terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Redenção


É uma fase um tanto instável. Momentos de risos outros de lágrimas, acertos e desacertos, indefinições, situações que fogem ao controle, momentos em que trechos da cordilheira se estreitam fazendo resvalar os pés, planos frustrados, decisões a tomar quando a dúvida se agiganta diante de nós e nos tornamos tão pequeninos...

É nesse momento que nasce o CD Redenção. Não é apenas mais um musical gravado, mas a mensagem de que tudo depende d'Aquele que, por um amor imensurável, nos presenteou com Sua própria vida.

Para mim, não parece suficiente expressar com os lábios cada uma dessas canções, queria que meu coração se abrisse para dar vazão à emoção contida e apertada dentro dele. E por algumas vezes essa emoção escapou pelos meus olhos enquanto ouvia sobre o amor, sobre a graça, sobre a cruz, sobre a redenção.

Para comprar ou apenas ouvir trechos de algumas das canções (no rodapé da página) clic AQUI.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lar


Dia desses, eu cheguei em casa à noite, tomei banho e me esparramei no sofá. Comentei com o Nil o quanto é bom estar em casa depois de um dia cansativo. Então lembrei de um historia que li uma vez. Ela contava sobre um homem com seu realejo e uma das canções tocadas pela velha caixa de músicas trazia a seguinte frase:"Minha casa, doce lar. Nada há como o meu lar!".


Fiquei pensando na diferença entre casa e lar, apesar de, na música, essas palavras serem sinônimas. Cheguei a uma conclusão: casa é feita de tijolo, areia, barro, madeira. Lar é feito de amor, carinho, cuidado, cheiro, tato, paladar. Um poeta retratou muito bem, em outra canção, essa idéia de ser o lar construído de tantos sentimentos e sensações, “O lar é onde o coração está...”. Essa premissa, herança grega, de que o coração é portador de todas as coisas boas, é remetida para a construção de um lugar físico para onde possamos transferir tudo de bom que há em nós.


Gosto desta ideia. É muito bom reunir num lugar especial, pessoas a quem amamos, gostos que compartilhamos, imagens que gostamos, criações das quais nos orgulhamos, sabores que apreciamos, sons com os quais nos encantamos. É bom estar onde podemos gargalhar sem constrangimentos, desfilar de pijama de bolinhas, andar descalço, sentar sobre as próprias pernas, mudar coisas de lugar, falar horas ao telefone, comer franco à passarinho com as mãos... Na minha casa a comida é mais saborosa, o café mais fumegante, o banho mais relaxante, o sono mais tranquilo, o riso mais solto...


Nosso lar é onde somos essencialmente nós mesmos, o melhor lugar do mundo. É para onde sempre queremos voltar, pois não importa aonde formos, é lá que sempre fica o nosso coração.


Imagem: Foto minha tirada em Pedra Azul/ES, em 2008

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mágoa


A mágoa é como um sabor amargo. É como se, ao comermos uma fruta doce e saborosa, de repente mordêssemos um pedaço estragado. Não importa quão doce tenha sido o primeiro sabor, permanece por um longo tempo no paladar o amargor do último pedaço.

Sentimentos amadurecem para o bem e para o mal. É dolorido se dar conta de que certas sutilezas e sensibilidades do coração endurecem com o tempo. Perceber isso deixa um buraco na alma.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Big Brother Brasil


Transcrevo abaixo um texto de Luiz Fernando Veríssimo sobre o reality show que arrasta milhões de telespectadores para diante de suas TVs todos os dias. Devo acrescentar que concordo com cada palavra dele. Acesse o link “Continue lendo”.