segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Uau! Um ano já se passou!



Pois é, ainda tenho a lembrança bem fresca na memória daqueles dias passados na maternidade, da noite de sexta-feira em que tantas emoções, sentimentos e sensações me visitaram ao mesmo tempo, dentre eles uma mistura estranha de medo e alegria, durante o nascimento do meu bebê. E agora ele já nem é mais um bebê, mas um menininho de um ano!

Depois que deixei de ser a Celia, simplesmente, para me tornar a mãe do Felipe, descobri tantas coisas... Descobri repentinamente a perda da minha liberdade, o peso da renúncia, um senso extremo de proteção, descobri um encantamento inexplicável, uma disposição até então desconhecida para o cuidado, descobri que a educação prática é infinitamente mais complexa do que a teórica,  e descobri algo em especial: o que é dependência, mas não apenas a dele para comigo, mas especialmente a minha das outras pessoas. E com essa descoberta outro sentimento tem aflorado durante esse primeiro ano de maternidade: gratidão.

Não apenas como força de expressão, essa palavra, de fato, representa a chegada do Felipe em nossas vidas. Sempre fomos tão independentes, tão autônomos, no papel contrário ao atual, mais oferecendo nossos préstimos do que precisando dos outros. Mas aprendemos nesse tempo que gratidão é perceber de uma outra maneira como somos amados por nossa família e por nossos amigos, a cada vez que eles tornam mais fácil a difícil tarefa de sermos pais, quando os vovós tomam conta do pequeno para nós, quando nos dão alguma orientação, quando minhas irmãs e minha mãe vão lá em casa me dar uma força (e que força!) com os afazeres do lar que já não anda tão organizado como antes, ou quando nos atendem em qualquer outra necessidade, e com que carinho fazem isso tudo por nós! Como somos privilegiados!

Hoje, mais que por qualquer outra coisa, sou grata por essas pessoas tão especiais que tornam mais alegre e mais leve nossa jornada ainda tão curta como pais do Felipe.