início do ano. Meus pais não aceitaram a idéia de eu estar mais longe deles (isso, por eu estar distante apenas uns 15 quilômetros) e, principalmente por causa da mamãe, tive muitos problemas devido à mudança. Depois veio a doença do papai, da qual já falei aqui e, na mesma época, mamãe começou a aparentar sinais de alzheimer, o que até hoje não foi confirmado pelos médicos, apesar de ser visível nela certo transtorno psicológico. Minha tendinite teve um agravamento profundo e nem mesmo o tratamento que fiz apresentou o resultado esperado. Também passamos por algumas turbulências em casa das quais apenas nossas paredes são testemunhas. E fechei o ano com “chave de ouro” perdendo meu emprego, pois minha empresa foi amplamente atingida pela crise mundial.

Nenhuma das situações citadas foi totalmente resolvida ainda. Algumas estão caminhando para uma solução; com outras aprendemos a lidar enquanto nada mais se pode fazer. Estou em busca de um novo trabalho e também retomando meus estudos que ficaram suspensos desde dezembro. Apesar de tudo, confio que os próximos dias nos tragam boas novas.

Voltar a blogar é como retomar parte da minha rotina, assim como voltar a estudar. Preciso disso para espantar o tédio, a indefinição profissional e as preocupações que vêm com ela. Apesar de tudo, tenho crescido muito em meio a essas dificuldades. Sei que há um propósito divino em todas as situações da vida, crer nisso é reconfortante para mim.

Minha intenção é voltar ao ritmo usual do blog, postando uma vez por semana e também visitando os blogs amigos semanalmente. Vamos ver se consigo. Outra preocupação é já começar a adequar minha escrita às novas regras gramaticais, o que acontecerá aos poucos. E eu, que já tinha meus problemas com a gramática antiga, com essa agora... Mudança mais besta! :(

É bom estar de volta!