quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Até onde usar a psicologia infantil?



Essa imagem que vi no Facebook me inspirou a escrever sobre as minhas impressões a respeito do uso da psicologia infantil. Aliás, ultimamente esse assunto muito tem chamado a minha atenção, hehe!
 
Eu tenho as minhas reservas em relação à utilização de métodos e recursos de convencimento, seja em que área for, mas especialmente na área da educação. Por vezes as pessoas contestam meus pontos de vista, mas vamos a algumas considerações antes disso.
 
Pode parecer antiquado, mas sou totalmente adepta do princípio no qual as crianças devem ser iniciadas desde cedo no aprendizado sobre a autoridade dos pais. Isso vai definir o comportamento delas não só em relação a eles, mas às autoridades de modo geral impostas a elas no decorrer da vida. É claro que crianças são crianças, e não se pode cobrar delas atitudes maduras como a um adulto, mas mesmo entre crianças é possível observar, pelo comportamento, as que têm noção de respeito e as que não têm.
 
O grande problema é que muitos pais têm uma visão equivocada a respeito dos filhos. É bem comum que uma carinha linda e uma voz docinha convencem muito facilmente de que aquele serzinho fofo é um anjo inocente e merece que todas as suas vontades sejam satisfeitas, mas isso não é verdade. Crianças são muito mais perspicazes do que se pode imaginar, e por serem naturalmente assim elas sabem exatamente como manipular uma situação a seu favor. Não, não acho que crianças sejam maquiavélicas, apenas penso que elas já são dotadas das mesmas características e sentimentos básicos que os adultos, dos bons e dos nem tão bons assim, e que uma ou outra coisa poderá ser potencializada conforme a criação e as influências.
 
Não consigo digerir essas teorias de convencimento que os pais são orientados a usar para que a criança coma, durma, tome banho ou faça o que quer que seja. Não acho que criança tenha que ser convencida de alguma coisa, acho que ela deve ser bem orientada ao ponto de saber e compreender - dentro do seu universo e limitações, claro - porquê deve fazer ou deixar de fazer algo. Ficar adulando e implorando é simplesmente alimentar manhas e birras, próprias da infância sim, mas que devem ser corrigidas como qualquer outro comportamento inadequado.
 
Não estou sugerindo uma tática fria e militar, ou menosprezando a dificuldade que é educar, tenho 13 sobrinhos, sei que é um trabalho árduo, hehe! Mas quem disse que o que é difícil deve ser posto de lado? O que acredito é que por mais trabalhoso que seja, a insistência gera ótimos resultados que são pra vida toda.
 
Voltando à foto, acho que servir uma refeição divertida é bacana sim, mas simplesmente para promover um momento lúdico, divertido, de carinho e cuidado com o pimpolho, e não para encorajar a ideia de que o ideal na vida é aderir apenas ao que é belo e prazeroso.

12 comentários:

Georgia Aegerter disse...

Oi amiga, obrigada por retirar as letrinhas. Hoje já fiz até um post que vai entrar dia 22 sobre isso.


Eu, tb nao uso deste tipo de tática. Crianca que nao come nada entre as refeicoes, chaga na hora do almoco ou jantar está faminta e come até o que nao gosta dependendo do tamanho da fome.


Olha, pinta sim, vai dar tudo certo. Para a mesa, escolhi uma cor de fundo e depois coloquei a mesa no jardim porque com o pincel salpiquei diversas cores. E ai a grama nao ficou mais verde e sim toda colorida, rs.

Felipe já nasceu? Acho que nao, mas tá pertinho, né?
Felipe é um nome muito bonito. Para o nascimento do daniel eu tb tinha na lista Felipe.


Bjos

Celia Rodrigues disse...

Geórgia,
Felipe não nasceu, ainda é para início de dezembro.
Engraçado que eu também tinha Daniel na minha lista como um dos nomes preferidos! Mas o marido bateu o martelo para Felipe.
Bjo!

Camille disse...

Concordo e muito com o que voce disse. (li o que a Georgia escreveu do teu livro e vimte conhecer).
O pediatra da minha filha, doutor Paulo Eiro, que alias faleceu, grande baixa- era um espetaculo de ser humano- dizia- educa agora, na adolescencia vai ser muito mais dificil.Concordo. A minha esta indo na linha.De vez em quando da seus chiliques de pre mestruação- que em breve...-mas depois baixa a crista. Foi educada da seguinte forma:quem nao aprende em casa vai aprender na rua.E na rua se aprende com humilhaçao e em casa, com amor.Entao? Preferem no amor, meus dois filhos.O meninoja ta grande. Gostei bem do teu jeito de escrever, direto , leve e bom. Bjos e muito prazer!
Camille ou Pauline Herbach

Lúcia Soares disse...

Célia, que bom saber do seu bebezinho, nome e data (já sabia que vc está grávida, claro). Gosto muito de Felipe.
Olha, sua linha de pensamento está certíssima, criei meus filhos na "linha dura" mesmo, e hoje conversamos e eles dizem que fiz o certo, e assim querem para seus filhos. Acontece que minha mais velha teve um bebê e depois de 2 anos teve gêmeos. Quase 3 bebês em casa, né? E mora longe de toda a família, então às vezes as coisas saem de controle, ela tem, literalmente, que ceder em algumas coisas, senão o caldo entorna! rsrs Não é fácil, minha amiga, mas os pais bem estruturados conseguem dar a melhor educação para os filhos. Tenho certeza de que você e seu marido conseguirão.
Beijo! (cadê seu livro, como posso tê-lo? (luciasoaresbh@gmail.com)
Beijo!

Lúcia Soares disse...

Desculpa, e-mail errado. O correto: luciahsoaresbh@gmail.com

Mary disse...

o cansaço e a falta de disposição para escrever me acompanham há algum tempo, estou me forçando a atualizar o blog pq se não faço assim o pobre fica a ver navios por um tempão, hehehe.. acho que esta falta de disposição anda meio geral, tem horas que chego a pensar que o blog vai cair 100% em desuso e vou ser a última vovozinha escrevendo aqui..

amiga queria te felicitar pelo pimpolho, a última vez que te visitei vc não sabia o sexo, que venha felipe pra encher tua vida de alegrias..

amei teu texto, penso exatamente como vc, acho que uma criança tem que respeitar pai e mãe por serem pai e mãe e não em troca de alguma recompensa.. vejo muitas crianças "vítimas" da criação moderna, onde os pais tentam compensar as crianças com presentes e agrados pelo fato de não estarem presente na rotina diária da criança.. assino embaixo de tudo que vc disse..

beijos mil e ótima semana..

Georgia Aegerter disse...

Felipe é um nome lindo! E tenho certeza que ele vai gostar.

Bjos querida

Luma Rosa disse...

Penso do mesmo modo que você e a única coisa que fazia diferente para o meu filho era não carregar em temperos. A criança aprende a comer certo quando faz as refeições com a família. Alguns pais tendem a dar comida para os filhos antes ou depois, eles ficam sozinhos e desestimulados. Quanto ao paladar, esse muda durante a vida conforme as novidades vão sendo apresentadas. Por isso, evite apresentar logo cedo as guloseimas.
As crianças prestam mais atenção nos que fazemos, do que no que falamos. O exemplo é tudo! A criança percebe tudo!!
Beijus,

Georgia Aegerter disse...

Já tem gente nova em casa?

Dê noticias.

Bjos

Celia Rodrigues disse...

Ainda não, Geórgia. Ainda faltam 4 a 5 semanas. Assim que ele chegar vai ter fotinha por aqui. Bjo!

Georgia Aegerter disse...

Passando para um abraco

Georgia Aegerter disse...

Querida, parabéns pela bencao emm teus bracos.