sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Os rumos da vida

Quando nasce uma criança, não imaginamos o que acontecerá a ela no decorrer da vida. Na verdade, imaginamos sim, que ela será uma boa pessoa, bem sucedida, honrada, um cidadão de bem. Esse é sempre o nosso desejo, mas...

Crianças são lindas, doces, encantadoras. São totalmente capazes de deixar os adultos hipnotizados, a mercê de suas vontades. E tantas vezes esse encantamento impede que os pais tomem certas atitudes na correção e educação de seus pimpolhos. É compreensível que para os pais, especialmente para as mães, seus filhos sejam perfeitos. É compreensível, mas não é saudável.

Mas aonde quero chegar? Uma criança que se torna desobediente, rebelde à autoridade dos pais e de outros adultos, que mente sem ser confrontada (sim, crianças mentem!), que não é corrigida quando diz um xingamento ou ri do defeito físico do outro, enfim, uma criança que não é educada em toda amplitude desta palavra, dificilmente terá um futuro próximo daquilo que ansiamos para ela.

É triste olhar para alguém que não tem respeito pelo próximo, que não paga suas contas, que não consegue respeitar uma hierarquia, que prejudica as pessoas, que pensa que o mundo gira em torno de si e que se sente imune a tudo, e ver nela o reflexo daquela criança, desajustada desde pequena, mas tão linda e a quem queríamos tão bem.

Pobre criança... Pobre garoto... Pobre indivíduo que, apesar de vinte e tantos anos, nunca chegou a virar um homem de fato, um cidadão de bem. Pobre dele que não mais terá a chance de chegar a sê-lo. Foi assim, desse jeitinho, que ele traçou seu rumo. Ou que traçaram por ele, não sei.

Ontem eu tinha 13 sobrinhos. Hoje tenho 12.

7 comentários:

Georgia disse...

OI Célia, é triste quando pais nao assumem os seus papéis, o resultados sao filhos sem rumo e sem direcao...

Um beijo

Lúcia Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lúcia Soares disse...

Célia, que triste!
Espero que os pais encontrem o consolo necessário para tocar a vida.
Uma pena um rapaz jovem que se vai.
Que ele tenha um bom lugar e seja feliz, como talvez não tenha sido aqui.
Meus sinceros sentimentos a você e toda a família.
Beijo!

Anônimo disse...

oh Célia, todo o medo que tive e tenho an vida é de me olhar no espelho e ver o que fiz da vida de meus filhos.
Ou seja, gracas aDeus, cada um está seguindo o rumo da vida deles. Uma casou.Outro, entrou no Exercito do Brasil e um está numa escola tecnica sueca.
E eu me sinto aliviada com isso

bjs e dias felizes
Grace

Aprendiz da Vida disse...

Li seu texto e senti magoa. Vale a pena sentir algo assim? Somos tão pequenos, a gente não sabe o dia do amanhã. Esse rapaz que voce falou, pode ser amanhã uma luz.

Lindo seu blog..Parabéns.

Aninha Pontes disse...

A cada dia, aprendemos, também com os filhos, a educa-los.
É uma tarefa difícil, ams precisa ser realizada. A nós coube a tarefa de educar e fazer de nossos filhos, homens de bem e temente a Deus.
Hoje, agradelo a Deus, por ter conseguido, e ainda peço pelo meu neto.
Muita força em Deus, para superar essa perda.
Um beijo

Sabor de Pitanga disse...

Muito bonito e emocionante seu texto!
Mas uma coisa é certa: nem sempre os pais têm influencia na vida dos filhos. Eu mesma fui vizinha de uma familia (classe média) no Brasil, que era composta por vários filhos. Os pais davam a mesma educação pra todos (eram 8 filhos) e, tres dos rapazes deram pra praticar roubos. Um deles, "ladräo de gravata", outro, roubava e matava (até que a policia lhe tirou a vida) e o terceiro, matou duas mulheres (uma delas aluna da minha irma, morreu com arame farpado no pescoço). Eu menina, mas, lembro-me do sofrimento dos pais e dos outros irmãos! É muito triste quando os filhos nascem assim! No caso que narro, acho mesmo que os tres rapazes eram psicopatas! Não há outra explicação! E, assim sendo, os pais não devem se culpar por isso...

Abraços