quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Descobertas da maternidade



É até engraçado como a vida frustra algumas expectativas da gente de forma tão positiva, se é que essa colocação é possível, rs. A maternidade nunca me encantou, quem me conhece de perto sabe disso. E ainda, sempre achei que eu não iria gostar de estar grávida. Sou assumidamente chatinha pra certas coisas, meio fresca com procedimentos médicos e tinha certeza de que me sentiria horrorosa grávida. Imagina uma pessoa de um metro e meio com uma barriga enorme. De cara, não parece muito interessante, rsrs. Mas incrivelmente e maravilhosamente eu me enganei.
Outro dia estava conversando com o Nilton enquanto voltávamos do trabalho, falando sobre o Lipe, lembrando alguns episódios, e eu disse a ele que, impressionantemente, o período da minha gravidez foi um dos mais bonitos e felizes que eu tive na vida. Fiquei encantada com a minha barriga desde que ela começou a despontar. Eu era a mulher mais bonita, mais radiante, mais forte, mais capaz, mais alegre, mais plena do mundo enquanto gerava vida dentro de mim. Um sentimento que tive de forma muito clara é que eu estava realizando um papel exclusivamente meu, me tornando o que eu nasci especificamente pra ser: mãe.
Pode parecer um discurso mega antiquado num tempo em que muitas mulheres colocam a maternidade em último plano, quando não a descartam, afirmando que esse não é (mais) o objetivo principal de ser mulher. Também foi o meu pensamento por muito tempo. Mas o que eu acabei de afirmar vai muito além de um discurso. É algo que eu vivenciei no meu íntimo e só então consegui descrever.
O banalizado termo “o milagre da vida”, é, de fato, um milagre. É a coisa mais natural do mundo, desde que o mundo é mundo, e ainda assim, é um milagre. Um milagre que gesta duas vidas simultaneamente: a de um filho e a de uma mãe. Um milagre capaz de marejar meus olhos e agradecer a Deus por ter me privilegiado com este dom, com esta capacidade, e me permitido viver esta experiência a despeito da minha falta de entusiasmo de outros tempos.
Aí o Lipe nasceu e a história começou a mudar um pouquinho, hehehe! Mas isso é conversa pra outro post.