segunda-feira, 2 de abril de 2012

Manifesto em defesa do Hospital Universitário



O Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM), também conhecido como Hospital das Clínicas, é o maior complexo médico-hospitalar do Estado (em número de atendimentos) e recebe exclusivamente pacientes do SUS.

(Acesse o link abaixo para ler o manifesto completo)




Trata-se do hospital-escola da UFES, fundamental na formação dos profissionais de saúde, servindo como campo de prática para os cursos do Centro de Ciências da Saúde (Medicina, Enfermagem, Odontologia, Farmácia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Nutrição e Fonoaudiologia), além dos cursos de Residência Médica e Multiprofissional.

Por mês, são realizadas em torno de 16 mil consultas médicas nos seis ambulatórios anexos ao hospital. São realizadas, ainda, 700 cirurgias/mês e 10 mil internações/ano. O hospital atende a pacientes de todos os municípios capixabas, e também do sul da Bahia e leste de Minas Gerais, além de outros estados.

O HUCAM é referência na média e alta complexidade, nas áreas de Infectologia, HIV/AIDS, Pneumologia, Tuberculose, Dermatologia, Hanseníase, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Neurologia, Reumatologia, Pediatria/UTIN, Ginecologia/Obstetrícia, Gestação de Alto Risco, Mastologia, Nefrologia/Transplante Renal, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia Bariátrica, Cirurgia Plástica, Urologia, entre outras.

Por falta de profissionais, estima-se que menos da metade do total de 314 leitos esteja em funcionamento. A ociosidade atinge todos os setores e cresce a cada dia, prejudicando diretamente a assistência e o ensino. No momento, o pronto-socorro e diversas enfermarias estão fechados e as internações de novos pacientes estão suspensas.

Além disso, os médicos residentes de clínica médica paralisaram suas atividades na sexta-feira (dia 30) e os residentes das demais áreas também devem aderir ao movimento nos próximos dias. O semestre letivo dos cursos de saúde, principalmente da Medicina, está gravemente comprometido. E o pior: há o risco de descredenciamento dos cursos de residência médica e graduação.

O déficit de servidores é um problema antigo porque o governo federal não realiza concurso público para repor a perda de pessoal, deixando o hospital à mercê de soluções paliativas e de esmolas das prefeituras e do governo estadual. Hoje, dos 1800 funcionários, metade não é servidor público federal, e um terço do custeio é gasto para manter cerca de 500 profissionais terceirizados.

O HUCAM acaba de perder 125 funcionários, em virtude do fim de um convênio com a Prefeitura de Vitória. Em agosto, o término de outro contrato deve retirar mais 300 profissionais do hospital.

Para evitar o fechamento imediato do hospital, o Conselho Universitário da UFES terá, na próxima terça-feira (dia 3), a chance de garantir, em caráter emergencial e provisório, a permanência de pelo menos parte dos 125 funcionários dispensados.

Caso contrário, o Hospital Universitário, que já opera no limite há anos, chegará a um nível crítico, inviável para o seu funcionamento. E quem perde são os pacientes, alunos, residentes e a sociedade capixaba!

Por iniciativa dos estudantes e residentes do CCS, será realizado um ato público na segunda-feira (dia 2) em defesa do HUCAM, com concentração em frente ao hospital a partir das 16h e caminhada rumo à Reitoria da UFES.

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