segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Um Deus que não é raridade nas nossas canções #infelizmente



No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo.
Acima dele estavam serafins(...)
E proclamavam uns aos outros: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória". Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça.
Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! "

Isaías 6:1-5

Tenho a impressão de que há alguma incoerência entre as duas “verdades” destacadas acima, a respeito de Deus. Estou envolvida com a música cristã desde que me entendo por gente, e lamento profundamente que tenhamos chegado a um tempo em que essas canções são criadas e cantadas de maneira tão deturpada e irresponsável. Pior, lamento a falta de sensibilidade da maioria de nós cristãos pra enxergar isso.

Esta canção retrata bem a mentalidade que o homem tem de si mesmo na nossa geração. A valorização, a genialidade, a preciosidade que é o homem chega às vias de Deus ter de reconhece-la. Exaltamos a ideia de sermos a imagem da divindade que nos criou, porque isso nos dá status de deuses – ainda que essa ideia esteja implícita em nós -, mas ignoramos completamente o fato de que a bíblia é o verdadeiro espelho que nos revela e do qual não devemos nos afastar (Tiago 1:23-24) exatamente pra não nos esquecermos de quem somos de verdade.

Só nos enxergamos como joias raras quando estamos distantes da visão de quem é Deus. Para nós Ele é como a maioria dos pais que conhecemos: bajulador de filhos egocêntricos e inculpáveis, que está sempre a postos pra consertar as cagadas deles, afinal, “Ele está aqui pra isso", e é o mundo que lhes faz cair, não a cobiça que existe em sua própria natureza, que gera o pecado e a morte (Tiago 1:14-15).  A culpa é sempre dos outros, nunca minha. Será que essa mentalidade musicalmente disseminada nada tem a ver com a ausência de atitudes de arrependimento tão comum nos nossos dias? “Errais (leia-se cantais errado, hehe!) por não conhecerdes as escrituras” (Mateus 22:29).


Ao contrário do que o entendimento comum deste tempo nos diz, a música cristã não é apenas mais um estilo musical da MPB, a famigerada música gospel. Ela sempre foi e sempre será em sua essência, expressão de adoração a Deus e um veículo que leva às pessoas verdades absolutas a respeito d’Ele. Não cante porque a poesia é bonita, porque a melodia te emociona, porque o autor é o Fulano ou porque o nome de Deus está entre as linhas. Isso não tem significado algum de inspiração divina. Qualquer outra obra de arte é apreciável desta maneira. Se o que você canta, prega ou faz de sua vida não estiver em perfeita consonância com o Deus da bíblia, então você precisa rever os seus conceitos, precisa reaprender o que a bíblia – e só ela – diz desse Deus. E de você.

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