quarta-feira, 30 de junho de 2010

Morro do Moreno

Estava super animada para o fim de semana passado. Acordei cedo no sábado – fato que normalmente não acontece –, pois o dia prometia: eu e Nil íamos subir o Morro do Moreno.

Há muito tempo eu planejava esse passeio que, além de muito agradável, me proporcionaria belíssimas imagens da minha terra. O Morro fica em Vila Velha e de lá se tem a melhor vista da cidade e da Capital, Vitória. Por este motivo ele foi, desde a época da colonização, um posto de observação para segurança da região contra invasão de navio inimigos. O responsável era um colono português, João Moreno, daí o nome do morro. Depois também passou a ser utilizado no auxílio da navegação.

Lá fui eu naquele lindo sábado de sol, cheia de disposição, com meu squeeze na mão e... Não consegui subir! Dá pra acreditar? Dez minutos, se muito, foram o suficiente para eu me sentir muito, muito mal, então voltei pra casa enquanto os amigos que nos acompanhavam continuaram a subida. Fiquei arrasada! E já estou com um médico agendado para receber algumas orientações a respeito de exercícios físicos. :(

Mas, até que eu consegui captar algumas imagens lindas no início do passeio, vejam.
Mas era dessas imagens que eu estava em busca... foram cedidas gentilmente pelos amigos que concluíram a subida.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Nada substitui um pedido de desculpas


Há muitos anos convivi com alguém que, quando magoava as pessoas - e se dava conta disso -, se aproximava com um leve sorriso oferecendo o dedo mindinho para ser tocado pelo ofendido. Era a sua forma de “fazer as pazes”, mas esse gesto nunca vinha acompanhado de um reconhecimento verbal do seu erro. E pior, ele achava que o outro era obrigado a aceitar o “seu dedo”, como se o sujeito tivesse a sorte de ele querer reatar o relacionamento. Tudo bem, esse cretino era um egocêntrico que achava que o universo girava ao seu redor, e ainda ocupava uma posição em relação aos outros que favorecia esse comportamento.

Mas há pessoas legais, gente boa mesmo, que tem uma dificuldade enorme em pedir desculpas. Será que essas pessoas se acham incapazes de errar? Sim, porque só não necessita ser desculpado quem está sempre certo. Ou será tão tremendamente humilhante para alguns o reconhecimento de um erro?

Acho que este é o ponto. Um pedido de desculpas nada mais é o que uma atitude de humilhação. É descer um degrau diante do outro e considerar-se falho com ele. É pedir ao outro de que desconsidere a culpa que carrega sobre si por tê-lo ofendido. E esse pedido é passível de uma recusa. Posição desconfortável demais! Então o indivíduo procura pular essa etapa imprescindível da reconciliação e parte para a prática de pequenas gentilezas, oferece presentinhos e faz charme para reconquistar o outro. Pior é que muitas vezes essa tática subornadora do respeito dá certo. Lamentável!

Por vezes ouço alguém dizer: “mas isso não é motivo para um pedido de desculpa, está fazendo tempestade num copo d’água”. O fato é que há uma ausência muito grande de sensibilidade e de preocupação com o bem estar alheio. Ninguém mais conhece o sentido da palavra empatia, esse sentimento fora de moda. Se conhecessem – e o exercessem – saberiam que há coisas que não arranham a si, mas são capazes de ferir profundamente ao outro.

Mas empatia e humildade é uma questão de princípios. Alguns, por mais gente boa que sejam, nunca compreenderão.