segunda-feira, 25 de abril de 2016

Creme de abóbora



Igredientes
1/2 Kg de abóbora descascada e picada
1/2 cebola pequena
1 dente de alho
1 colher (sopa) de azeite
sal e pimenta a gosto
Água na quantidade que fique na superfície da abóbora, na panela.

Mode de preparo
Coloque na panela todos os ingredientes e deixe cozinhar até que a abóbora fique bem macia e quase sem caldo. Acerte o tempero, desligue o fogo e bata com o mixer.

Sirva com carne moída no centro, ou uma porção de carne seca. Ou ainda, com queijo gorgonzola "esfarelado".

terça-feira, 19 de abril de 2016

Prisma, 09 anos



Uma vez expliquei aqui sobre o nome do blog, mas faz tanto tempo que vou falar de novo, aproveitando que ele fez, no mês passado, mais um aninho.

Quando criei o blog, em março/2007, tinha que escolher um nome e esse foi um dos primeiros que me vieram à mente. Gostei de cara. Era pequeno, sonoro e que expressava exatamente a minha intenção: escrever textos a partir do meu ponto de vista e conhecer o ponto de vista dos meus leitores através dos seus comentários. Assuntos diversos sob o prisma de cada um. Essa foi a ideia original.

Tempos depois, porém, comecei a me encantar com outro aspecto dessa palavra. O prisma, figura geométrica, é um sólido transparente, pode ser um cristal ou mesmo uma peça de acrílico, sobre a qual, incidindo um único facho de luz branca por um dos lados, ela se propaga em várias direções e em muitas cores diferentes.

Que escrever aqui volte a ser e continue sendo o compartilhar de ideias, de experiências e de pontos de vistas sobre elas. Mas que também seja o propagar da Luz do mundo lançada sobre mim, e espargida com intensidade, de várias cores e em várias direções, seja qual for o teor da escrita.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Meu silêncio



Não sou uma pessoa muito falante, mas já fui muito mais introspectiva do que hoje. A maturidade traz muitas coisas boas. Com o passar do tempo aprendi a discutir, a me manifestar, até a me impor em alguns momentos e, incrivelmente, a falar em público. Digo “incrivelmente” porque os tímidos sabem o tamanho do desafio que é encarar uma plateia e se comunicar com ela com segurança e desenvoltura (ou quase, hehe!). Mas, ainda que eu já faça isso há alguns anos, nunca deixa de ser um exercício constante de coragem.

Mas apesar de certa inibição com a fala, sempre “escrevi pelos cotovelos”. As letras ocupavam páginas e páginas dos meus diários, as cartas aos amigos eram longas e as histórias que eu criava custavam a chegar ao fim. Já consegui trabalhar num escritório solitário, sem companhia para trocar um “oi”, durante mais de dois anos, mas jamais consegui deixar de escrever um recado que seja ao longo do dia. O fato de não haver publicações aqui no blog em determinados períodos não significa que estou em completa abstinência da escrita. Às vezes só não quero compartilhar.

Entretanto, com o tempo aprendi que o silêncio tem o seu valor, até na escrita. E que valor! E diante dessa descoberta deixei um pouco de me incomodar em não ser tão comunicativa quanto eu gostaria. Deixei de ver a comunicação como uma obrigação. Muitas vezes o entendimento que o silêncio proporciona é essencial para que a fala ou a escrita que o segue seja mais coesa, mais profunda, mais completa de transparência e significado. Apenas quando calamos é que conseguimos ouvir e aprender coisas que palavra alguma seria capaz de nos ensinar.

Como em outros momentos, tenho vivido mais um tempo de silêncio. Um tempo relegado a outros projetos. Um tempo que me parece longo demais para quem sempre viu na escrita o seu maior desejo, seu crescente entusiasmo, a maior de suas aspirações. Mas um silêncio da expressão, apenas, porque lá dentro sou bombardeada de questionamentos e de afirmações sobre um monte de coisas.

Fico ansiosa por saber a que descobertas esse tempo vai me levar, que me farão escrever páginas e páginas sem fim...! Mas enquanto isso não acontece, - vejam só! - até o meu silêncio é um motivo para continuar escrevendo...