terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

3.8 chegando...



Lembro-me de alguns anos vividos em maré mansa, bonança, brisa suave. Campinas verdes, céu azul, borboletas ziguezagueando em meio às flores do meu caminho. Boa visibilidade, estrada sem curvas, um lindo tapete à minha frente a perder de vista. Foi quando resolvi curvar...

E ao fazer essa curva, aos poucos o tempo foi acinzentando, a relva deu uma secada, os ventos se tornaram impetuosos e o caminho que se apresentou diante de mim as vezes era tão íngreme e sinuoso que eu não conseguia enxergar nada além de um tantinho adiante do meu nariz. Escolhas...

Elas quase sempre fazem isso com a gente, e, por mais acertadas que sejam (ou não!), não se revelam logo de cara, dando-nos a oportunidade de experimentar o medo, a dúvida, a ansiedade, a insegurança, afinal somos humanos...

Uma humanidade que se torna quase um fardo nesses momentos. É quando nossas fraquezas, nossas debilidades, fragilidades, inseguranças, tudo se torna mais visível e insuportavelmente real diante do espelho de nossa alma. Ah, não fosse Deus...

Obrigada Deus, por viver esses momentos, porque especialmente neles percebo quem eu sou e quem o Senhor é! Obrigada por que nossas escolhas nos levam a lugares onde somente pela tua mão podemos ser guiados. Obrigada porque me amas tanto agora como quando eu ainda era um projeto na barriga da minha mãe, não importa o meu trajeto de lá até aqui! Obrigada por manter essa certeza viva em mim ainda que as circunstâncias gritem o contrário! Obrigada por cuidar tão bem de mim durante 38 anos!