quarta-feira, 3 de março de 2010

Primeira aula, pra valer

Imagem daqui

Apesar de eu me considerar uma mulher moderna e que tenta, na medida do possível, ser independente, confesso que gosto bastante de ser cuidada, protegida e que façam por mim coisas que eu não curto muito fazer. Essas coisas, penso eu, inclui dirigir automóvel.

Por incrível que pareça, sou uma mulher de 34 anos que não tem habilitação. Mas isso não é assim por pura falta de interesse. Passei muitos anos sem ter carro e quando me casei, eu e meu marido possuímos uma moto por algum tempo, transporte que eu jamais conduziria, até pela incompatibilidade física entre mim e ela. O tempo passou e eu fui protelando com a habilitação.

Quando finalmente compramos o carro, meu marido começou a me dar aulas de direção, mas apesar de ele ser uma gracinha de pessoa, paciente e gentil, a falta de didática muitas vezes faz alguns estragos. Percebi nessas aulas que eu não gostava de dirigir, e os métodos deles acabaram reforçando essa idéia em mim e me causando até alguns traumas de trânsito. Deixei o carro de lado e nunca mais quis tentar durante anos.

Claro que é incômodo sempre depender de alguém para ir a todos os lugares, mas a gente vai se ajeitando. Nosso trajeto de trabalho é o mesmo, então não há problemas para o Nil me levar e buscar. Nos fins de semana estamos sempre juntos. E em apenas algumas situações – costureira, salão de beleza, shopping – ele reclama um pouquinho em ter que me acompanhar, mas é sempre um gentleman.

No entanto, como tudo na vida passa, essa fase também está para acabar. Começamos a visualizar algumas situações que exigem que eu divida essa tarefa com ele. Que situações? Ah, por exemplo, a possibilidade de a família vir a crescer num futuro próximo. Esse seria um bom motivo para eu ter me virar mais sozinha, neh.

Pensando nessas coisas, hoje às sete da manhã fui até a auto-escola. Minha primeira aula de trânsito, pra valer. E eu me saí bem, quem diria! Até já circulei por algumas vias de tráfego razoável.

E agora estou aqui a pensar: Será que eu realmente não gostava de dirigir...?

4 comentários:

Georgia disse...

Ótimo, é assim que tem que ser. Dirigir é uma sensacao de liberdade muito grande.
Fora disso é uma necessidade.
Só nao sou do acordo que se aprenda com marido ou com alguém da família, pois os riscos sao grandes, além do que até mesmo de te deixar com muito mais medo. E tb nada de treinar com o marido, treinamento é na escola e tem-se que ser responsável que o carro do marido nao é especial como o da escola, pois num perigo ele nao poderá brecar o carro e no desespero da situacao vc ao invés de frear, acaba acelerando e o acidente tá feito.

Olha, a Flávia deixou no O que elas estao lendo um pedido no blog para as pessoas que vivem no ES. Vai lá e vê e depois entra em contato com ela.

Bjao e estou muito orgulhosa que vc está aprendendo a dirigir.

nilton disse...

Sou seu fã!

Luciana Reis disse...

Eu também sou sua fã amiga... rsrs
Acho que vamos tirar a habilitação juntas, pois também estou cuidando disso...
Minha prova é semana que vem.. rrs
Beijos e saudades!
Luciana

Eu a Mah disse...

Gostei por demais das cosias que vc escreve..da rotina, o cotidiano, mas de forma leve e, quase, como se fosse uma novidade. adorei...

http://meninabezerra.blogspot.com/