terça-feira, 27 de setembro de 2016

Amor prático



Há algum tempo aprendi duas coisas importantes sobre o amor. Primeiro, ele não é exclusivamente sentimento; amor é, sobretudo, escolha. Segundo, amor não é demonstração de afeto; amor verdadeiro é traduzido em atitudes.

Escolha e atitude. Se aprendêssemos isso bem cedo na vida nos pouparíamos de tantas frustrações, tantos enganos! Por exemplo, não cairíamos no engodo das relações movidas a sentimentos. Eles são parte importante, claro, mas não são o combustível. Compartilhar com alguém uma cama ardente, cheia de suspiros e ais, mas querer pular fora dela quando as crises do dia a dia começam a apagar esse fogo definitivamente não é amor. Nossas escolhas devem se basear no que cremos, não no que sentimos. Sentimentos são superficiais, voláteis, vão e vêm, e, acredite, até mesmo eles estão condicionados à escolhas. Apenas convicções são fortes o bastante para servir de alicerce na construção de uma vida que não esteja fadada a um constante desmoronar. 

Eu já me mortifiquei muitas vezes por não sentir “o que deveria” por determinadas pessoas, sendo elas quem são na minha vida, até entender que os nossos sentimentos também são frutos das escolhas das pessoas em relação a nós. Neste caso, se o meu papel indiscutível é amar, eu preciso entender no que consiste esse mandamento. Foi quando aprendi que ter “atitudes de amor” é o que determina a verdade dessa minha relação. É escolher cuidar, ajudar, dar atenção, proteger, independente do meu desejo de abraçar, de acariciar ou de presentear. Talvez algum dia, o ter escolhido a prática desse amor até faça florescer o abraço, o carinho, o presente.

Não é um exercício fácil, aliás, entender a racionalidade do amor definitivamente é extremamente difícil. Pra alguns, impossível. Mas quem disse que viver, de fato, consiste em fazer apenas o que é fácil? Difícil de entender e muito mais de praticar, mas amadurecer tem dessas coisas. Graças a Deus!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Um Deus que não é raridade nas nossas canções #infelizmente



No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo.
Acima dele estavam serafins(...)
E proclamavam uns aos outros: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória". Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça.
Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! "

Isaías 6:1-5

Tenho a impressão de que há alguma incoerência entre as duas “verdades” destacadas acima, a respeito de Deus. Estou envolvida com a música cristã desde que me entendo por gente, e lamento profundamente que tenhamos chegado a um tempo em que essas canções são criadas e cantadas de maneira tão deturpada e irresponsável. Pior, lamento a falta de sensibilidade da maioria de nós cristãos pra enxergar isso.

Esta canção retrata bem a mentalidade que o homem tem de si mesmo na nossa geração. A valorização, a genialidade, a preciosidade que é o homem chega às vias de Deus ter de reconhece-la. Exaltamos a ideia de sermos a imagem da divindade que nos criou, porque isso nos dá status de deuses – ainda que essa ideia esteja implícita em nós -, mas ignoramos completamente o fato de que a bíblia é o verdadeiro espelho que nos revela e do qual não devemos nos afastar (Tiago 1:23-24) exatamente pra não nos esquecermos de quem somos de verdade.

Só nos enxergamos como joias raras quando estamos distantes da visão de quem é Deus. Para nós Ele é como a maioria dos pais que conhecemos: bajulador de filhos egocêntricos e inculpáveis, que está sempre a postos pra consertar as cagadas deles, afinal, “Ele está aqui pra isso", e é o mundo que lhes faz cair, não a cobiça que existe em sua própria natureza, que gera o pecado e a morte (Tiago 1:14-15).  A culpa é sempre dos outros, nunca minha. Será que essa mentalidade musicalmente disseminada nada tem a ver com a ausência de atitudes de arrependimento tão comum nos nossos dias? “Errais (leia-se cantais errado, hehe!) por não conhecerdes as escrituras” (Mateus 22:29).


Ao contrário do que o entendimento comum deste tempo nos diz, a música cristã não é apenas mais um estilo musical da MPB, a famigerada música gospel. Ela sempre foi e sempre será em sua essência, expressão de adoração a Deus e um veículo que leva às pessoas verdades absolutas a respeito d’Ele. Não cante porque a poesia é bonita, porque a melodia te emociona, porque o autor é o Fulano ou porque o nome de Deus está entre as linhas. Isso não tem significado algum de inspiração divina. Qualquer outra obra de arte é apreciável desta maneira. Se o que você canta, prega ou faz de sua vida não estiver em perfeita consonância com o Deus da bíblia, então você precisa rever os seus conceitos, precisa reaprender o que a bíblia – e só ela – diz desse Deus. E de você.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Minha Herança!



Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá.
Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos (...)
Salmos 127:3,4


É assim que vejo o Felipe. Não há nada mais precioso pra esta vida, que o Senhor possa nos conceder, do que um filho. Quando olho pro meu menino, eu que nunca quis, de fato, ser mãe, fico extasiada com o tesouro que Deus tinha escondido nas Suas mãos pra me presentear, e que eu recusei por tanto tempo.

Não lamento e não penso que foi um tempo perdido, mas sou imensamente grata por Ele ter guardando a minha Herança, e ter conduzido o meu coração ao tempo de desfrutá-la. 

Que Felipe seja a riqueza que Deus concedeu, não apenas à mim e ao Nilton, mas à todos os que o cercarem! Que ele sempre tenha a oferecer o melhor do seu coração às pessoas. E que Deus nos use, como pais, para “atirá-lo” na direção certa, na direção do coração dEle!

Sopa de abobrinha



As noites que começam a refrescar me inspiram a preparar essas delícias. Amo sopas! Aí vai uma receitinha prática, fácil e saborosa!

Ingredientes

2 abobrinhas italianas médias
1/2 cebola pequena picadinha
1 dente de alho amassado
2 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Refogue a cebola e o alho no azeite, acrescente a abobrinha picada, tempere e deixe refogar por alguns minutos. Adicione água até a superfície da abobrinha e deixe cozinhar até que esteja bem macia. Bata com o mixer até formar uma creme. Se ficar um pouquinho ralo, volte para o fogo e deixe reduzir até o ponto desejado.

Dica

Eu servi com frango desfiado refogado em azeite cebola e alho. Pode também ser servido com alho-poró salteado ou com uma porção do queiro de sua preferência.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Creme de abóbora



Igredientes
1/2 Kg de abóbora descascada e picada
1/2 cebola pequena
1 dente de alho
1 colher (sopa) de azeite
sal e pimenta a gosto
Água na quantidade que fique na superfície da abóbora, na panela.

Mode de preparo
Coloque na panela todos os ingredientes e deixe cozinhar até que a abóbora fique bem macia e quase sem caldo. Acerte o tempero, desligue o fogo e bata com o mixer.

Sirva com carne moída no centro, ou uma porção de carne seca. Ou ainda, com queijo gorgonzola "esfarelado".

terça-feira, 19 de abril de 2016

Prisma, 09 anos



Uma vez expliquei aqui sobre o nome do blog, mas faz tanto tempo que vou falar de novo, aproveitando que ele fez, no mês passado, mais um aninho.

Quando criei o blog, em março/2007, tinha que escolher um nome e esse foi um dos primeiros que me vieram à mente. Gostei de cara. Era pequeno, sonoro e que expressava exatamente a minha intenção: escrever textos a partir do meu ponto de vista e conhecer o ponto de vista dos meus leitores através dos seus comentários. Assuntos diversos sob o prisma de cada um. Essa foi a ideia original.

Tempos depois, porém, comecei a me encantar com outro aspecto dessa palavra. O prisma, figura geométrica, é um sólido transparente, pode ser um cristal ou mesmo uma peça de acrílico, sobre a qual, incidindo um único facho de luz branca por um dos lados, ela se propaga em várias direções e em muitas cores diferentes.

Que escrever aqui volte a ser e continue sendo o compartilhar de ideias, de experiências e de pontos de vistas sobre elas. Mas que também seja o propagar da Luz do mundo lançada sobre mim, e espargida com intensidade, de várias cores e em várias direções, seja qual for o teor da escrita.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Meu silêncio



Não sou uma pessoa muito falante, mas já fui muito mais introspectiva do que hoje. A maturidade traz muitas coisas boas. Com o passar do tempo aprendi a discutir, a me manifestar, até a me impor em alguns momentos e, incrivelmente, a falar em público. Digo “incrivelmente” porque os tímidos sabem o tamanho do desafio que é encarar uma plateia e se comunicar com ela com segurança e desenvoltura (ou quase, hehe!). Mas, ainda que eu já faça isso há alguns anos, nunca deixa de ser um exercício constante de coragem.

Mas apesar de certa inibição com a fala, sempre “escrevi pelos cotovelos”. As letras ocupavam páginas e páginas dos meus diários, as cartas aos amigos eram longas e as histórias que eu criava custavam a chegar ao fim. Já consegui trabalhar num escritório solitário, sem companhia para trocar um “oi”, durante mais de dois anos, mas jamais consegui deixar de escrever um recado que seja ao longo do dia. O fato de não haver publicações aqui no blog em determinados períodos não significa que estou em completa abstinência da escrita. Às vezes só não quero compartilhar.

Entretanto, com o tempo aprendi que o silêncio tem o seu valor, até na escrita. E que valor! E diante dessa descoberta deixei um pouco de me incomodar em não ser tão comunicativa quanto eu gostaria. Deixei de ver a comunicação como uma obrigação. Muitas vezes o entendimento que o silêncio proporciona é essencial para que a fala ou a escrita que o segue seja mais coesa, mais profunda, mais completa de transparência e significado. Apenas quando calamos é que conseguimos ouvir e aprender coisas que palavra alguma seria capaz de nos ensinar.

Como em outros momentos, tenho vivido mais um tempo de silêncio. Um tempo relegado a outros projetos. Um tempo que me parece longo demais para quem sempre viu na escrita o seu maior desejo, seu crescente entusiasmo, a maior de suas aspirações. Mas um silêncio da expressão, apenas, porque lá dentro sou bombardeada de questionamentos e de afirmações sobre um monte de coisas.

Fico ansiosa por saber a que descobertas esse tempo vai me levar, que me farão escrever páginas e páginas sem fim...! Mas enquanto isso não acontece, - vejam só! - até o meu silêncio é um motivo para continuar escrevendo...

quinta-feira, 10 de março de 2016

Retrocessos necessários






Outro dia eu estava assistindo ao filme O Último Samurai. Normalmente, não gosto de filmes de guerra, mas este é uma exceção. O Capitão Algren (Tom Cruize) é enviado ao Japão a fim de treinar o exército para combater a rebelião samurai, cujos princípios vão contra a ocidentalização do país. Algren, então, é capturado pelos samurais e tem a oportunidade de conhecer “a outra face da moeda”. É uma história que trata de cultura, progresso, manipulação de poder, valores, convergência, autoconhecimento. E, apesar de ser um filme sobre guerra, é lindo e delicado.

Mas um princípio que me chamou a atenção nesse filme foi a necessidade de retroceder para avançar. Acho que estamos vivendo uma época bem assim, em muitos aspectos.

A comida industrializada, que foi o boom dos anos 1990 e geraram conforto e otimização do tempo, hoje dá lugar às filosofias Slow food, ou confort food. Ou seja, conforto e bem estar hoje são associados à comidas como as que a avó ou a mãe faziam, o que requer muitas vezes trabalho artesanal e sem sofisticação. As mulheres influenciadas pelo movimento feminista, que um dia disseram não à maternidade, hoje entendem que filhos fazem parte do que é ser mulher, ainda que essa mulher não seja mais a mesma. A reutilização de objetos e materiais que perderam uma função específica, não é mais sinônimo de pobreza, mas de responsabilidade. As próprias moda e decoração têm buscado sua inspiração cada vez mais em outras épocas. É o estilo “retrô” ou “vintage”.

Parece que estamos vivendo um movimento coletivamente por acaso de resgate, da “volta no tempo”, da necessidade de se rever as coisas.

É muito bom saber que a vida, em muitos casos, tem volta. Que nem tudo tem que ser como parece mais adequado. Que, na verdade, a humanidade está sempre andando em círculo. Acho interessante pensar a vida na perspectiva desses ciclos. Parar o percurso, dar dois ou três passos atrás, reavaliar, resgatar valores caídos pelo caminho e prosseguir.