terça-feira, 10 de maio de 2011

Elefante Branco

Sempre gostei de saber a história por trás de uma situação. Constantemente me pego questionando, curiosamente, sobre o que levou uma palavra a ser dita, um costume a ser praticado, um comportamento a ser adotado, uma cultura a ser convencionada. Sou assim, gosto de significados e adoro história.

Pensando nisso, resolvi compartilhar com os leitores do Prisma algumas curiosidades sobre práticas que adotamos e ditos populares que incorporamos em nosso vocabulário. Eles costumam ter origens tão interessantes, mas que a maioria de nós infelizmente desconhece. Relacionei várias dessas histórias que chegaram ao meu conhecimento de alguma maneira – nem sempre me lembro como – e vou publicar aqui.

Elefante Branco

Antigamente, no reino de Sião, onde hoje se localiza a Tailândia, era costume do rei agraciar alguns de seus cortesãos com um elefante branco, animal sagrado para aquela cultura.

Acontece que o “presentinho” do rei, que por um lado poderia significar favoritismo do monarca pelo cortesão que era presenteado, acabava por se tornar um terrível transtorno para o “agraciado”. Por ser um animal sagrado, o elefante não podia ser posto a trabalhar como os outros animais. Como presente real, não podia ser recusado nem vendido, e muito menos sacrificado. Restava ao infeliz proprietário, acomodá-lo, alimentá-lo e mimá-lo com todo luxo e honrarias devidos a uma divindade, sem obter nenhum resultado de todo esse custo e trabalho.

Desse fato surgiu o termo “Elefante Branco” para designar algo que se adquire e do qual não se pode livrar, e que não tem nenhuma serventia, senão gerar despesa e trabalho inutilmente! É um termo bastante usado para se referir a obras públicas sem utilidade.

Imagem: Daqui


9 comentários:

ЯลறOท disse...

COmpartilho desse seu interesse, célia! Minha curiosidade me consome, às vezes rsrs. òtimo post!

Luisa disse...

Ei Célia! Este texto me fez pensar seriamente a respeito do apelido "Elefante Branco" para o Auditório do Centro de Ciências da Saúde da UFES (HUCAM) Ele pode ser feio, esquisito mas com certeza não é inútil! Está vendo como a falta de conhecimento dos significados das palavras nos faz cometer julgamentos injustos.
Até a próxima!

Jabesmar disse...

Parabéns Célia!
Sempre usei o termo, mas desconhecia a origem do ditado popular.

Alexgvendas disse...

Célia, muito bom, quando tiver mais pode enviar pois ajuda muito em nosso conhecimento.

wanderson luiz disse...

Celinha, conceterza todos os dias que eu passar pela segunda ponte e olhar para o antigo Tranquedão, lembraei do seu artigo! "Wando"

deuseamenina disse...

Estive aqui, aprendi, cresci. Não sabia nada disso. Gostei! Boa semana.

Lubaya disse...

Adorei saber...Célia! Fiz um blog também(entreterimento) to me familiarizando ainda...se quiser seguir e indicar agradeço.Espero que goste. http://oquesepassalafora.blogspot.com/

Lúcia Soares disse...

Célia, como li o post anterior primeiro, já vi que está seguindo mesmo meu pensamento, de postar sobre essas curiosidades. Vai ser muito bom ler por aqui.
Essa do elefante branco eu já tinha lido,não me lembrava, mas acho isso mesmo sobre "elefantes brancos". Como os temos em obras públicas, principalmente!
Beijo!

Georgia disse...

Célia, tudo bem?

Muito interessante. Na verdade o presente passava a ser um castigo para quem o recebia.

Um bjao