sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que fazer?

O que fazer quando manter a fineza só faz estender um problema?
O que fazer quando as palavras já não conseguem soar serenas?
O que fazer quando todo o estoque de educação já está no fim?
O que fazer quando apenas pensar na situação faz os nervos repuxarem e os músculos retesarem?
O que fazer quando tudo que se quer é agarrar o sujeito pela garganta e apertar até que um palmo de língua dele fique para fora da boca?
Digam-me, o que fazer???

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Escrever, algo a ser aprendido


As pessoas que lêem meus textos normalmente os elogiam. Dizem que escrevo bem, que tenho criatividade e que consigo comunicar minhas ideias de forma clara e coesa. Alguns já me perguntaram como consigo fazer isso, ou o que sugiro para que consigam o mesmo.

Primeiro, apesar de, na maioria das vezes, eu gostar dos meus próprios textos, penso que há um longo caminho a percorrer para que eu possa ostentar o adjetivo de boa escritora. Ainda carrego inúmeras deficiências nessa área, às vezes difíceis de superar. Acho que é por esse sentimento que ainda não consegui dar vida ao sonho de escrever meu livro. Mas também percebo que quanto mais escrevo, melhor me torno nesse ofício. Então, se tiver que orientar alguém neste quesito, a primeira regra seria: comece a escrever.

É ingênuo pensar ser possível tornar-se um bom escritor de uma hora para outra. A escrita exige um mínimo de interesse pelo estudo da língua e o gosto por colocar os pensamentos no papel. As primeiras tentativas podem parecer catastróficas, mas antes de sentir-se frustrado, saiba que o exercício é que torna a prática de qualquer coisa algo agradável. Tenho o hábito de escrever desde a adolescência, mas, se pego os meus diários e começo a ler os textos de décadas atrás, que lástima! Incoerência, falta de clareza na exposição das idéias, inúmeros erros de grafia! Sem dúvida, foi uma grande evolução até aqui.

A segunda e mais importante dica que eu daria a quem deseja ser um bom escritor é: leia muito! A leitura expande os horizontes intelectuais de uma pessoa. Além de ampliar seus conhecimentos e torná-la mais questionadora, uma boa leitura aguça o senso de organização das ideias, característica essencial para que uma escrita seja bem compreendida. Não há nada pior do que ler um texto em que as ideias estejam entrecortadas e sem conexão. É como querer montar um quebra-cabeça colocando as peças nas posições erradas. Por mais que elas pertençam a um mesmo contexto, dificilmente a imagem será bem apreciada.

Recapitulando, as características básicas que fazem um bom escritor são: o gosto pela escrita e o aprimoramento da mesma pelo seu exercício e pela leitura incansáveis. Algo que também ajuda bastante é a dedicação em fazer bem feito. É comum percebermos, especialmente no meio amador, aqueles que não revisam seus textos, que jogam as ideias de forma aleatória, que mantêm um vocabulário pobre e ainda optam por utilizar vícios de linguagem. Não tenha preguiça de utilizar um bom dicionário, tanto para conferir a grafia, quanto para saber se o seu significado cabe no contexto em que está sendo utilizado, e, ainda, como meio de diversificar uma mesma palavra dentro do texto, tornando-o mais rico.

Nunca subestime seu texto. Em qualquer que seja o meio que ele veiculará, ou qualquer que seja o seu objetivo, ele o valorizará como escritor... ou não.