domingo, 29 de janeiro de 2012

O meu crucifixo




Há algum tempo atrás ganhei, de um amigo, um crucifixo de presente. Foi até de certa forma divertida, a ocasião em que fui presenteada, pois ele, meio desconcertado, confessou ter se esquecido de que eu não era católica quando o comprou para mim.

De fato, nunca utilizei um crucifixo em meus atos e rituais religiosos, e o meu discipulado, baseado no ensino e prática protestantes, sempre desencorajou o uso de qualquer imagem, inclusive o crucifixo, o qual descreve um Jesus ainda pendurado no madeiro, sendo que a ênfase do evangelho é a de que ele não está mais ali, ou seja, ressuscitou, portanto, a cruz está vazia.

Voltando ao presente do meu amigo, não me senti de forma alguma impelida de recusá-lo, o que a maioria dos evangélicos certamente faria, mas aceitei-o de bom grado, por dois motivos principais: primeiro, porque tento ser uma pessoa educada, e recusar um presente seria terrivelmente grosseiro e ofensivo em minha concepção de etiqueta; segundo, porque não sou definitivamente inclinada a certos radicalismos e “superstições evangélicas” muito comuns em nosso meio. Aceitei o presente, muito bonito, devo acrescentar, e o guardei na minha gaveta certa de que jamais o usaria para qualquer finalidade religiosa, mas o manteria ali como uma bela lembrança de um amigo.

Hoje à tarde, no entanto, o inesperado aconteceu. Às voltas com a leitura do maravilhoso livro A assinatura de Jesus, de Brennan Manning, me vi pegando aquele terço de minha gaveta e contemplando a pendente imagem do minúsculo Jesus ali crucificado. Sei que a bela ilustração entalhada no metal jamais me permitiria a dimensão da verdadeira imagem daquele momento ocorrido há mais de dois mil anos atrás, que nada teve de bela, mas ainda assim, a observação dela arrancou lágrimas do mais profundo da minha alma “essa imagem está gravada na carne do meu coração, a assinatura de Jesus”.

Talvez você esteja incrédulo ao ler esse texto e até questione o fato de, em seu conceito – ou pré-conceito – uma imagem ser capaz de mover a minha fé. Queira Deus que a imagem do Cristo crucificado te leve, como a mim, à pequenina percepção do Seu amor demonstrado nessa cena. Eu também celebro a cruz vazia. Mas esta só faz sentido para mim porque antes Ele passou por ela. Isso faz toda a diferença!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os "Sem Noção" virtuais



É interessante encontrar certas figuras nas redes sociais que, sabe Deus, qual sua intenção em estar ali: se relacionar ou divertir (leia-se, indignar) o resto da comunidade.

Já vi gente marcando encontro (com detalhes), trocando telefones (imagine!), informando sua localização (exata), publicando fotos de terceiros sem autorização, tudo isso num ambiente comunitário de uma rede mundial. Já vi até os murais compartilhados do Facebook se transformarem em verdadeiras arenas romanas de troca de “gentilezas”. Não passa pela cabeça de tais pessoas que todas as redes oferecem algum tipo de acesso restrito aos participantes para a troca de tais informações. Além de algumas destas não serem do menor interesse dos demais, as pessoas perderam a noção de como se corre perigo expondo detalhes de suas vidas na internet.

(Texto longo, clique no link abaixo para ler na íntegra)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O meu Neguebe


Quando o Senhor reconduziu os cativos de Sião, éramos como aqueles que estão sonhando. Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de cânticos. Dizia-se, então, entre as nações: grandes coisas fez o Senhor por eles. Sim, grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres! Volta, Senhor, a restaurar-nos como as torrentes no Neguebe.
Salmos 126:1-4

O Neguebe é uma região de depressão ao sul de Judá onde, comumente, poderia haver um imenso rio de águas profundas e abundantes, como ocorre ao lado oeste. Mas por algumas questões geográficas, climáticas e atmosféricas, isso não acontece. Apenas ocasionalmente, especialmente no período do inverno o Neguebe se enche por causa das chuvas que são mais abundantes nessa época por aquelas bandas. Durantes as outras estações, ele se beneficia apenas do orvalho matinal e da umidade causada por afluentes de algumas bacias do oeste que chegam à sua região, gerando uma pequena possibilidade de sobrevivência natural ao seu entorno.

Pensando no texto acima, do qual sempre gostei, especialmente porque ele é a inspiração de duas lindas canções das quais eu gosto muito, percebi que tenho vivido a estação do inverno no meu Neguebe. Sinto o transbordar de um rio de imensa felicidade de dentro de mim, cujos respingos têm atingido – e às vezes encharcado – aos que me cercam, o que me faz vislumbrar, em vez do deserto árido e cinzento de tempos atrás, uma campina verde e cheia de árvores cujos frutos deliciem a quem passar por ali...

Sinto-me como Israel, livre do cativeiro da mediocridade, uma “boba alegre”, rindo e cantarolando como se não estivesse acreditando no que está acontecendo.

Não me lembrava de como é bom viver isso!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil

(Texto postado aqui pela 2ª. vez, a 1ª foi em fevereiro/2011)

Transcrevo abaixo um texto de Luiz Fernando Veríssimo sobre o reality show que arrasta milhões de telespectadores para diante de suas TV's todos os dias. Devo acrescentar que concordo com cada palavra dele. Como o texto é longo, acesse o link “Continue lendo” para lê-lo completo.

BIG BROTHER BRASIL
Por Luiz Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima segunda (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.