segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É noite na alma, mas... Feliz Natal!


Um amigo me disse que estamos vivendo um momento difícil que ele denomina “Noite da Alma”. Dias atrás, perdemos uma amiga, outro amigo em comum perdeu o pai e, como se não bastasse, corri sério risco de perder meu sobrinho. Lembram dele? Pois é, já está internado há 50 dias com uma infecção grave, mas, diferente de uma semana atrás, hoje ele começa a ter alguma possibilidade de melhora. É muita dor para um coração, mas cremos piamente na soberania de Deus.

Voltando à metáfora do meu amigo, a escuridão da noite pode representar muitas coisas desagradáveis. À noite todo medo é mais intenso, toda dor é mais forte, toda febre é mais alta e, nessas situações, amanhecer parece impossível. No entanto, quanto mais escura for a noite, tanto mais conseguimos perceber como as estrelas são brilhantes e estão sempre lá para tornar nossa escuridão menos densa. Por outro lado, a noite também pode significar descanso, repouso, entrega, renovo e o prenúncio de um dia melhor.

Voltei os olhos para essa época tão especial para mim, que é o natal. Ele tem sua origem numa noite difícil, conturbada e, aparentemente, sem perspectivas. Uma “Noite de Paz”, em que um casal correndo de um lado para outro, sequer encontra uma hospedaria que possa acomodar a esposa grávida. Uma “Noite de Amor” cuja existência levou um rei insano e inescrupuloso a pré-meditar a morte de todos os bebês temendo ter seu trono usurpado. Uma “Noite Especial” em que uma mulher dá à luz seu filho dentro de um curral! Foi nessa Noite Santa, que o mundo virou palco de um evento que mudaria a História: o nascimento de Jesus Cristo!

Neste natal, por mais que nossos corações tenham sofrido, por mais que não saibamos entender os acontecimentos que a vida nos propõe, ou ainda por mais que estejamos bem, temos um motivo maior para nos alegrar: Jesus nasceu e Ele é a razão de cada amanhecer que vamos experimentar em nossa existência, pois nossa alma até pode chorar por uma noite inteira, mas a alegria, certamente, Ele que é a nossa Estrela da Manhã, a trará aos nossos corações.

Feliz Natal e um Ano Novo abençoado e abençoador!

Ah! Recebi por e-mail um lindo e delicado vídeo de um Cordel de Natal. Compartilho-o aqui para o seu divertimento, emoção e inspiração.


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã


Naquela tarde fúnebre, enquanto o vento forte e frio batia nas nossas faces tentando secar as lágrimas que escorriam num jorro sem fim, fiquei olhando a figura dela inerte dentro daquela urna. Meu Deus! Isso não está acontecendo!

Sabemos que a dor de perder alguém a quem se ama é terrivelmente grande, mas só conseguimos perceber a dimensão exata dessa dor quando a sentimos. Como eu queria que ela ainda estivesse aqui, encantando a todos com seu “sorriso grande” e com seu “jeito Barbie” de ser. Cheguei a pedir ao nosso Pai que ela ficasse mais um pouquinho com a gente, mas o desejo dEle de tê-la ao seu lado era muito maior que o meu.

Fiquei olhando a multidão que veio se despedir. Quantos amigos! Ela amou a muitos e foi amada por eles. É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, pensei. É preciso abraçar quando se tem oportunidade. É preciso conversar, sorrir, escrever e-mails, telefonar, sair pra passear, é preciso convidar para jantar. É preciso estar junto no momento da dor, é preciso interceder, é preciso dar um presente de aniversário, é preciso relevar, é preciso fazer um carinho, é preciso dizer “você está bonito(a)”. É preciso dizer “Eu te amo!”, sempre, todos os dias.

Como é bom ter uma amiga de alma, ela me escreveu uma vez. Na minha memória fica esse carinho, ficam os e-mails, os comentários no blog, as noites de quinta quando nos reuníamos na casa dela para estudo bíblico e oração, quando ao mesmo tempo eu convivia obrigatoriamente com o Nick numa terapia forçada contra meu medo de cachorro, rs. Na minha memória ficam as risadas, as piadas o choro e tudo o mais que tantas vezes compartilhamos. Ela não economizou amor durante a sua vida, prova disso era a presença de todas aquelas pessoas que vieram chorar a sua ausência. Para ela o hoje já não é uma realidade, mas pra nós o futuro reserva uma saudade que não cabe no peito, isso porque ela sabia que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tem um cheirinho bom no ar...

O que você acha de perfumar sua casa? Saiba como aqui!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Na torcida e de joelhos por uma amiga querida!



"E disse-me: ‘A minha Graça de basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza’. De boa vontade, pois, alegro-me nas minhas fraquezas, para que em mim
habite o poder de Cristo"
. II Coríntios 12:9


Amiga querida, até o momento não encontrei palavras para dizer algo a você. Minha fala sobre tudo isso tem sido direcionado ao nosso Pai e minha oração diária é que Ele seja glorificado através da sua vida, ainda que eu não consiga compreender ou aceitar a sua dor. Mas estou aqui para compartilhá-la com você.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Feliz, feliz!

Eis a razão de mais uma fase de pouca dedicação a este bloguinho: o CD “Cantai!”!

Acabamos de tirá-lo do forno, vocês não imaginam o tamanho da minha alegria! Nesse CD, eu e mais sete amigos unimos nossas vozes num belíssimo musical de natal. São músicas que trazem uma mensagem de grande alegria pela celebração do natal de Cristo. E não há forma mais alegre para se comemorar do que cantando. Portanto, Cantai!

Aos interessados em adquirir, podem comprar diretamente comigo ou, para quem está longe, através da C&C Produções, nosso distribuidor, onde também é possível ouvir as músicas.

E daqui a pouco tem mais novidades, já estamos em estúdio de novo... Enquanto isso, vão curtindo o “Cantai!”.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As três chamas do amor

No último fim de semana participei de um Encontro de Casais promovido pela Igreja onde frequento. O objetivo principal desses encontros é o estudo de métodos que gerem o fortalecimento da vida a dois e, consequentemente, da família, pilar da sociedade. Mas os encontros não são apenas palestras. A programação romântica que acontece sempre num hotel ou pousada, reserva momentos de aconchego para os casais, festas temáticas e a oportunidade de conhecermos gente muito bacana.

Nesta ocasião, passamos momentos agradáveis e descontraídos estudando sobre as três chamas que, juntas, podem incendiar o relacionamento: a chama do sexo, a chama da amizade e a chama do compromisso. Os slides das palestras foram gentilmente cedidos pelos palestrantes para que eu pudesse compartilhá-los aqui. Como este post ficaria gigante se adicionasse todos, criei uma nova sessão (já foi apagada) – a guia Palestras, ali no topo da página – onde os interessados podem ter acesso ao material. É claro que os slides são apenas um resumo de tudo que foi dito de forma mais detalhada, com exemplos, etc., mas dá para vocês terem uma noção.

Fica um vídeo de 13 minutos que resume muito bem os assuntos do nosso Encontro de Casais. Lindo!
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Confie em mim


Acabei de ler esse livro, um romance policial muito interessante.

Conta histórias de várias famílias moradoras de um subúrbio luxuoso dos EUA. Apesar da riqueza, da beleza e do status de seus moradores, as belas fachadas não são capazes de esconder os conflitos familiares, os infortúnios e as tragédias pessoais das personagens. Elas carregam desde simples traumas e sentimentos de inferioridade a crimes bárbaros e segredos há muito enterrados.

É interessante perceber que os problemas das personagens são, em sua maioria, precedidos por atitudes que poderiam ser evitadas, ou pelo menos melhor avaliadas. O comportamento humano não é o tema deste livro, mas é um aspecto interessante de ser observado nessa leitura.

É um livro extremamente instigante.

Mudando de assunto, veja como ficou uma graça a mesa que preparei para receber amigos em casa.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Segredo de Carol

Eis o romance escrito por um antigo amigo, com quem trabalhei anos atrás. Ele me mandou um exemplar de presente com o qual pude me divertir e roer as unhas de curiosidade durante alguns dias lendo a história da garota de 14 anos que, perdida numa floresta, tenta descobrir um segredo sobre si mesma. O autor mostra ter uma mente impressionantemente fértil e um tanto filosófica. E o final é surpreendente. Gostei. (Se você gostou da dica, pode comprar aqui).

Fico feliz quando algum amigo ou conhecido, simples mortal como eu, consegue publicar seus escritos. É como perceber o sonho de ter meus contos transformados em livro mais próximo da realidade. Isso me motiva a continuar escrevendo, criando, revisando...

Mudando de assunto, que tal a receitinha de uma massa gostosa e prática para o fim de semana?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Olha que engraçado!


Dessa vez eu fui a vítima! O Eduardo do Blog Vítima da Quinta, fez essa divertida caricatura minha. Achei hilária! Junto, a foto que serviu de inspiração. O que vocês acham?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Os rumos da vida

Quando nasce uma criança, não imaginamos o que acontecerá a ela no decorrer da vida. Na verdade, imaginamos sim, que ela será uma boa pessoa, bem sucedida, honrada, um cidadão de bem. Esse é sempre o nosso desejo, mas...

Crianças são lindas, doces, encantadoras. São totalmente capazes de deixar os adultos hipnotizados, a mercê de suas vontades. E tantas vezes esse encantamento impede que os pais tomem certas atitudes na correção e educação de seus pimpolhos. É compreensível que para os pais, especialmente para as mães, seus filhos sejam perfeitos. É compreensível, mas não é saudável.

Mas aonde quero chegar? Uma criança que se torna desobediente, rebelde à autoridade dos pais e de outros adultos, que mente sem ser confrontada (sim, crianças mentem!), que não é corrigida quando diz um xingamento ou ri do defeito físico do outro, enfim, uma criança que não é educada em toda amplitude desta palavra, dificilmente terá um futuro próximo daquilo que ansiamos para ela.

É triste olhar para alguém que não tem respeito pelo próximo, que não paga suas contas, que não consegue respeitar uma hierarquia, que prejudica as pessoas, que pensa que o mundo gira em torno de si e que se sente imune a tudo, e ver nela o reflexo daquela criança, desajustada desde pequena, mas tão linda e a quem queríamos tão bem.

Pobre criança... Pobre garoto... Pobre indivíduo que, apesar de vinte e tantos anos, nunca chegou a virar um homem de fato, um cidadão de bem. Pobre dele que não mais terá a chance de chegar a sê-lo. Foi assim, desse jeitinho, que ele traçou seu rumo. Ou que traçaram por ele, não sei.

Ontem eu tinha 13 sobrinhos. Hoje tenho 12.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Julie & Julia


Já faz alguns dias que assisti a esse filme e a-d-o-r-e-i! Afora a moral da história de que sempre é possível dar uma guinada na vida tendo uma boa idéia e fazendo o que se gosta, ela fala de gastronomia, um dos meus prazeres. Sem falar na atuação da maravilhosa Meryl Streep.

A história conta sobre uma moça na casa dos trinta que ainda não se realizou profissionalmente e está meio perdida e descontente. De repente ela tem a ideia de um projeto gastronômico que envolve um blog e uma renomada culinarista de comida francesa. Não vou contar mais, fica a sugestão.

Ah! Antes que me esqueça, quer algumas dicas valiosas para se mudar (de casa) com tranqüilidade? Confira aqui!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Gripe ou Resfriado? Você sabe a diferença?


Depois de adulta nunca fui alvo fácil de gripes e resfriados fortes. Claro que costuma acontecer de vez em quando, mas assim como a maioria das pessoas, sempre acho que é algo simples e logo vai passar. Quase sempre acerto, mas desta vez tem sido diferente. Acabei tendo que procurar um médico e fazer exames. Mesmo em casos aparentemente simples é preciso tomar certos cuidados, pois resfriados mal curados podem trazer surpresas desagradáveis...

É comum dizermos “peguei uma gripe” para qualquer situação que envolva espirros, tosses ou problemas respiratórios, porém, a verdade é que quase sempre o que ocorre é um quadro de resfriado. Mas qual é a diferença entre gripe e resfriado?


O resfriado é causado por alguns tipos de vírus, especialmente o rhinovírus, que ataca as vias aéreas atingindo principalmente nariz e garganta. Provoca coriza, espirros, algumas vezes tosse e febre baixa, e pode passar sem a ajuda de remédios em menos de duas semanas. Já a gripe é uma infecção bem mais profunda, também causada por vírus – o influenza – e ataca também os pulmões. Apresenta, além dos sintomas já citados, febre alta, prostração, dores de garganta e no corpo, inflamação dos olhos e dores fortes de cabeça. Também pode passar sem a ajuda de medicamentos que, no entanto, são necessários para amenizar os sintomas.

Tanto a gripe quanto o resfriado podem evoluir para um quadro mais sério. Isso acontece quando bactérias aproveitam da fragilidade causada pelo vírus e provocam algum quadro infeccioso, como uma pneumonia, por exemplo. Neste caso, o tratamento feito com antibióticos é essencial para a melhora do doente.

O que fazer para se prevenir? Isso não é tarefa fácil. Eu diria quase impossível. Não podemos impedir o contato com o vírus, mas podemos diminuir tais possibilidades. A palavra chave é higiene. Lavar as mãos sempre é fundamental, pois grande parte do contágio se dá pelo contato manual com o doente ou com coisas relacionadas a ele. Manter distância de pessoas infectadas também é bom por causa do contágio pela tosse e pelo espirro. Pessoas gripadas ou resfriadas devem separar utensílios como copo e talheres para sua exclusiva utilização enquanto estiver doente.

O esclarecimento de alguns mitos também pode ajudar a tomarmos os cuidados certos nessas situações.

- Boas doses de Vitamina C não são capazes de evitar gripes ou resfriados, apenas fortalece o organismo.

- O inverno não é a causa de gripes e resfriados. O que ocorre é que os vírus atuam principalmente em condições de clima mais frio. Nesse período permanecemos em ambientes mais fechados e sem circulação de ar, o que facilita a ação dos vírus. Por isso se agasalhar não é meio de prevenção, mas ajuda a não piorar um quadro de infecção já existente.

- Sopas e chás assim como remédios, não curam gripes e resfriados – eles não têm cura – apenas amenizam os sintomas. As sopas e chás, por serem quentes, trazem uma sensação de alívio e bem estar, nada mais que isso.

Nos últimos anos o serviço público de saúde tem feito campanhas de vacinação contra a gripe, a princípio especialmente para idosos, que são mais vulneráveis às infecções. Esse tipo de prevenção é importante uma vez que já se detectou que o vírus da gripe tem-se mostrado mutante, ocasionando formas mais graves da doença.

No mais, uma alimentação saudável aliada a exercícios físicos sempre ajudam a fortalecer o organismo contra todos os males. Neste caso especificamente, não os evita, mas que ajuda, ajuda.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Rapidinha

Uma passada rapidinha só pra dizer que tem post novo aqui.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Alegre, muito alegre!

Imagem: Google

Tenho alguns motivos para estar muito alegre hoje. O principal deles é que, depois de sete meses de um processo cansativo e algumas vezes frustrante, acabo de chegar da minha prova de trânsito com resultado positivo. Ehhhhhhhhhh!!!

O segundo motivo da minha alegria é que estou com dois novos espaços na blogosfera. Bem, um não é tão novo assim, trata-se da reativação do blog Convicções Religiosas e tem texto fresquinho por lá.

O outro sim, é novinho em folha. Acabo de criar o blog Bem viver, que vai tratar de assuntos ligados ao universo feminino. Vamos prosear sobre casa, saúde, comportamento e bem estar, dentre outras coisinhas. Espero que passem por lá não só para conhecer, mas que voltem de vez em quando, que curtam a conversa, que comentem, que o adicionem à sua lista de blogs, que se tornem seguidores...

Ai, ai... Muito alegre hoje...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lidando com os próprios fantasmas


Ah, os pais! Tantos deles não fazem idéia do tamanho de sua contribuição naquilo em que seus filhos se transformarão. E não falo de delinquência ou bandidagem, falo de comportamentos sutis da personalidade, da forma de agir diante de uma situação, de sentimentos do ser humano em relação a si mesmo.

Sei que os pais – a maioria deles, creio – desejam o bem de seus filhos. No entanto, muitas vezes sua postura, ainda que não seja intencional, desenvolve neles comportamentos difíceis de lidar por toda a sua existência.

Durante toda a minha vida, quando acontecia algo errado comigo ou em relação a mim, eu ouvia a seguinte frase: “Se você tivesse agido dessa forma isso não teria acontecido” ou “se você não tivesse ido lá teria evitado isso”. Se eu me machucasse, ou perdesse algo, ou sujasse a roupa, enfim, a culpa era sempre minha, não importava como ocorreu, eu poderia ter evitado. Isso naturalmente gerou em mim um incrível sentimento de culpa por tudo e, consequentemente, uma enorme dificuldade em me defender. Pois, como pode se defender alguém que já se condenou?

Quando somos crianças e até na adolescência, acreditamos piamente em tudo que as pessoas falam. Quando crescemos um pouco acabamos por perceber que há algo errado e que essa verdade não é absoluta, mas então o estrago está feito e lutar contra isso se torna muito mais difícil.

Tentar não me autoacusar por tudo e por nada é algo pelo qual tenho lutado há muito tempo e é impressionantemente difícil tentar arrancar aquilo que já está arraigado na gente. Mas tenho tido sucesso. Filtrar as situações é um exercício às vezes árduo e é necessário fugir da posição de coitadinha, tanto para saber me defender quanto para assumir as consequências daquilo que, de fato, é minha responsabilidade.

Mas como tudo na vida tem seu lado positivo, acredito que viver essa experiência, e entendê-la, me faz uma pessoa mais madura no sentido de estar atenta a não cometer o mesmo erro com meu filho, quando vier a tê-lo. Creio que essa será a melhor maneira de exorcizar esse fantasma da minha infância.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Coleções

Costumo ler bastante sobre decoração e uma coisa que sempre me chama a atenção nesse gênero é a menção sobre coleções. Os colecionadores costumam levar tão a sério seu hobby que alguns projetos prevêem a execução de móveis ou ambientes exclusivos para organizar os mais variados tipos de quinquilharia em grupo.

É muito interessante, para não dizer engraçado, observar as preferências das pessoas quando aderem a uma coleção. Há aquelas opções elegantes e clássicas como colecionar moedas antigas ou de diversas nacionalidades, miniaturas de Ferrari, vinhos raros ou selos. Mas em algum momento sempre aparece alguém para barbarizar com as convenções elegantes, hehe.

Uma simpática moça é colecionadora de abacaxis (de louça) e outra de elefantes. Uma senhora coleciona canecas. Outra coleciona esferas de vidro, louça e outros materiais nas mais variadas cores, além de reunir pingüins de geladeira (sobre a geladeira!!!). Um rapaz coleciona discos de vinil e há até quem colecione garrafas de pinga.

Fiquei pensando em algo que pudesse colecionar também... Não, não, com certeza isso não é o tipo de coisa que combina comigo. Não sou do tipo que junta coisas, que fica guardando para o caso de precisar, sempre me livro que tudo que não tenha utilidade para mim. Claro que às vezes me arrependo, mas aí já é tarde. Além do mais, d-e-t-e-s-t-o miniaturas e não suporto a sensação de acúmulo. Minimalista, esta é uma boa classificação para mim. Ainda assim, admiro os colecionadores.

E devo confessar que já fui uma colecionadora também. Afinal, qual a adolescente da minha geração que não teve uma coleção de papéis de carta? E este fato reforça a idéia de que não tenho o menor espírito para a coisa: nem sei que fim levou a tal coleção!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Morro do Moreno

Estava super animada para o fim de semana passado. Acordei cedo no sábado – fato que normalmente não acontece –, pois o dia prometia: eu e Nil íamos subir o Morro do Moreno.

Há muito tempo eu planejava esse passeio que, além de muito agradável, me proporcionaria belíssimas imagens da minha terra. O Morro fica em Vila Velha e de lá se tem a melhor vista da cidade e da Capital, Vitória. Por este motivo ele foi, desde a época da colonização, um posto de observação para segurança da região contra invasão de navio inimigos. O responsável era um colono português, João Moreno, daí o nome do morro. Depois também passou a ser utilizado no auxílio da navegação.

Lá fui eu naquele lindo sábado de sol, cheia de disposição, com meu squeeze na mão e... Não consegui subir! Dá pra acreditar? Dez minutos, se muito, foram o suficiente para eu me sentir muito, muito mal, então voltei pra casa enquanto os amigos que nos acompanhavam continuaram a subida. Fiquei arrasada! E já estou com um médico agendado para receber algumas orientações a respeito de exercícios físicos. :(

Mas, até que eu consegui captar algumas imagens lindas no início do passeio, vejam.
Mas era dessas imagens que eu estava em busca... foram cedidas gentilmente pelos amigos que concluíram a subida.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Nada substitui um pedido de desculpas


Há muitos anos convivi com alguém que, quando magoava as pessoas - e se dava conta disso -, se aproximava com um leve sorriso oferecendo o dedo mindinho para ser tocado pelo ofendido. Era a sua forma de “fazer as pazes”, mas esse gesto nunca vinha acompanhado de um reconhecimento verbal do seu erro. E pior, ele achava que o outro era obrigado a aceitar o “seu dedo”, como se o sujeito tivesse a sorte de ele querer reatar o relacionamento. Tudo bem, esse cretino era um egocêntrico que achava que o universo girava ao seu redor, e ainda ocupava uma posição em relação aos outros que favorecia esse comportamento.

Mas há pessoas legais, gente boa mesmo, que tem uma dificuldade enorme em pedir desculpas. Será que essas pessoas se acham incapazes de errar? Sim, porque só não necessita ser desculpado quem está sempre certo. Ou será tão tremendamente humilhante para alguns o reconhecimento de um erro?

Acho que este é o ponto. Um pedido de desculpas nada mais é o que uma atitude de humilhação. É descer um degrau diante do outro e considerar-se falho com ele. É pedir ao outro de que desconsidere a culpa que carrega sobre si por tê-lo ofendido. E esse pedido é passível de uma recusa. Posição desconfortável demais! Então o indivíduo procura pular essa etapa imprescindível da reconciliação e parte para a prática de pequenas gentilezas, oferece presentinhos e faz charme para reconquistar o outro. Pior é que muitas vezes essa tática subornadora do respeito dá certo. Lamentável!

Por vezes ouço alguém dizer: “mas isso não é motivo para um pedido de desculpa, está fazendo tempestade num copo d’água”. O fato é que há uma ausência muito grande de sensibilidade e de preocupação com o bem estar alheio. Ninguém mais conhece o sentido da palavra empatia, esse sentimento fora de moda. Se conhecessem – e o exercessem – saberiam que há coisas que não arranham a si, mas são capazes de ferir profundamente ao outro.

Mas empatia e humildade é uma questão de princípios. Alguns, por mais gente boa que sejam, nunca compreenderão.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

E como fica a palmada educativa?


Tramita no congresso nacional um projeto de lei que altera o ECA, visando a proibição de qualquer tipo de “agressão” física, por “mais leve que seja”, às crianças. Leia-se por “agressão”, palmadas, safanões, beliscões ou qualquer outro tipo de punição física. As opiniões divergem. Há quem defenda a intenção da legisladora e há quem não concorde, defendendo a autonomia dos pais na educação dos seus filhos.

A discussão desse assunto teve como ponto de partida o caso amplamente divulgado da procuradora que espancava a criança a quem pretendia adotar. Mas, convenhamos, há uma distância muito grande entre uma coisa e outra. Acho que é necessário ressaltar a diferença entre espancamento e correção. Enquanto a primeira tem como finalidade simplesmente maltratar, a segunda tem por objetivo ensinar com eficácia, forçar uma mudança de atitude. E, claro, deve ser uma medida adotada em situações extremas.

Para início de conversa, pais maduros, bem orientados, que amam seus filhos e se preocupam com seu futuro nunca serão capazes de fazer mal a eles, nem pelo excesso de correção nem pela ausência dela. Há certas situações em que uma simples conversa ou castigo não são suficientes, é necessário ser mais duro para que a criança compreenda a gravidade do que fez. Quem não aprende cedo a ter senso de responsabilidade por seus atos, não aprende nunca.

Lembro de uma vez em que surrupiei o lápis de uma colega. Eu tinha uns oito anos e fiz isso por vingança, porque ela tinha feito o mesmo com uma caneta de cor diferente que eu tinha. A mãe dela descobriu e foi até a minha mãe se queixar. Não levei apenas umas palmadas naquele dia, levei uma surra de chinela. E nunca mais repeti a peraltice. Sempre tive uma educação muito rígida no que diz respeito à moral. Essa atitude da minha mãe se devia ao fato de eu já ter consciência do meu ato e ainda assim tê-lo feito. Esse é o tipo de correção que eu defendo, pois se um pai se exime dessa responsabilidade, a vida o fará de forma bem mais cruel e, muitas vezes, amparada pela lei.

Devo reconhecer que não sou mãe – ainda – mas creio que como filha, e uma filha que já levou bem mais que algumas palmadinhas, posso falar sobre isso com propriedade. Um sonoro “não”, a retirada de algum privilégio, algumas palmadas ou safanões não são capazes de provocar trauma em criança alguma. A falta deles, no entanto, pode vir a formar gente da pior espécie, pessoas que cedo não aprenderam a ter limites e pensam que o mundo gira em torno de seus umbigos.

Crianças precisam aprender que um erro pode ter sérias conseqüências, muitas vezes dolorosas, isso faz parte da vida. No entanto, o equilíbrio é sempre o melhor remédio para tudo na vida. Os pais são os principais responsáveis pela educação e formação do caráter de seus filhos, mas isso não lhes dá o direito de maltratá-los com a desculpa de instruir. Conheço pessoas desajustadas por causa dos dois extremos, mas nunca por causa de uma ou outra palmada dada na hora certa.

“Aquele que poupa a vara odeia o seu filhos; mas quem o ama, a seu tempo o corrige.”
Provérbios 13:24

domingo, 23 de maio de 2010

Piscinas Naturais


Elas são uma peculiaridade em toda a costa pernambucana. Como eu disse no primeiro post dessa longa série sobre as férias (juro que esse é o último!), a formação de recifes ao longo da costa propicia a aparição das piscinas quando a maré está baixa. Cada praia visitada apresenta uma determinada característica, mas elas estão sempre lá, lindas, claras e deliciosamente mornas.

Porto de Galinhas

A cerca de 70 quilômetros de Recife para o norte, ficamos hospedados neste badalado ponto turístico, mais precisamente na Praia do Cupe, próxima à vila de Porto de Galinhas. No entanto, toda a região é conhecida pelo nome da praia principal que nomeia a vila. Além dessas, estivemos na Praia de Maracaípe, em alguns pontos mais propícia para o surf, e na magnífica Praia de Muro Alto, onde pudemos passear tranqüilos de caiaque pelas águas azuis e quietas.
Como a-d-o-r-o história, tenho que registrar aqui uma curiosidade, hehe. Durante o período do Brasil colonial, algumas leis anti-escravagistas foram promulgadas, como é do nosso conhecimento. Porém, ainda assim dava-se um jeito de que os negros continuassem povoando as senzalas clandestinamente. Nessa região os contrabandistas de escravos faziam chegar barcos cheios de africanos escondidos no porão e cobertos de galinhas na parte de cima. Quando aportavam, os mensageiros saíam a gritar pela vila que “tem galinha nova no porto! tem galinha nova no porto!”, na verdade informando a chegada de uma nova leva de escravos. Daí o nome Porto de Galinhas.

As famosas piscinas de Porto de Galinhas, ficam apenas a 400 metros da margem. Pagam-se R$ 10,00 por pessoa e os simpáticos jangadeiros nos guiam até o local dando informações e cuidando para que ninguém ultrapasse as linhas de proteção ambiental. Aqui o mergulho é sensacional e a vida marinha abundante. Nunca imaginei que eu pudesse estar dentro de uma piscina cercada por um imenso cardume. Em palavras fica difícil definir o lugar. Vou deixar as imagens falarem por si.

Maragogi

Descendo um pouquinho no mapa chegamos ao estado de Alagoas, tudo isso para visitar as piscinas naturais mais bonitas do Brasil. É, as piscinas de Maragogi estão em primeiro lugar no ranking nacional e em segundo no mundial, perdendo apenas para umas piscininhas lá na Austrália. Foi o fechamento das nossas férias no nordeste com chave de ouro.

E elas fazem jus à sua fama. Foram as mais profundas que visitamos, além de serem as mais claras, mais mornas, mas repletas de peixes, mais sensacionais, as mais aguardadas por 99,9% dos turistas. Perfeitas!

Lá tive o privilégio de mergulhar a 6 metros de profundidade num contato extraordinário com uma natureza completamente desconhecida para mim. Para uma pessoa cheia de fobias como eu – e já falei um pouquinho sobre isso aqui – vocês não imaginam o que significou essa experiência.
Mais uma vez tenho que deixar as imagens falarem por si. Tem situações em que não cabem palavras.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Emoção

Fiquei muito emocionada ao assistir a esse depoimento. Já falei sobre o Maestro João Carlos Martins aqui no blog e de como o seu exemplo me é motivador. Mas vê-lo contar a própria história mexeu profundamente em mim.

Em meio a lágrimas e soluços vindos do fundo da minha alma - a música tem esse poder -, jurei ser a melhor musicista que eu puder.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

É a vez do turismo natural

Fim da pausa para o chororô, voltemos ao paraíso. Depois de passear por ruas, alamedas, museus e monumentos históricos, chega de turismo cultural. É hora de relaxar! Nesta etapa das férias vamos rumo às praias mais belas que já conheci.

Ilha de Itamaracá

Enquanto estávamos em Recife, visitamos essa ilha que dista da capital cerca de 50 quilômetros ao sul. Ela é cercada por uma diversidade de belezas naturais que tivemos o privilégio de conhecer.

Iniciamos com um passeio de barco rumo às piscinas, 4 quilômetros mar adentro. Ao aproximarmos, ficaram visíveis os bancos de corais ao fundo da água cristalina e as piscinas como se fossem grandes poças em meio a eles, com o fundo coberto de areia proporcionando à água um azul indescritível. Ficamos ali por algum tempo curtindo aquele banho maravilhoso, eu encantada com essas primeiras piscinas visitadas, sequer imaginando as que viriam nos dias a seguir.

Ainda em Itamaracá, visitamos a Comunidade de Vila Velha. Alguns nativos que não possuíam casa passaram algum tempo alojados numa antiga fornalha de cal desativada. Como o lugar era bastante rústico e pequeno, pediram autorização para construir uma cabana sobre a fornalha, fixando ali sua moradia e formando assim a comunidade. Eles são responsáveis por preservar o lugar e vivem da pesca, do cultivo de alguns alimentos ao redor da casa e da contribuição de turistas que visitam o local.

Nosso trajeto continuou pelos manguezais da região até chegarmos à Coroa do Avião, um banco de areia que se formou na década de 1980. Nessa minúscula ilha há inúmeros bares que servem ao turista com um vasto cardápio de comidas típicas além de uma variedade de drinks deliciosos.

O melhor desse dia? O sol que nos presenteou com seus raios escaldantes depois de começar o dia escondido entre as nuvens.
1 - A Ilha ficando para trás;
2 - As piscinas naturais de Itamaracá;
3 - A cabana na comunidade de Vila Velha;
4 - Coroa do Avião.

sábado, 1 de maio de 2010

Triste...


... Porque não passei na prova de trânsito. Fiz um ótimo percurso e, ao posicionar o carro para fazer a baliza, esqueci a maldita seta para a direita :(


Odeio a seta!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Olinda! Oh, linda!

Aqui estou eu para mais um trecho encantador das férias.

Sempre quis conhecer Olinda. Tenho verdadeira atração por cidades históricas, monumentos, casarios e sempre que via Olinda na TV pensava que gostaria de passar por lá. Diferente do grande Recife, Olinda acolhe com suas ruelas e sobrados coloridos.

Visitamos a Catedral da Sé enquanto um guia nos dava várias informações históricas e ao fim ficamos boquiabertos com a paisagem aos fundos da igreja. Eu ficaria ali durantes horas, só contemplando e me inspirando.

Também passamos por uma casa de artesanatos – dentre tantas – e pelo antigo mercado de escravos que hoje é também um mercado popular. Acho incrível estar num lugar que é marco da nossa história. Na minha cabeça vinham imagens dos africanos acorrentados no pátio enquanto os senhores de engenho examinavam seus dentes...

A minha única frustração foi não poder entrar na Igreja de São Bento, a igreja com interior mais belo da região. Faltavam cinco minutos para o meio dia quando estacionamos no local e o padre já havia trancado os portões. A mim me restou apenas fotografar a fachada.


1 - Chegada em Olinda e mercadinho de artesanato; 2- De dentro do carro, casa de Alceu Valença (amarela e azul, lado esquerdo) e Mosteiro de São Bento;
3 - Altar de ouro na Catedral da Sé e antigo mercado de escravos;
4 - Vista maravilhosa da Praça da Sé;
5 - Despedida com almoço à beira mar e linda homenagem de Marcos Freire à Olinda.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Recife

Sempre gostei de falar da minha terra, aqui no blog, mas hoje vamos falar de outras terras. Se bem que, em se tratando de Brasil, não deixo de pertencer a esta também.

Pois bem, nessas férias resolvi ir ali ao nordeste saber um pouco mais daquela região, da qual só conhecia a Bahia até então. Começamos por Recife, cidade linda, grande, e muito receptiva com os turistas. Belíssima a Praia de Boa Viagem onde nos hospedamos.

Descobri que o nome da cidade se deriva da palavra arrecife, que se trata de formações rochosas comuns em toda a sua costa. Esses arrecifes proporcionam um interessante fenômeno natural nos mares da região. Quando a maré fica baixa, eles promovem a formação de piscinas naturais agradabilíssimas para um banho tranquilo.

Aliás, piscinas naturais é o que não falta em praticamente todas as praias que visitamos em Pernambuco. Cada uma com uma peculiaridade. Mas isso é assunto para outros post’s .

A visita à Recife pode ser classificada como um turismo cultural. Lá conhecemos prédios públicos importantes e pontos turísticos ligados à história da cidade e do país. É o caso da Casa da Cultura, antes uma prisão que por estar localizada num centro urbano, foi transferida de lugar dando origem a um grande mercado. O interessante é que as lojas funcionam nas antigas celas, das quais uma conservada no seu estado original para que os visitantes tenham uma ideia de como era a vida dos detentos ali.

Outro lugar maravilhoso que visitamos foi o Instituto Ricardo Brennand, que mantém dois museus muito interessantes que funcionam em castelos. Um expõe obras de arte, mobiliário, tapeçaria e esculturas dos séculos XV a XIX e o outro é um museu de armas também desse período, tudo colecionado por Ricardo Brennand ao longo de 50 anos. Um espetáculo!

Abaixo, algumas fotos da viagem. Aqui tem mais algumas dezenas (álbum em edição).

Praia de Boa Viagem e Entrada do Palácio do Governo

Ruas do Recife Antigo

Casa da Cultura

Livraria Cultura e Shopping Paço Alfândega

Museu Ricardo Brennand

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A viagem acabou...


... Mas as férias ainda não. Estou de volta à minha casinha depois de dias abençoados por Deus junto com o marido conhecendo lugares maravilhosos, e tenho muuuuitas novidades para postar. Por isso vou dividir as férias em alguns posts publicados a cada dois dias para conseguir contar e mostrar ao menos um pouquinho do que vivi nesses dias. Algumas fotos já estão no meu Orkut para quem quiser se antecipar.

Também vou aproveitar o tempo de folga que ainda me resta para fazer mudanças no blog, algo que desejo há tempos. E além das férias tenho algumas novidades bem bacanas na gaveta para postar.

Mas agora preciso dormir... zzz

(00:39h)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Rapidinha


Não estou postando nesta semana porque estou viajando de férias, mas não poderia deixar de contar sobre o encontro super legal que tive hoje.

Há alguns dias entrei em contato com a Jan do Koukla dizendo que visitaria a cidade dela e gostaria de encontrá-la. Marcamos, desmarcamos, remarcamos e, enfim, durante o almoço de hoje, já no meu último dia em Recife, conseguimos nos encontrar. Afinal só eu não estou trabalhando, todo o resto do mundo está, inclusive a Jan. É maravilhoso como a internet é capaz de proporcionar encontros como este entre pessoas que dificilmente se encontrariam de outra forma.

Obrigada, querida, por ter se disposto a almoçar comigo. Foi uma grata satisfação te conhecer e devo te dizer que você é exatamente como eu pensava: muito divertia! Além de bonita, agradável, simpática, etc., etc., etc. ... Espero que possamos no ver de novo, de preferência lá na minha terra, hehe.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ah, férias!

Acabo de voltar do feriado de páscoa com gosto de quero mais. Saí no fim de semana para um Sítio em Paraju, sul do ES, e posso dizer que descansei bastante – nem mesmo internet ou celular pegavam no lugar – mas já volto à rotina da semana com a corda toda. Semana esta que antecede as minhas tão esperadas férias!

E por estarem elas à vista, parece que o trabalho triplicou! Nem mesmo consegui colocar aqui as fotos do feriado ou as do encontro de blogueiras do ES que aconteceu na semana passada, muito legal, por sinal.

Espero poder fazer isso em breve, antes mesmo de embarcar para... Não, não, conto sobre isso depois.

Bye...
Update: Abaixo as fotos do encontro de blogueiras que aconteceu no dia 31/03 em Vitória/ES, na cafeteria Café do Canto. Foi muito legal e tivemos a ilustre presença das atrizes Tassia Camargo e Nágila. A Tassia fez o sorteio do livro para o blog O que elas estão lendo?, cujo vídeo pode ser conferido no blog citado. As blogueiras participantes do encontro foram a Renata, a Flávia, a Carminha, a Roberta e eu, além da Raquel e da Mírian - amiga e mãe da Flávia - que não têm blog. Foi uma noite muito agradável!

quarta-feira, 31 de março de 2010

O mundo é dos "fortes"

Imagem pesquisada no Google


Eu não acompanhei o Big Brother Brasil este ano, assim como já não acompanho há muito tempo, mas é impossível assistir a qualquer outra programação da Rede Globo e não ficar informado sobre o que se passou dentro da casa.

Algo que notei, não só nesta última edição, mas especialmente nesta, é que as pessoas que mais se destacam no programa – e por vezes vencem o jogo – são as ditas de personalidade “forte”. Leia-se por “forte”, briguenta, mal educada, ofensiva e hostil. É interessante observar que a maioria de nós associa gente bem resolvida àquelas que dizem qualquer coisa na “lata” das outras da forma como bem entendem. Poupar os outros, quem quer que seja, de ser ofendido é uma atitude totalmente desconsiderada e descabida nos nossos dias. Temos todo o direito de vomitar qualquer porcaria na cara das pessoas, ainda que quase sempre essa sujeira pertença a nós mesmos, aos nossos preconceitos, inveja e sentimentos destorcidos.

Levo totalmente a sério o antigo provérbio que diz, “Palavras são de prata, silêncio é de ouro”, e olha que a calma não é uma das minhas principais virtudes, embora pareça. Ao contrário do que se possa pensar, não defendo pessoas omissas e passivas que aceitam tudo sem se manifestar. O que repudio é uma pessoa pensar que pode se dirigir à outra com total falta de respeito, tanto nas palavras em si como na forma de pronunciá-las. Penso que em algumas situações o silêncio é a melhor opção, pois é uma forma de inibir esse sentimento destrutivo que todos nós carregamos. Palavras devem ser ditas sim, sempre, mas na hora e da maneira certas. E o momento da ira decididamente não é uma boa hora.

Mas o que se pode esperar de um programa como esse? As pessoas vibram com confusão, gostam da agressão verbal – e até física se possível –, sem esse ingrediente o programa não teria tanto sucesso. E ele revela esse lado feio que a maioria de nós carrega e valoriza: o desrespeito aos outros justificados pelos nossos próprios motivos, muitas vezes fúteis e egoístas. Tanto apoiamos esse tipo de comportamento que a prova disso é o vencedor dessa última edição, uma das criaturas mais rudes e agressivas que já vi – de longe, graças a Deus.

E fico a matutar: aonde foram parar virtudes como hombridade, amabilidade, empatia, sobriedade, sensatez? É, não se ganha nada cultivando esses tipos de fraqueza...

sábado, 20 de março de 2010

Eu não poderia deixar...

...de fazer menção ao terceiro aniversário do Prisma. Ele nasceu em março de 2007 e, ainda que com alguma dificuldade nos últimos tempos, conseguiu chegar até aqui. E apesar da ideia de encerrá-lo ter passado várias vezes pela minha cabeça, acho que ainda não chegou a hora do seu fim. Lanço-me o desafio de mantê-lo e torná-lo interessante como ele já foi, mesmo tendo o tempo como fator contrário a esse desafio. Para mostrar meu comprometimento com essa causa, eis o seu novo layout! Ainda não é o que eu queria de verdade, mas até que eu encontre quem possa resolver isso por mim, uma vez que sou totalmente leiga no assunto, vai ficando assim mesmo.

E como em toda comemoração tem que ter comida, não vou fugir à tradição, mas farei uma inovação aos costumes. Em vez de bolo, fica a foto de um delicioso quibe assado que fiz outro dia. Vocês não fazem ideia da delícia que ficou esse prato. A receitinha está aqui, caso alguém se habilite.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quebrando paradigmas

Imagem pesquisada no Google

Sou uma pessoa que não gosta de improviso. Dar um jeitinho, ir se virando como se pode, o provisório que vira permanente, incompetência no que se propõe a fazer, são coisas que me desagradam profundamente.

Acredito nas coisas bem feitas, dou credibilidade àquilo que se baseia em alicerces bem construídos e acho que o que é naturalmente bom não basta, tem que ser acompanhado da perfeição proporcionada pela técnica. Penso que uma pessoa é mais respeitada quando seu trabalho trás o respaldo de uma boa ficha acadêmica. Sou essencialmente assim, mas outro dia fui impactada por duas histórias que abalaram esses meus conceitos pré-estabelecidos.

Como eu já contei aqui no blog, sempre estive bastante envolvida com música e, nos últimos tempos, tenho me enveredado por um caminho que torna bem possível a minha profissionalização nessa área, o que requer mais que apenas talento, requer principalmente estudo, capacitação, que é um caminho um tanto longo na área musical, mas imprescindível no meu ver. Até agora o único instrumento com o qual trabalho é a minha própria voz, mas está chegando um momento em que isso não basta. Aí entra aquela minha antiga história com o piano, que já não se trata apenas de uma paixão pelo instrumento, mas da necessidade de aprendê-lo para a possível inclusão numa nova faculdade, a de música.

Acontece que tenho tendinite no punho direito.

É incrível como os obstáculos se erguem à frente dos nossos alvos. Quando isso acontece, fica a preocupação de investir em algo tão importante e futuramente ver os objetivos escorrendo por entre os dedos, comprometidos por uma disfunção das minhas próprias mãos. E para mim, está fora de questão assumir um trabalho de forma amadora.

Pensando nessas coisas, e um tanto triste com o obvio reafirmado pela opinião dos mais próximos, comecei a ler sobre a carreira de dois músicos. Uma trata da história do maestro João Carlos Martins e sua saga de superação. Esse renomado músico – pianista – teve sua mão direita quebrada num jogo de futebol. Tempos depois desenvolveu LER (Lesão por Esforço Repetitivo – a famosa tendinite) na mesma mão e, como se não bastasse, foi vítima de um assalto cuja agressão em sua cabeça comprometeu os movimentos da outra mão (leia o resumo de sua biografia aqui). Você deve estar pensando que diante de toda essa tragédia ele encerrou sua carreira... Ledo engano. Basta visitar o seu site para ficar a par de sua agenda.

A outra é sobre o músico grego Yanni. Filho de músicos, ele herdou essa habilidade natural. É formado em psicologia e nunca estudou numa escola de música, sendo autodidata nesta área. No entanto, assistir aos seus concertos, que reúnem músicos de diversas nacionalidades proporcionando um show de cultura, é um verdadeiro deleite! Por não saber escrever música de forma convencional, criou uma forma própria. É um grande maestro!

Olhando por esse novo "prisma", não consigo enxergar o meu problema de tendinite ou a minha aparente falta de capacitação que tanto me incomoda. Outro dia me disseram “faça música com o que você tem nas mãos”. Não preciso ser perfeita para que só então a minha música aconteça. Apesar de continuar considerando relevante o que preceitua um trabalho primoroso, já não vejo essa postura como verdade absoluta e inflexível. Fico maravilhada com histórias como essas, capazes de nos abrir os olhos e nos fazer rever nossas convicções. E fico grata a Deus por me presentear com a sensibilidade de conseguir olhar em outras direções e perceber que os Seus propósitos não se resumem aos nossos padrões.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Primeira aula, pra valer

Imagem daqui

Apesar de eu me considerar uma mulher moderna e que tenta, na medida do possível, ser independente, confesso que gosto bastante de ser cuidada, protegida e que façam por mim coisas que eu não curto muito fazer. Essas coisas, penso eu, inclui dirigir automóvel.

Por incrível que pareça, sou uma mulher de 34 anos que não tem habilitação. Mas isso não é assim por pura falta de interesse. Passei muitos anos sem ter carro e quando me casei, eu e meu marido possuímos uma moto por algum tempo, transporte que eu jamais conduziria, até pela incompatibilidade física entre mim e ela. O tempo passou e eu fui protelando com a habilitação.

Quando finalmente compramos o carro, meu marido começou a me dar aulas de direção, mas apesar de ele ser uma gracinha de pessoa, paciente e gentil, a falta de didática muitas vezes faz alguns estragos. Percebi nessas aulas que eu não gostava de dirigir, e os métodos deles acabaram reforçando essa idéia em mim e me causando até alguns traumas de trânsito. Deixei o carro de lado e nunca mais quis tentar durante anos.

Claro que é incômodo sempre depender de alguém para ir a todos os lugares, mas a gente vai se ajeitando. Nosso trajeto de trabalho é o mesmo, então não há problemas para o Nil me levar e buscar. Nos fins de semana estamos sempre juntos. E em apenas algumas situações – costureira, salão de beleza, shopping – ele reclama um pouquinho em ter que me acompanhar, mas é sempre um gentleman.

No entanto, como tudo na vida passa, essa fase também está para acabar. Começamos a visualizar algumas situações que exigem que eu divida essa tarefa com ele. Que situações? Ah, por exemplo, a possibilidade de a família vir a crescer num futuro próximo. Esse seria um bom motivo para eu ter me virar mais sozinha, neh.

Pensando nessas coisas, hoje às sete da manhã fui até a auto-escola. Minha primeira aula de trânsito, pra valer. E eu me saí bem, quem diria! Até já circulei por algumas vias de tráfego razoável.

E agora estou aqui a pensar: Será que eu realmente não gostava de dirigir...?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Solidariedade virtual


Menina, Isso aqui tá abandonado. Cadê você?” Esse foi o comentário que a querida Geórgia deixou no último post dias atrás.

Pessoal, confesso que não tenho dado a mínima atenção a esse blog. Nem é preciso confessar, não é? Todo mundo que ainda passa por aqui percebe isso. A verdade é que, desde que passei por um período de turbulências há aproximadamente um ano, bateu uma grande desmotivação com a escrita. Graças a Deus, a fase passou, mas o entusiasmo não voltou. Tenho raros momentos de inspiração, e só.

Eu que sempre tive tanto assunto para postar, hoje vivo me perguntando: “sobre o que vou escrever?” E muitas vezes, fico chateada e desapontada comigo mesma quando lembro que este espaço já foi tão interessante.

Por varias vezes tenho pensado em encerrar definitivamente o Prisma. Às vésperas de fazer três anos no ar, ele se tornou uma casa cheia de teias de aranha, entregue às moscas e às baratas. Incomoda-me mantê-lo dessa forma, mas simplesmente não consigo escrever o último post. Insisto em pensar que em algum momento o entusiasmo vai voltar e o espaço estará aqui, esperando para ser abarrotado de novidades e assuntos interessantes.

Nessas horas uma simples frase como a da Geórgia surte um efeito... Além dos e-mails e convites dela para participações na blogosfera. Ela é realmente um carinho de pessoa! Sempre se importando e incentivando os outros. É a boa e velha solidariedade, presente até no mundo virtual.

Isso é meio que um desabafo. E uma espécie de explicação a quem sempre gostou de me ler e não tem encontrado nada ao passar por aqui. É engraçada a escrita. Tenho a cabeça cheia de coisas, tantas situações estão acontecendo à minha volta, assuntos legais de serem abordados e compartilhados e eu não consigo “colocar no papel”. A escrita não é só técnica, é principalmente sensibilidade. Uma sensibilidade que sempre tive e que me tem escapados dos dedos.

Definitivamente, preciso voltar a escrever.